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Canhão de assalto

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StuG-III Ausf.G
Canhão de assalto

 

StuG-III Ausf.G
Canhão de assalto (Daimler-Benz)
StuG-III Ausf.G

Projeto: Daimler-Benz
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.49
6.77m
2.95m
2.16M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
22.2t
23.9t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM
300cv
40 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
320 Litros
164Km
4
20º
30º
1M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.40 L/48 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.5Km a 1.5Km)
- 2 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Romenia
Designação Local:TA/STG-III
Qtd: Máx:22 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os Sturmgeschutz-III romenos foram recebidos entre o final de 1943 e o inicio de 1944, durante a reconstrução da 1ª divisão blindada romena. Os veículos estiveram ao serviço até à rendição da Romênia em 1944.


Forum de discussão

O último modelo de «caça tanques» derivado do PzKpfw-III esteve ao serviço praticamente até ao fim da guerra sem qualquer modificação de vulto. Muitos destes carros foram adaptados quando os carros PzKpfw-III foram retirados de serviço por serem considerado obsoletos, embora a fábrica da Alkett tivesse continuado a produzir veículos novos depois de o Panzer-III nba sua versão «tanque» ter deixado de ser fabricado.

O StuG-III F e G, tinha uma alteração muito considerável em comparação com os modelos anteriores.
Tratou-se da mudança da arma principal, que foi inicialmente resultado da necessidade de uma peça de artilharia autopropulsada mais potente. Mas o novo canhão L/48 permitiu alterar a função do carro, que até ali tinha sido exclusivamente utilizado para apoio às unidades de infantaria e que com o novo canhão (superior à L/43 dos novos Panzer-IV introduzidos no inicio de 1942) permitia se necessário atacar carros de combate soviéticos.

Embora fosse uma arma de artilharia / infantaria foi proposto que o veículo fosse utilizado em unidades unidades especializadas no combate contra os tanques inimigos.

Na verdade, este tipo de veículos era mais fácil de fabricar e mais barato, embora sacrificando a torre e a possibilidade de disparar em qualquer direcção. Além disso, eles podiam ser produzidos a partir dos chassis de tanques retirados de serviço, que assim poderiam voltar à activa nas primeiras linhas.

Outra das características deste tipo de veículo, que também foi incluida nos tanques modelos III e IV foi a adição de saias laterais de protecção, que alteraram o perfil do veículo. As saias laterais, deram ao Stug-III um perfil diferente, além de até 30mm mais de blindagem.

A última versão deste veículo blindado foi de longe a mais produzida de todas, e ele passou a ser um carro que, continuando a servir para o apoio à infantaria tinha também utilização como armamento anti-tanque.

Quer o Stug-III como o Sturmgeschutz-IV foram largamente utilizado pelos alemães a partir de 1942 e até ao final da guerra numa tentativa desesperada de produzir canhões móveis anti-tanque em quantidades suficientes para se oporem à avalanche de tanques T-34 a leste e de M4-Sherman a ocidente.

Versão F e sub-série F/8: 693 unidades
A partir de Dezembro de 1942, foram produzidos da versão G, um total de 7720 unidades (84% do total de 9235 StuG-III fabricados)



Notar que o especialista alemão em blindados, o general Guderian, embora no inicio do conflito não gostasse do conceito, acabou sendo favorável a este tipo de armamento, conforme decarou já em 1945, altura em que considerava que era importante a continuação da produção do Sturmgeschutz-III Ausf.G em vez de outros veículos, porque ele podia ser construido em maiores quantidades e a menores preços.

Um StuG-III custava cerca de 80,000 Marcos
Um PzKpfw-IV custava cerca de 115,000 Marcos
Um PzKpfw-V Panther custava 320,000 Marcos

Informação genérica:
Como aconteceu com vários modelos de carros de combate de vários países, o chassis do carro de combate Panzer-III foi adaptado e utilizado para várias funções.

Um dos primeiros derivados desse chassis, foi o canhão de assalto conhecido como Stug-III modelo «E».

Tratava-se do desenvolvimento de um conceito de viatura móvel para apoio da infantaria, que utilizaria uma peça de maior calibre que o dos tanques (75mm em vez de 37mm) mas que dispararia um projectil de alto explosivo, que não sendo eficaz contra tanques, era eficaz contra construções e contra infantaria.

A necessidade de um veículo com esta capacidade fora identificada ainda durante a I guerra mundial.

Nessa altura, a infantaria alemã conseguiu vários sucessos na guerra de trincheiras, quebrando as linhas aliadas. Porém, praticamente todo o sistema de apoio de retaguarda demonstrou ser incapaz de seguir o avanço da infantaria.

