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Carro de combate pesado



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Projeto: Henschel
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.26
10.28m
3.75m
3.09M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
64t
68t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 230 P 30 / 12-cyl
700cv
35 Km/h
17 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
860 Litros
150Km
5
35º
30º
1.6M
2.5M
0.85M

Armamento básico
- 1 x 88mm KwK Mod.43 L/71 (Calibre: 88mm - Alcance estimado de 1.8Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: III Reich / Alemanha
Designação Local:SdKfz 182 Ausf.B
Qtd: Máx:489 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Pensado pelos alemães para dominar o campo de batalha, o Tiger-B (como era conhecido) foi o mais poderoso carro de combate da II guerra mundial, embora não tenha sido o mais equilibrado de todos.

Os alemães consideraram sempre a necessidade de um tanque mais leve equipado com uma canhão de pequeno calibre e alta velocidade do projectil para furar as blindagens, juntamente com um tanque mais pesado, mais blindado e com um canhão de maior calibre mas menor velocidade e alto poder explosivo, para apoiar a evolução da infantaria.

No entanto, a evolução da guerra e o aparecimento de tanques mais poderosos por parte dos opositores, condicionaram as tácticas alemãs.

O Tiger-B, destinava-se a dominar o campo de batalha, podendo não só ser utilizado como carro de apoio à infantaria, como também como uma poderosa arma anti-tanque, com um canhão tão poderoso que pudesse destruir qualquer adversário antes de estes poderem disparar.
O canhão de 88mm e alta velocidade que equipou o tanque, foi especialmente concebido para esta função e ele foi um veículo muito capaz no campo de batalha.

No entanto, o principal problema do Tiger-B era a sua pouca velocidade e alto consumo de combustível, pois muitos dos problemas mecânicos que alegadamente o tanque sofreu, podem na maioria dos casos ter a ver com o facto de no final da guerra as tripulações alemãs, serem muito pouco experientes e as tripulações praticamente serem transferidas de uma recruta muito curta para os tanques em muito pouco tempo.

Com tripulações experientes, os Tiger-B poderiam ser fatais, como se comprovou durante a batalha das Ardenas, uma contra-ofensiva alemã a ocidente, em que só o numero mais elevado de unidades inimigas e a falta de combustível conseguiram de facto derrubar a ofensiva alemã.

Eles foram também utilizados a leste, onde no entanto as dificuldades de fornecimento de combustível eram muitas vezes fatais. O Tiger-B estava ao serviço entre as últimas unidades que defenderam a cidade de Berlim em 1945.

O último contra-ataque alemão na área das colinas de Seelow, foi efetuado por um batalhão de pouco mais de duas dezenas de Tiger-2, provocando tremendo número de baixas russas.

Obrigados a recuar para dentro de Berlim, alguns destes veículos defenderam posições dentro da cidade. O último tanque a defender posições próximo à chancelaria do Reich, na Alexanderplatz, antes da capitulação da Alemanha foi um Tiger-2.

Muitos Tiger-B, foram abandonados e semi-destruidos pelas tripulações por falta de combustível, quando o avanço das forças soviéticas cortou várias linhas de abastecimento.


Forum de discussão

O Tigre-II (algumas vezes referido como Tigre-Rei) foi o mais pesado carro de combate de toda a segunda guerra mundial, e mesmo depois do conflito continuou por muitos anos a ser o mais pesado tanque de guerra a ter existido, sendo apenas superado nos anos 90 por alguns carros de combate modernos.

A necessidade da sua construção, decorre das análises feitas pelos militares alemães aos tanques russos depois do inicio do conflito em 1941. No caso dos carros médios (como o T-34) optou-se por produzir o tanque «Panther» mas no caso dos tanques mais pesados, continuava a existir a possibilidade de os soviéticos conseguirem superar os tanques alemães, como o Tigre-I que foi concebido no final dos anos 30, não incluindo por exemplo laterais inclinadas.

O Tigre-B, é assim o resultado da solicitação por parte dos militares alemães de um carro de combate que fosse superior a qualquer coisa que os soviéticos conseguissem produzir.
Os alemães colocaram-lhe o canhão de 88mm e 71 calibres, um dos muitos derivados do canhão anti-aéreo de 88mm.

Inicialmente foram apresentadas propostas por parte da Porsche e por parte da Henschel, como havia sucedido com a primeira versão do tanque tigre ().

A proposta da Porsche era uma modernização do Tiger-I (que tinha perdido a concorrência para a Henschel) muito melhorado, reforçado e com maiores refinamentos técnicos. O veículo da Porsche era superior ao da Henschel e os técnicos da Porsche estavam tão convencidos da superioridade do seu projecto que deram inicio ao fabrico das torres.

No entanto, a sofisticação técnica do tanque da Porsche, que incluía por exemplo uma transmissão eléctrica foram vistos como pontos negativos por causa dos custos e raridade do cobre necessário.

O projecto aprovado, acabou por ser o projecto da Henschel. No entanto, foram aproveitadas as cinquenta torres da Porsche que tinham começado a ser fabricadas e que foram colocadas nos primeiros veículos produzidos. O Tiger-B, tem assim duas versões (uma com a torre Porsche e com apenas 50 unidades produzidas) e a versão definitiva com a torre Henschel.

