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Carro de combate pesado

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Churchill A-42 / Mk-VII
Carro de combate pesado

 

Churchill A-42 / Mk-VII
Carro de combate pesado (Vauxhal Motors)
Churchill  A-42 / Mk-VII

Projeto: Vauxhal Motors
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.44
n/disponivel
3.33m
2.49M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38.5t
40.642t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
1 x Bedford «Twin-Six» Mk.4
350cv
20 Km/h
12 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
682 Litros
140Km
5
34º
30º
1.02M
3.05M
0.81M

Armamento básico
- 1 x 75mm QF 75 (UK) M.1942 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 0.3Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:


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O Churchill Mark-VII caracteriza-se por um lado pela incorporação de uma peça principal de 75mm com características idênticas às da arma instalada nos carros de combate Sherman, a mesma que foi instalada no carro de combate A-27 «Cromwell». Além do armamento superior, a principal alteração está no grande aumento da blindagem, especialmente a blindagem frontal, que passou de 102mm nas versões anteriores para 152mm.

Esse incremento da blindagem, teve um efeito colateral que foi o aumento do peso, e sem que fosse modificada a motorização isso reflectiu-se na redução da velocidade máxima da viatura, que atingia apenas entre 18 a 20km/h.

Além de mais blindagem o Churchill Mk-VII também tinha dimensões ligeiramente diferentes dos modelos anteriores, nomeadamente maior largura para acomodar as lagartas de maiores dimensões, as quais facilitavam (por exemplo), a sua movimentação nas praias, quesito que nos modelos anteriores se tinha mostrado um problema, especialmente no falhado raid de Dieppe.

A arma de 75mm não foi no entanto um sucesso. O comportamento da anterior peça de 57mm podia em alguns casos ser considerado superior.

Por esta razão por volta de 1943 começava a parecer evidente que como carro de combate principal o Churchill não parecia ter grande futuro. Ainda foi tentada a instalação do muito mais poderoso canhão de 17 libras (76mm de alta velocidade), mas a velocidade máxima que o carro de combate Churchill podia atingir (18km/h) tornava-o inutil para operações de forças combinadas em que a mobilidade era da maior importância.

De entre os Mark-VII a versão mais famosa foi a do lança-chamas conhecido como Crocodile.

Uma gama variada de viaturas de apoio e engenharia foi desenvolvida a partir do Mark-VII (e adaptada dos modelos mais antigos). Como plataforma para sistemas auxiliares de combate o Churchill foi um dos veículos mais úteis da II Guerra.

Informação genérica:
Quando o tanque Churchill começou a ser desenhado, em Setembro de 1939, tinha já começado a II Guerra Mundial. O projecto foi inicialmente designado como A-20.
Na altura o principal carro de combate da Grã Bretanha era o tanque Matilda-II, armado com um canhão de 40mm de alta velocidade.

Considerando-se necessário um veículo mais pesado e melhor protegido, ainda dentro do conceito britânico de «tanque de infantaria», o Churchill deveria ser uma viatura pesada mas poderosamente armada que pudesse acompanhar o avanço a pé dos soldados.

O projecto do Churchill é inspirado pelos tanques romboides fabricados pelos britânicos durante a I Guerra Mundial.

A designação inicial de A-20 foi modificada para A-22 quando a primeira encomenda foi colocada à Vauxhall Motors.

O Churchill foi o segundo carro de combate mais produzido pela Grã Bretanha durante a II Guerra Mundial.


Variantes de combate:
São muitas as versões do Churchil, de entre as quais se destacam:

MK-I - Versão standard com canhão de 40mm e óbus de 75mm (303 produzidos)
MK-II - Idêntico ao Mk-I mas com o óbus de 75mm subsittuido por uma metralhadora BESA (1,127 produzidos)
MK-III - Armado com o novo canhão anti-tanque de 57mm (675 produzidos)
MK-IV - Mesmo tipo de peça de 57mm mas nova torre fundida numa só peça (1,622 produzidos)
MK-V - Versão de apoio de fogo equipada com um óbus de 95mm. Este modelo era utilizado para apoio a unidades de infantaria e não era utilizado como carro de combate principal. As versões modernizadas foram reclassificadas Mark-XI (241 produzidos).
MK-VI - Básicamente o Mark-IV com uma peça de 75mm (200 produzidos)
MK-VII - Versão completamente revista, com uma blindagem 50% mais espessa que todas as versões anteriores. Este modelo também foi equipado com o novo canhão de 75mm (1,600 produzidos)

MK-VIII - Utilizando o mesmo casco com a blindagem reforçada do Mk-VII estava equipado com um óbus de 95mm. Trata-se de um veículo equivalente ao Mk-V mas com a nova blindagem.

