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Carro de combate pesado

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Carro de combate pesado

Churchill A-22 Mark-III / IV
Carro de combate pesado

Churchill A-42 / Mk-VII
Carro de combate pesado

 

Churchill A-22 Mark-III / IV
Carro de combate pesado (Vauxhal Motors)
Churchill A-22 Mark-III / IV

Projeto: Vauxhal Motors
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.44
n/disponivel
3.25m
2.49M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
39.574t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
1 x Bedford «Twin-Six» Mk.4
350cv
25 Km/h
12 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
682 Litros
144Km
5
34º
30º
1.02M
3.05M
0.81M

Armamento básico
- 1 x 57mm QF L/43 Mk 2 / Mk 3 (Calibre: 57mm - Alcance estimado de 1Km a 1.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Reino Unido
Designação Local:Mk-III
Qtd: Máx:0 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Na falta de um cenário europeu para combater, o esforço de guerra britânico entre 1942 e 1943 centrou-se no teatro de operações africano, para onde foramenviados muitos dos tanques Churchill fabricados.

O armamento de 57mm quando foi colocado ao serviço estava já obsoleto, dado os alemães já terem então introduzido os canhões longos de 75mm nos seus Panzer-IV. Mesmo assim o Churchill era um veículo apreciado principalmente pela sua resistência, depois de os problemas de «dentição» terem sido resolvidos.

Os Churchill no entanto nunca tiveram utilidade para as grandes operações ofensivas típicas da guerra no deserto, por causa da sua reduzido mobilidade.


Forum de discussão

O aparecimento do Churchill Mark-III ocorreu logo que o novo canhão de 57mm focou disponível.
Esta arma deveria ter equipado o Churchill nas primeiras versoes, mas por falta de opções tinha sido necessário utilizar o canhão de 40mm mais antigo.
A produção do Churchill Mark-III começou em Março de 1942 e ele foi imediatamente enviado para o norte de África.

Além da peça de 57mm o Mark-III tinha uma torre soldada com aspecto mais anguloso, quando comparada com a torre fundida mais arredondada dos modelos anteriores.

Versão Mark-IV
A versão IV era virtualmente idêntica à versão III, com a diferença de que neste modelo se voltou atrás com a inclusão de uma torre que voltou a ser fundida em vez da anterior torre soldada do Mark-III, ainda que com um aspecto menos arredondado.
De notar que as versões do canhão de 57mm também variam. Os Mark-III estão normalmente equipados com a primeira versão que se identifica por ter um contra-peso na boca do cano, enquanto que os Mark-IV começaram a receber a segunda versão do canhão de 57mm que se identifica pelo formato arredondado do freio de boca.

Outra interessante versão do Mark-IV foi resultado da necessidade. Trata-se de um carro de combate standard Mark-IV ao qual foi retirada a peça de 57mm sendo-lhe adaptada a peça de 75mm que equipava os tanques médios norte americanos M3 «Grant / Lee»


Versão Mark V
Esta versão é virtualmente idêntica à Mark-III e à Mark-IV com a diferença de vir com o novo canhão britânico de 75mm. Essa arma viria a equipar a versão seguinte do Churchill, a Mark VII.



Informação genérica:
Quando o tanque Churchill começou a ser desenhado, em Setembro de 1939, tinha já começado a II Guerra Mundial. O projecto foi inicialmente designado como A-20.
Na altura o principal carro de combate da Grã Bretanha era o tanque Matilda-II, armado com um canhão de 40mm de alta velocidade.

Considerando-se necessário um veículo mais pesado e melhor protegido, ainda dentro do conceito britânico de «tanque de infantaria», o Churchill deveria ser uma viatura pesada mas poderosamente armada que pudesse acompanhar o avanço a pé dos soldados.

O projecto do Churchill é inspirado pelos tanques romboides fabricados pelos britânicos durante a I Guerra Mundial.

A designação inicial de A-20 foi modificada para A-22 quando a primeira encomenda foi colocada à Vauxhall Motors.

O Churchill foi o segundo carro de combate mais produzido pela Grã Bretanha durante a II Guerra Mundial.


