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Carro de combate pesado



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Centurion Mk.3 / Mk.5
Carro de combate pesado (Leyland)
Centurion Mk.3 / Mk.5

Projeto: Leyland
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.55
9.83m
3.28m
2.94M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
48.6t
50.813t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Meteor Mk IV-B
650cv
35 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
550 Litros
0Km
4
60º
1.45M
3.35M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 84mm QF L/67 «20 pounder» (Calibre: 84mm - Alcance estimado de 0Km a 0Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: India
Designação Local:Centurion Mk.3/5
Qtd: Máx:220 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os Centurion indianos foram recebidos em 1956
Este tipo de carro de combate não foi utilizado quando a União Indiana invadiu o Estado Português da Índia, dado o seu elevado peso não permitir a sua utilização eficiente em terrenos pantanosos.

Eles entraram em combate durante a guerra contra o Paquistão por causa da questão de Cachemira em 1965.
Nesse conflito os indianos foram superiores aos paquistaneses, equipadas com tanques Sherman e com M-47 Patton americanos.

A Índia recebeu um primeiro lote de Centurion Mk.3 em 1956 e um segundo lote de mais 100 unidades na versão Mk.7 em 1957.
Até 1971, os Centurion continuavam a ser preferidos pelos indianos em comparação com carros de combate soviéticos posteriores como o T-55.


Forum de discussão

Durante a guerra, e enquanto prosseguia o desenvolvimento do Centurion, a arma mais poderosa que poderia ser instalada no carro de combate Centurion era o canhão de 17 libras e 76mm fabricado na Grã Bretanha.

Já no último ano de guerra, os britânicos consideraram que mesmo o canhão de 76mm, que se comparava favoravelmente com a arma principal do tanque Panther alemão era insuficiente para defrontar carros de combate como o «Tiger».
Foi então tomada a decisão de desenvolver uma nova arma, que viria a equipar o Centurion logo que o seu desenvolvimento estivesse terminado.

A adopção do canhão de 20 libras e 84mm é a principal característica distintiva do Centurion Mk.3.
600 unidades foram encomendadas e além destas, todos os carros Centurion Mk.1 e Mk.2 foram convertidos para este padrão, recebendo esta arma (os Centurion Mk.2 modernizados passaram a ser designados como Centurion Mk.5).

Posteriormente foi desenvolvida a versão Mk.4 que diferia das outras, por ser uma versão de apoio de fogo, armada com um óbus de 95mm, prática que tinha sido introduzida durante a guerra. A versão Mk.4 foi no entanto abandonada antes do final da década de 40.

A versão Centurion Mk.5, lançada a partir de 1952 era basicamente idêntica à versão Mk.3, com a inclusão de um extractor de fumaça na peça principal.
O Centurion Mk.5 passou a ser fabricado pela Vickers, embora as fábricas Leyland ainda continuassem a produzir viaturas por mais algum tempo, para responder às muitas encomendas internacionais para o modelo.

A versão Centurion Mk.7 é basicamente idêntica à Mk.5 e foi concebida a partir de 1953, a principal diferença residindo no facto de estes modelos serem fabricados pela Leyland.
O Centurion Mk.8 foi mais uma pequena derivação Mk.7 com diferenças ao nível da blindagem da torre e de pequenas modificações de pormenores como posição de escotilhas além de modificações à montagem interna da arma principal.
Centurion Mk.9 foi a designação dada a todos os Centurion Mk.7 que foram convertidos para o padrão seguinte, que incluía a nova arma principal de 105mm (ver Centurion Mk.10).

Durante os anos 60, vários Centurion Mk.3 foram por sua vez modernizados recebendo o canhão de 105mm L7-A1.

Várias modificações e modernizações foram sendo introduzidas por clientes internacionais, que modificaram o sistema consoante as suas necessidades.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.