Para garantir o numero previstos de 50 unidades fabricadas por mês, foi também tentada a harmonização com a MAN, para que tantas peças quanto possível fossem comuns com as do tanque médio « PzKpfw-V Panther» com o objectivo de ter em produção apenas dois tanques com torre rotativa : O Panther e Tiger-B. Mas o numero de carros produzidos nunca atingiu o objectivo, também porque os custos de produção eram elevados e os alemães podiam fabricar dois tanques Panther por cada Tiger-B. Mesmo assim, chegou-se a atingir uma média de apenas 15 dias para a produção de cada unidade.

O tanque era especialmente protegido na área frontal, onde a sua blindagem de 185mm era praticamente imune a qualquer tiro disparado por qualquer arma anti-tanque da época, mas a grande capacidade e poder do PzKpfw VI-B tinham no entanto um ponto negativo. A industria alemã nunca conseguiu produzir um motor suficientemente poderoso para mover este veículo, e como resultado ele era extremamente lento, além de ter um consumo muito elevado(782 litros a cada 100Km). As dimensões do tanque de combustível (quase 900 litros de capacidade) atestam o nível de consumo deste carro de combate.



De notar também que a quantidade de veículos produzida foi muito afectada pelos bombardeamentos aliados. No inicio de 1944, os bombardeamentos afectaram a produção do Tigre-B, do qual qpenas foram produzidos 5. Quando os aliados se concentraram nas preparações para a invasão, o numero de tanques produzidos aumentou consideravelmente, tendo atingido 94 unidades no mês de Agosto . Depois da invasão da Normandia, os bombardeamentos sobre as fábricas voltaram a aumentar e só entre Setembro e Novembro de 1944 foram destruidos 650 unidades ainda nas fábricas.

Por comparação, durante todo o ano de 1944 as fábricas entregaram às forças alemãs apenas 377 unidades das 489 que foram entregues à Wermacht:
12 unidades entregues em Dezembro de 1943
377 unidades entregues durante 1944
100 unidades entregues de Janeiro a Março de 1944.


Na imagem dois tanques pesados Tiger II. A Alemanha utilizou as suas armas mais poderosas contra os aliados ocidentais.

Informação genérica:
O Tiger (ou Tigre) é uma familia de carros de combate alemã, fabricada no periodo final da II guerra mundial.

Embora desde os anos 30 a Alemanha tivesse considerado a necessidade de tanques muito pesados, inicialmente os alemães consideraram que os seus tanques Panzer-II Panzer-III e Panzer-IV eram perfeitamente suficientes para as necessidades futuras e por isso cancelaram durante algum tempo o desenvolvimento de tanques muito pesados.

Tudo mudou no entanto aquando da queda da França, onde os alemães entenderam que embora mecânicamente inferiores, tanto os tanques franceses Char-1-bis como os tanques britânicos Mathilda, eram demasiado blindados para os canhões dos tanques alemães, cujos projecteir pura e simplesmente não conseguiam perfurar a blindagem inimiga, tendo como única opção imobilizar os tanques inimigos tentanto disparar contra as lagartas e a suspensão.

Em 1940, são dadas ordens para prosseguir o desenvolvimento do Panzer-VI que seria conhecido como Tiger e cujo desenvolvimento levou à sua forma final em 1941.

Os Tiger entraram em produção em Agosto de 1942.

Além do tanque pesado Tiger, a familia inclui o canhão de assalto/caça tanques «Ferdinand» derivado dos primeiros Tiger de um modelo da Porsche recusado pelo exército alemão.

Tendo sido desenvolvido inicialmente nos anos 30 e também em 1940/1941 o Tiger-I não foi influenciado pelos designs soviéticos que surpreenderam os alemães a partir de Junho de 1941 depois da invasão da URSS.

Rapidamente os alemães concluiram que o Tiger-I tinha várias deficiências e não era muito superior ao KV-1 soviético. A sua blindagem vertical embora superior à de qualquer carro russo podia ser perfurada pelos canhões anti-tanque e a protecção lateral também era deficiente.

Nasce o Tiger-II

Como resultado desta análise, o desenvolvimento de futuras versões do Tiger-I foi cancelado e um novo veículo pesado começou a ser estudado, o qual teria o mesmo nome «Tiger» mas que seria na realidade um veículo completamente diferente.

Esse veículo viria a surgir na figura do Tiger-II ou Tiger-B, conhecido também no ocidente como King Tiger.

Embora partilhe o mesmo nome, trata-se na realidade de um conceito novo, pois o Tiger-B era resultado da aprendizagem durante o conflito, que pedia laterais inclinadas para aumentar a resistência da blindagem.

Como no caso do Tiger-I, também o Tiger-II foi complementado com versões para diferentes fins.

Assim, juntamente com o carro de combate pesado foi desenvolvida uma versão equipada com um canhão instalado no casco. Neste caso foi utilizado um canhão de 128mm, o maior canhão utilizado num veículo blindado em toda a guerra.