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Carro de combate pesado



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Centurion Mk.3 / Mk.5
Carro de combate pesado (Leyland)
Centurion Mk.3 / Mk.5

Projeto: Leyland
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.55
9.83m
3.28m
2.94M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
48.6t
50.813t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Meteor Mk IV-B
650cv
35 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
550 Litros
0Km
4
60º
1.45M
3.35M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 84mm QF L/67 «20 pounder» (Calibre: 84mm - Alcance estimado de 0Km a 0Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Holanda
Designação Local:Centurion Mk.7/8
Qtd: Máx:600 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A Holanda foi depois da Grã Bretanha o maior utilizador do carro de combate Centurion nomeadamente na versão Mk.7. Vários Centurion foram posteriormente modernizados para utilizar armamento de 105mm. Os Centurion foram substituidos no exército holandês pelos carros de combate Leopard de origem alemã.


Forum de discussão

Durante a guerra, e enquanto prosseguia o desenvolvimento do Centurion, a arma mais poderosa que poderia ser instalada no carro de combate Centurion era o canhão de 17 libras e 76mm fabricado na Grã Bretanha.

Já no último ano de guerra, os britânicos consideraram que mesmo o canhão de 76mm, que se comparava favoravelmente com a arma principal do tanque Panther alemão era insuficiente para defrontar carros de combate como o «Tiger».
Foi então tomada a decisão de desenvolver uma nova arma, que viria a equipar o Centurion logo que o seu desenvolvimento estivesse terminado.

A adopção do canhão de 20 libras e 84mm é a principal característica distintiva do Centurion Mk.3.
600 unidades foram encomendadas e além destas, todos os carros Centurion Mk.1 e Mk.2 foram convertidos para este padrão, recebendo esta arma (os Centurion Mk.2 modernizados passaram a ser designados como Centurion Mk.5).

Posteriormente foi desenvolvida a versão Mk.4 que diferia das outras, por ser uma versão de apoio de fogo, armada com um óbus de 95mm, prática que tinha sido introduzida durante a guerra. A versão Mk.4 foi no entanto abandonada antes do final da década de 40.

A versão Centurion Mk.5, lançada a partir de 1952 era basicamente idêntica à versão Mk.3, com a inclusão de um extractor de fumaça na peça principal.
O Centurion Mk.5 passou a ser fabricado pela Vickers, embora as fábricas Leyland ainda continuassem a produzir viaturas por mais algum tempo, para responder às muitas encomendas internacionais para o modelo.

A versão Centurion Mk.7 é basicamente idêntica à Mk.5 e foi concebida a partir de 1953, a principal diferença residindo no facto de estes modelos serem fabricados pela Leyland.
O Centurion Mk.8 foi mais uma pequena derivação Mk.7 com diferenças ao nível da blindagem da torre e de pequenas modificações de pormenores como posição de escotilhas além de modificações à montagem interna da arma principal.
Centurion Mk.9 foi a designação dada a todos os Centurion Mk.7 que foram convertidos para o padrão seguinte, que incluía a nova arma principal de 105mm (ver Centurion Mk.10).

Durante os anos 60, vários Centurion Mk.3 foram por sua vez modernizados recebendo o canhão de 105mm L7-A1.

Várias modificações e modernizações foram sendo introduzidas por clientes internacionais, que modificaram o sistema consoante as suas necessidades.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.