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AMX-13 / 75
Carro de combate leve (Giat Industries / NEXTER)
AMX-13 / 75

Projeto: Giat Industries / NEXTER
França
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.9
6.36m
2.5m
2.3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
13t
14.8t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Sofam 8GXb 8cyl
270cv
60 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
400Km
4
50º
30º
0.6M
1.6M
0.65M

Armamento básico
- 1 x 75mm CN-50 L/61 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: India
Designação Local:AMX-13 / 75
Qtd: Máx:164 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
A Índia foi um dos primeiros clientes do AMX-13, tendo adquirido 164 unidades da viatura.
Eles eram, juntamente com os Centurion, os carros de combate mais modernos da União Indiana quando ocorreu a invasão do Estado da India Portuguesa em 1961.

As viaturas foram escolhidas não só por serem mais modernas, mas também porque nos terreno da área de Goa mais adequada à utilização de blindados, a solidez do solo desaconselhava a utilização de viaturas muito mais pesadas.
Estas viaturas blindadas foram utilizadas para apoiar o avanço das forças de infantaria durante a invasão. Também tomaram posições a norte do rio Mandovi no final do dia 18 de Dezembro.

Durante a guerra com o Paquistão, quatro meses mais tarde, os AMX-13 foram utilizados na tentativa de deter o avanço de uma coluna de carros de combate M-47 «Patton». Os resultados não foram considerados satisfatórios. O conceito de «caça-tanques» implica a necessidade de recorrer à utilização de dissimulação, assumindo um posicionamento táctico defensivo, o que não foi possivel, e resultou na destruição de um esquadrão inteiro de carros AMX-13.


Forum de discussão

A concepção do AMX-13 foi o resultado de um pedido do exército francês para um carro de combate ligeiro que pudesse ao mesmo tempo ser utilizado como viatura de reconhecimento e que também pudesse cumprir a função de caça-tanques, em missões defensivas.
Os projectistas utilizaram como armamento principal uma solução de recurso. A arma principal do primeiros AMX (bem assim como das viaturas Panhard-EBR equipadas com a torre FL-10 e de alguns carros de combate experimentais), foi o canhão de 75mm de alta velocidade utilizado pelo carro de combate alemão Panther (PzKpfw V).

Na altura os franceses pretendiam também conceber uma aeronave com capacidade parta transporta-lo, mas esse projecto acabou sendo abandonado.

O peso da viatura (13 toneladas) deu origem à sua designação de AMX-13, embora as versões que se lhe seguiram fossem mais pesadas mas mantivessem a mesma designção. Armado com o canhão do carro de combate «Panther» o AMX-13 era ao mesmo tempo extremamente leve (0,76kg por cm quadrado) e poderoso.

Esta combinação levou a que a viatura tivesse sido um sucesso de exportação. Mais de trinta países adquiriram viaturas deste tipo, o qual se manteve nas linhas de montagem por cerca de 30 anos.

Informação genérica:
A família de veículos AMX-13 tem a sua origem no periodo imediatamente seguinta ao fim da II guerra mundial e de um requesito das forças armadas francesas para um tanque leve.

O modelo foi desenvolvido pelo Atelier de Construction d´Issy-les-Moulineaux e chamado de AMX-13.

A produção foi posteriormente transferida para a fábrica Creussot-Loire, tendo a produção tido inicio em 1952 e a entrega ao exército francês a partir de 1953.

O veículo inicialmente foi equipado com uma torre armada com um canhão de 75mm, derivado do canhão que equipava o tanque Panther alemão.

Em 1966, começou a ser instalada uma nova torre (FL-10), igualmente basculante, mas equipada com um canhão mais poderoso de 90mm.

Em 1967 começou a entrega da versão AMX-VCI, que por sua vez seria comercializada em várias sub-séries, entre as quais uma equipada com morteiro, que permitia disparar de dentro do próprio veículo.

Em 1985, foram novamente efectuadas modernizações nos veículos, com a actualização dos seus sistemas de tiro, com um telemetro a laser e introduzindo a capacidade para combate nocturno.

Os últimos AMX-13 sairam de fábrica em 1987.

Embora a produção tenha parado, vários países efectuaram as suas próprias modificações que permitem a continuação do veículo no serviço activo.

A América Latina, é uma das áreas do mundo onde maior quantidade deste tipo de veículos continua operacional, na versão equipada com canhão de 90mm ou com canhão de 105mm, onde em algumas forças representam o mais poderoso carro de combate disponível.

O AMX-13 é facilmente confundido com o Kourassier SK-105 austríaco, mas as diferenças entre os dois veículos são muito grandes, dado o veículo francês ter motor à frente enquanto que o veículo austríaco tem motor traseiro.