Variantes de combate:
São muitas as versões do Churchil, de entre as quais se destacam:

MK-I - Versão standard com canhão de 40mm e óbus de 75mm (303 produzidos)
MK-II - Idêntico ao Mk-I mas com o óbus de 75mm subsittuido por uma metralhadora BESA (1,127 produzidos)
MK-III - Armado com o novo canhão anti-tanque de 57mm (675 produzidos)
MK-IV - Mesmo tipo de peça de 57mm mas nova torre fundida numa só peça (1,622 produzidos)
MK-V - Versão de apoio de fogo equipada com um óbus de 95mm. Este modelo era utilizado para apoio a unidades de infantaria e não era utilizado como carro de combate principal. As versões modernizadas foram reclassificadas Mark-XI (241 produzidos).
MK-VI - Básicamente o Mark-IV com uma peça de 75mm (200 produzidos)
MK-VII - Versão completamente revista, com uma blindagem 50% mais espessa que todas as versões anteriores. Este modelo também foi equipado com o novo canhão de 75mm (1,600 produzidos)

MK-VIII - Utilizando o mesmo casco com a blindagem reforçada do Mk-VII estava equipado com um óbus de 95mm. Trata-se de um veículo equivalente ao Mk-V mas com a nova blindagem.

Após o lançamento do Mk-VII, os britânicos lançaram três programas de modernização para transformar os Churchill mais antigos no padrão de blindagem e armamento do Mark-VII.

MK-IX - Versões do Mk-III/IV que receberam nova blindagem para os colocar ao mesmo nível dos Mark-VII
MK-X - Trata-se de um Churchill Mark-VI equipado com a torre do Mark VII
MK-XI - Churchill Mark-V com blindagem reforçada e com a torre do MarkVIII

Churchill 75mm - Versão do Churchill Mk-I e Mk-II que recebeu uma peça de 75mm retirada de tanques Lee/Grant e Sherman semi-destruidos.

Na fase final da II Guerra Mundial, foi concebida uma versão do tanque Churchill armada com o poderoso canhão de 17 libras / 76mm britânico.
Nessa altura a arma estava a ser instalada noutros veículos blindados e o Churchill com esse armamento juntamente com a torre correspondente, conseguia atingir uma velocidade máxima de apenas 18km/h.
Com esta prestação o Churchill tornava-se quase inutil no campo de batalha. Nunca passou da fase de projecto sendo abandonado em favor do desenvolvimento do tanque Centurion.


Se o Churchill não ficou conhecido como um dos mais importantes carros de combate da II Guerra, a sua importância como base e plataforma para uma enorme gama de veículos de apoio não pode deixar de ser mencionada.

AVRE - Armoured Vehicle Royal Engineers: Um Churchill Mark-I ou Mark-II equipado com um morteiro de 290mm que lançava uma carga explosiva de 18kg.

ARK - Um Churchill sem torre que transportava um sistema pencil que permitia formar um ponte movel, para permitir a unidades blindadas e mecanizadas atravessar pequenos cursos de água.

ARV - Armoured Recovery Vehicle - Veículo de recuperação, também sem torre, destinado a remover outros carros de combate do campo de batalha para permitir a sua reparação (capacidade para rebocar 25 ton e um guincho para elevar até 15).

Crocodile - Uma das versões mais importantes e mais conhecidas do Churchill e a qual não foi adaptada mas produzida de fábrica, que era baseado no Mark-VII, possuindo um lança-chamas no casco. O veículo é reconhecido por transportar um depósito de combustível atrelado.
O Crocodile era uma das armas britânicas mais temidas pelos alemães. Podia lançar chamas a uma distância de 150m, distância a que as armas anti-tanque ligeiras não podiam perfurar a sua espessa blindagem.

3 inch Gun Carrier - Resultado da necessidade de artilharia auto-propulsada, esta versão do Churchill consistia num Churchill Mark-VII sobre o qual foi colocada uma peça de artilharia de 75mm (50 produzidos).

Tanque de Infantaria
O conceito de «tanque de infantaria» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas.
O tanque de infantaria era um dos dois tipos de blindados que nos anos 20 e 30 os britânicos previam utilizar (o outro era o tanque cruzador) nas guerras futuras.

A função do tanque de infantaria era a de apoiar a progressão das forças que avançavam a pé. Como o objectivo era o de acompanhar tropas de infantaria, a sua velocidade máxima não precisava ser elevada.
Este tipo de veículo deveria por exemplo ser utilizado contra fortificações que impedissem a progressão da infantaria.

O primeiro destes veículos foi o Matilda-I, uma espécie de «Tanquette» poderosamente blindado, armado apenas com uma metralhadora. O veículo não provou, e foi rapidamente substituído por outro mais poderoso como o Matilda-II e posteriormente pelo Churchill.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques de infantaria rápidos, como posteriormente também solicitaram tanques cruzadores poderosamente blindados. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet». Já os tanques de infantaria pesados acabaram por ser utilizados como veículos de apoio, como foi o caso do Churchill.