O problema era especialmente grave com a artilharia que não acompanhava o avanço da infantaria. Por isso quando a infantaria alemã saía do raio de acção da sua artilharia, era incapaz de vencer as defesas secundárias dos aliados.

Evolução forçada pela necessidade

Já durante a II guerra mundial, um equipamento que podia acomodar uma canhão de 75mm passou a ser visto pelos alemães com cada vez maior interesse, especialmente quando na frante leste os carros de combate armados com canhões de menor calibre, cedo mostraram as suas deficiências.

Esta evolução forçada, levou ao aparecimento de um canhão de assalto «Sturmgeschutz» armado com uma peça do mesmo calibre, mas de cano longo, dando assin lugar ao modelo «G».

Embora o chassis do Panzer-III não pudesse acomodar uma torre armada com esse canhão, não havia impedimento técnico para a sua colocação no casco.

Com a nova munição de carga oca (capaz de perfurar a blindagem dos tanques soviéticos), o Stug Ausf.G tornou-se numa espécie de hibrido entre canhão de assalto e caça-tanques.



Embora o chassis do Panzer III não tivesse capacidade para modificações de maior monta, outros chassis foram igualmente adaptados para canhões mecanizados, mais baratos de produzir que os carros de combate convencionais. (ver Panzer IV).

As várias séries tiveram os seguintes números de produção:

Com a peça de 75mm L/24 StuK-37

ausf.A - Janeiro a a Maio de 1940 (30 exemplares produzidos)
ausf.B - Junho de 1940 a Maio de 1941 (320 exemplares produzidos)
ausf.C - Maio a Setembro de 1941 (50 exemplares produzidos)
ausf.D - Também de Maio a Setembro de 1941 (150 exemplares produzidos)
ausf.E - Setembro de 1941 a Março de 1942 (272 exemplares produzidos)

Com a peça de 75mm L/48 StuK-40

ausf.F - Março a Setembro de 1942 - 359 exemplares produzidos (+ 1 protótipo)
ausf.F/8 - Setembro a Dezembro de 1942 (334 exemplares produzidos)
ausf.G Desde Dezembro de 1942 até ao fim da guerra. 7720 exemplares produzidos, mais 173 convertidos dos modelos anteriores ou de carros Panzer IV.

Sturmgeschutz
Quando nos anos 30 a arma alemã de blindados começou a ser desenvolvida, os alemães (nomeadamente o general Von Manstein, um especialista em tácticas de combate), sentiram necessidade de desenvolver um veículo que servisse de apoio à infantaria, permitindo que esta pudesse ser facilmente apoiada pelo poder decisivo dado pela introdução de uma peça de artilharia autopropulsada suficientemente protegida por blindagem e capaz de disparar um projectil de alto poder explosivo.

Este conceito, resultou da análise que os alemães fizeram das suas campanhas durante a I Guerra Mundial, em que as tropas alemãs efectuavam grandes ataques com sucesso, que acabavam por fracassar, porque a artilharia alemã não conseguia acompanhar a infantaria conforme esta avançava no terreno.
O resultado das conclusões alemães e a solução para o problema, apareceu nos anos 30 e foi conhecido como canhão de assalto ou «Sturmgeschutz», um canhão apoiado no casco de um carro de combate, sem torre.

Inicialmente os teóricos dos tanques, como o famoso Heinz Guderian, autor do livro «Atenção blindados!» recusavam a utilização deste tipo de veículo juntamente com os carros de combate principais, o que aliás era normal, pois ele não tinha sido desenvolvido com esse objectivo em mente.
Guderian, não se mostrou nada interessado no conceito, e os generais alemães dos blindados também não viam com bons olhos a introdução desta arma, pelo que os canhões de assalto foram inicialmente considerados como equipamentos para a arma de artilharia.

O conceito de canhão de assalto mostrou no campo de batalha ser extremamente útil e capaz. Entre outras vantagens, o canhão de assalto podia utilizar uma peça principal de maior calibre que o canhão instalado nos carros de combate. Enquanto o tanque Panzer-III estava inicialmente armado com um canhão de 37mm e posteriormente com um de 50mm instalado numa torre, a versão Stug-III, utilizando o mesmo chassis, recebia uma peça de 75mm de calibre.

O sucesso do conceito, foi de molde a que se produzissem canhões de assalto com armamento maior e mais letal, ao ponto de se decidir adaptar o conceito para a luta anti-tanque, quando na frente leste as coisas começaram a correr mal à Alemanha.
Os canhões de assalto equipados com uma peça principal de alta velocidade e grande capacidade anti-tanque evoluiram para um conceito derivado, conhecido como «blindados caça tanques» ou «Panzejager».