Após o lançamento do Mk-VII, os britânicos lançaram três programas de modernização para transformar os Churchill mais antigos no padrão de blindagem e armamento do Mark-VII.

MK-IX - Versões do Mk-III/IV que receberam nova blindagem para os colocar ao mesmo nível dos Mark-VII
MK-X - Trata-se de um Churchill Mark-VI equipado com a torre do Mark VII
MK-XI - Churchill Mark-V com blindagem reforçada e com a torre do MarkVIII

Churchill 75mm - Versão do Churchill Mk-I e Mk-II que recebeu uma peça de 75mm retirada de tanques Lee/Grant e Sherman semi-destruidos.

Na fase final da II Guerra Mundial, foi concebida uma versão do tanque Churchill armada com o poderoso canhão de 17 libras / 76mm britânico.
Nessa altura a arma estava a ser instalada noutros veículos blindados e o Churchill com esse armamento juntamente com a torre correspondente, conseguia atingir uma velocidade máxima de apenas 18km/h.
Com esta prestação o Churchill tornava-se quase inutil no campo de batalha. Nunca passou da fase de projecto sendo abandonado em favor do desenvolvimento do tanque Centurion.


Se o Churchill não ficou conhecido como um dos mais importantes carros de combate da II Guerra, a sua importância como base e plataforma para uma enorme gama de veículos de apoio não pode deixar de ser mencionada.

AVRE - Armoured Vehicle Royal Engineers: Um Churchill Mark-I ou Mark-II equipado com um morteiro de 290mm que lançava uma carga explosiva de 18kg.

ARK - Um Churchill sem torre que transportava um sistema pencil que permitia formar um ponte movel, para permitir a unidades blindadas e mecanizadas atravessar pequenos cursos de água.

ARV - Armoured Recovery Vehicle - Veículo de recuperação, também sem torre, destinado a remover outros carros de combate do campo de batalha para permitir a sua reparação (capacidade para rebocar 25 ton e um guincho para elevar até 15).

Crocodile - Uma das versões mais importantes e mais conhecidas do Churchill e a qual não foi adaptada mas produzida de fábrica, que era baseado no Mark-VII, possuindo um lança-chamas no casco. O veículo é reconhecido por transportar um depósito de combustível atrelado.
O Crocodile era uma das armas britânicas mais temidas pelos alemães. Podia lançar chamas a uma distância de 150m, distância a que as armas anti-tanque ligeiras não podiam perfurar a sua espessa blindagem.

3 inch Gun Carrier - Resultado da necessidade de artilharia auto-propulsada, esta versão do Churchill consistia num Churchill Mark-VII sobre o qual foi colocada uma peça de artilharia de 75mm (50 produzidos).

Tanque de Infantaria
O conceito de «tanque de infantaria» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas.
O tanque de infantaria era um dos dois tipos de blindados que nos anos 20 e 30 os britânicos previam utilizar (o outro era o tanque cruzador) nas guerras futuras.

A função do tanque de infantaria era a de apoiar a progressão das forças que avançavam a pé. Como o objectivo era o de acompanhar tropas de infantaria, a sua velocidade máxima não precisava ser elevada.
Este tipo de veículo deveria por exemplo ser utilizado contra fortificações que impedissem a progressão da infantaria.

O primeiro destes veículos foi o Matilda-I, uma espécie de «Tanquette» poderosamente blindado, armado apenas com uma metralhadora. O veículo não provou, e foi rapidamente substituído por outro mais poderoso como o Matilda-II e posteriormente pelo Churchill.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques de infantaria rápidos, como posteriormente também solicitaram tanques cruzadores poderosamente blindados. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet». Já os tanques de infantaria pesados acabaram por ser utilizados como veículos de apoio, como foi o caso do Churchill.