| Sistema de radar auxiliar: |
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A sociedade Cournil, começou durante os anos 50 por montar jipes «Wyllis» aos quais adaptava mecânica de origem francesa, que eram vendidos essencialmente para o mercado agricola e promovidos como tractores.
Curiosamente, a origem e o objectivo desta viatura foram os mesmos que estiveram na origem do Unimog alemão. Tratava-se de uma viatura com uma motorização muito fraca, destinada essencialmente a dar mobilidade aos agricultores e a permitir utilizar o veículo numa grande variedade de funções ligadas à agricultura.
A versão inicial do Cournil tinha chapa com 2mm de espessura, estava equipada com uma caixa de seis velocidades para a frente e duas para a retaguarda. As versões originais, curtas, podiam transportar reboques e algumas dispunham de um único assento, sendo basicamente utilizadas como tractores agricolas.
Naturalmente que por esta razão o Cournil tinha forçosamente que ter grande capacidade para operar em todo o tipo de terreno e resistência de sobra.
Tratando-se de um pequeno fabricante, a empresa efectuou consideráveis modificações nos seus vários modelos. Os motores originais Hotchkiss de 25cv foram sendo substituidos por motores mais potentes, um «Ricardo» de 54cv, um Indenor de 64cv e finalmente um Peugeot XD-2P de 67cv. Foi igualmente lançada uma versão que foi alongada dos 3,6m do veículo original, para 4,23m.
 | | O Cournil, em versão de tractor agricola adaptado com implementos para utilização na agricultura, em todo o terreno | É importante notar que as prestações do veículo em termos de velocidade máxima foram sempre reduzidas. De tal forma a viatura era considerada como «agricola» que a maior parte das revistas especializadas francesas dos anos 60 e inicio dos anos 70, nem sequer incluiam o Cournil nas suas listas de viaturas 4x4. Aliás, a própria publicidade do fabricante, indicava a potência do motor, a capacidade de reboque e a capacidade de carga, mas não indicava a velocidade, porque esse dado era basicamente irrelevante.
Revitalização
Após a morte do fundador a empresa voltou a operar sob a direcão do seu filho e durante os anos 70 ocorreram várias associações a empresas que estavam relacionadas com a venda de equipamentos para o exército francês. O objectivo era garantir a aquisição de viatura pelas forças armadas, dado se tratar de um veículo com a resistência e as qualidades fora-de-estrada que normalmente são requisitos militares.
A partir de 1972, o «Cournil» deixa de ser promovido como um simples tractor agricola para passar a ser um veículo todo o terreno, competindo nesse mercado. A motorização mais potente permite-lhe atingir velocidades máximas mais condizentes com uma viatura todo o terreno, que também pode ser utilizada em estrada.
As associações estabelecidas durante esse periodo na tentativa de vender o veículo para o mercado militar não foram porém coroadas de sucesso. Ainda foram feitas algumas exportações de veículos Cournil, nomeadamente para Portugal. É aliás com uma empresa portuguesa que vai ser acordada uma licença de exportação para o fabrico desta viatura. Alegadamente a Cournil/SIMI nunca terá recebido qualquer dinheiro de «royalties» resultado dessa licença.
O Cournil acabou sendo preterido pelas várias forças militares a que foi apresentado. Tanto a Gendarmerie francesa como o exército optaram por viaturas diferentes. A Gendarmerie pelo Land Rover e o exército francês pelo Mercedes «G» fabricado em França pela Peugeot. Foram efectuadas compras residuais.
Nova mudança de dono
A SIMI acabou sendo vendida em 1984 ao empresário François Servanin, que criaria a empresa Autoland, depois renomeada Auverland. O modelo base tinha sido entretanto submetido a uma operação de estilo, com modificação na frente (modelo Auverland A2), mas a Auverland iniciou os estudos para o lançamento de um veículo que mantivesse as mesmas características mas fosse mais apelativo ao mercado civil (ver Auverland A3). Na foto, a versão alongada da viatura Cournil:

| Informação genérica: | Tendo como base o jipe Willys, que montava nos anos 50,adaptando-lhes motores Hotchkiss de origem francesa, no inicio dos anos 60 Bernard Cournil começa a comercializar uma viatura 4x4 conhecida pela sua robustez. A viatura ficaria conhecida pelo nome do seu criador «Cournil». A produção da viatura prosseguiu ao longo dos anos 60 e 70, com quantidades residuais produzidas pela empresa SIMI.
A empresa sofreu sempre com problemas financeiros a que não era estranha a pequena capacidade de produção.
No final dos anos 70, foi vendida uma licença de produção à empresa portuguesa UMM (União Metalo Mecânica) que produzirá a sua própria versão da viatura, atingindo um considerável sucesso comercial.
Se a viatura teve sucesso em Portugal, em França os problemas continuaram durante os anos seguintes, até que a empresa SIMI acabou por ser vendida e criada a Auverland.
Desde 1984, a Auverland tem comerccializado vários modelos que foram adoptados em pequena série por forças armadas e militarizadas da Frnaça.
As viaturas 4x4 da Auverland foram também sendo adaptadas para a utilização em teatros de operações mais exigentes, onde não são necessários carros de combate médios ou pesados, mas onde o policiamento e a presença de forças militares robustas se tornou necessário.
Distinguem-se vários modelos e variantes, entre os quais há diferenças muito consideráveis:
- Cournil original
Basicamente um tractor agricola com um motor de 36cv de potência.
- Cournil / SIMI
A versão lançada no inicio dos anos 70, tendo em vista a tentativa de vender a viatura para o mercado militar.
- Cournil «Tropic»
Versão com a frente redesenhada pelo estilista Benoit Contreau lançada em 1982 e motorizada com motores SOFIM (versão curta com 3,84m e versão longa com 4,29m)
- Auverland A2
Basicamente idêntico ao Cournil «Tropic» derivado do Cournil original, após a Auverland ter tomado o negócio da SIMI.
- Auverland A3
Versão completamente modificada na estrutura e com com modificações estéticas muito significativas.
- UMM Alter
Versão do Cournil «Longo» fabricada sob licença em Portugal. Esta viatura foi baptizada «Alter» e foi adquirida por várias entidades da administração pública em Portugal embora não tivesse sido adoptada em números consideráveis.
A viatura portuguesa conseguiu manter as mesmas características de robustez que caracterizaram a viatura Cournil desde a sua concepção no inicio dos anos 60.
UMM Alter extra-longo
Foi produzida em Portugal uma versão extra-longa da viatura, com 5,06m de comprimento, na versão comercial de transporte de carga e numa versão com cabine dupla.
Foi a partir desta versão alongada que se efectuou aquela que é provavelmente a mais curiosa de todas as adaptações à viatura UMM.
Foi a base para a construção de uma viatura VIP que serviu para transportar o Papa João Paulo II durante a visita que fez à ilha da Madeira, em Portugal. |
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