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Carro de combate pesado



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Centurion A-41 Mk.1
Carro de combate pesado (Leyland)
Centurion A-41 Mk.1

Projeto: Leyland
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.65
9.83m
2.75m
2.8M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
45.7t
48.7t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Meteor Mk.IV
600cv
34 Km/h
24 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
190Km
4
1.45M
3.35M
0.9M

Armamento básico
- 1 x 76mm / Mk.2 HV (17 pounder) (Calibre: 76.2mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Resultado de um pedido do exército britânico para um tanque que combinasse a blindagem pesada dos lentos tanques de infantaria, com o poderoso armamento dos tanques cruzadores, o Centurion começou a ser desenvolvido desde o inicio de 1943, quando ainda não tinha terminado a guerra no deserto.

A fase inicial de desenvolvimento deste carro de combate durou aproximadamente um ano e a sua configuração foi discutida, tendo finalmente sido aprovada em Fevereiro de 1944 [1].

O Centurion, que deveria inicialmente ter um peso inferior a 40 toneladas, foi durante a fase de projecto sendo modificado até ultrapassar essa meta, principalmente por causa da necessidade de defrontar a ameaça dos novos tanques alemães equipados com canhão de 88mm do tanque «Tiger» e canhão longo de 75mm do tanque «Panther». O Centurion atingia quase 50 toneladas.
Em Maio de 1944 foi colocada a primeira encomenda para 20 unidades de pré-produção para que se efectuassem testes.

Comparação entre o Centurion e o Panther: A parte frontal do Centurion, incluiu uma blindagem com alto nível de inclinação, aparentemente influenciada pelos tanques alemães.
Quinze desses carros de combate foram equipados com o canhão de alta-velocidade de 17 libras 76mm Mk.2 HV. Os restantes cinco, foram armados com um seu derivado com menos potência, que também foi utilizado para o tanque Comet (os Centurion com este canhão menos potente foram conhecidos como A-41S).
Dos carros armados com a peça de 76mm dez foram armados com um curioso arranjo que consistia na inclusão de um canhão de 20mm na torre, ao lado do de 76mm (não coaxial), ocupando a posição que mais tarde seria reservada a uma metralhadora.

Em Abril de 1945, com a Alemanha no seu último mês, estavam prontos seis exemplares.

Embora eles tenham sido enviados para o exército britânico na Europa, a sua incorporação em unidades só ocorreu após a rendição da Alemanha nos primeiros dias de Maio de 1945.

Na fábrica, começara a ser produzida em Janeiro de 1945 a versão Mk.2 ou A-41A, com algumas diferenças no sistema de transmissão. Além dessa alteração, a torre passou a ser moldada numa única peça e a montagem de uma metralhadora lateral (na torre) foi suprimida e incorporada uma metralhadora coaxial. A primeira encomenda de 100 unidades deste tipo começou a ser entregue no verão de 1946, um pouco mais de um ano após o final da guerra.

Aliás, com o final da guerra, o armamento incialmente previsto para o Centurion teve que ser repensado. Essa análise resultou das informações sobre as capacidades dos novos tanques soviéticos, alguns dos quais estavam armados com peças de 100mm e 122mm.

[1] - É importante realçar que o desenvolvimento dos carros de combate britânicos e dos seus armamentos, foi influenciado não tanto como resposta directa ao aparecimento de carros de combate alemães mais poderosos, mas pelas análises feitas aos equipamentos alemães logo em 1940. Os britânicos começaram a desenvolver os seus sistemas futuros, com o objectivo de vencer o que existia em 1940 e também o que eles previam pudesse ser desenvolvido pelos alemães nos anos seguintes. É por isso que ao contrário dos norte-americanos, os britânicos dispunham em 1944 de uma peça de alta velocidade como o canhão de 76mm / 17 libras (17 pounder), que podia comparar-se à peça de 75mm dos tanques Panther (Panzer V) dos alemães.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.