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Carro de combate leve

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T-26 «Verdeja»
Carro de combate leve

 

T-26 «Verdeja»
Carro de combate leve (Spanish Industries)
T-26 «Verdeja»

Projeto: Spanish Industries
Espanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.5
n/disponivel
2.15m
1.57M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
4.95t
5.45t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Ford V8
65cv
44 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
120Km
3
0.7M
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 45mm L/46 20K Mod33/38 A/T (Calibre: 45mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
- 2 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O inicio do desenvolvimento do carro de combate leve «Verdeja» teve inicio na Espanha Nacionalista ainda no final de 1938, com o objectivo de garantir alguma capacidade autonoma de produção do armamento em que as forças rebeldes mostravam estar em maior desvantagem.

Desenvolvido principalmente por iniciativa do Tenente-Coronel Felix Verdeja Bardales, que tinha participado em várias batalhas durante a guerra civil, o modelo espanhol utilizou como base o tanque soviético T-26, somando-lhe algumas caracteristicas do tanque leve alemão Panzer I que tinham sido enviados para Espanha para apoiar o exército rebelde de Francisco Franco.

O T-26 foi o mais eficiente carro de combate da guerra civil espanhola, mas era considerado relativamente alto, pelo que ao contrário daquele, o Verdeja é relativamente baixo e deveria ser por isso bastante mais dificil de atingir, copiando caracteristicas do Panzer-I. Inicialmente o primeiro protótipo utilizava uma torre de um carro T-26, e o segundo protótipo utilizava uma torre com melhor perfil balístico e de menores dimensões.
O armamento principal de 45mm também era uma cópia do modelo soviético, fabricada na fábrica de Palência.

A designação T-26 «Verdeja» não é oficial e destina-se apenas a facilitar a compreensão sobre a principal influência deste projecto espanhol. A característica mais distintiva do veículo, é que ainda que ele seja inspirado no T-26, as revisões e modificações introduzidas, levaram a que o sistema motriz fosse transferido para a parte frontal. Na realidade, pode-se quase considerar que o «Verdeja andava de marcha-atrás». A solução era inovadora, e reduzia o centro de gravidade do veículo, que em situações normais de combate era relativamente instavel, permitindo também utilizar o motor como protecção frontal da guarnição do carro, que tinha na sua fraca blindagem o seu ponto mais negativo.
A blindagem do Verdeja era, como a do T-26 claramente insuficiente e fixava-se num máximo de 16mm.

Na falta de um motor adequado os modelos produzidos como protótipos receberam um motor Ford de 65cv de potência, o que era compensado com o facto de o Verdeja ser menor que o T-26 e portanto menos pesado.

Comparação com o T-26.
As autoridades militares espanholas estabaleceram um sistema de pontuação para levar a cabo testes de forma a concluir sobre a qualidade do projecto Verdeja sobre o T-26 original. Nesses testes os resultados mostraram que em termos genéricos e considerando as necessidades operacionais do exército espanhol, o Verdeja era cerca de 30% superior ao T-26.
No entanto, em 1939 e 1940 durante a invasão da França, tinha ficado evidente que a qualidade dos carros de combate tinha aumentado consideravelmente. Os carros de combate médios dos franceses já tinham um peso em combate de cerca de 20 toneladas e blindagens muito superiores aos 15mm do Verdeja.

Obsolescência

Quando em Agosto de 1941 um segundo relatório sobre uma nova versão do Verdeja tinha sido apresentado, já se combatia na União Soviética havia dois meses, e o carro soviético T-34 com mais de 30 toneladas, era considerado pelos alemães como muito superior mesmo aos carros Panzer IV.

Ainda que várias publicações espanholas tenham concluido que o desinteresse pelo projecto se deveu a dificuldades financeiras, não é improvável, que o seu abandono tenha sido consequência do contacto dos militares espanhois com o exercito alemão. Conhecedores da situação através dos seus observadores, os espanhóis tiveram suficiente tempo para perceber que a viatura desenhada pelo capitão Verdeja tinha ficado completamente obsoleta, com a entrada ao serviço dos novos carros de combate soviéticos e alemães. O modelo estava obsoleto, como tinham ficado obsoletos o T-26 soviético e o Panzer-I alemão.

No entanto os estudos já efectuados foram aproveitados e continuaram até 1944, altura em que o projecto já não tinha qualquer viabilidade. Ainda assim, foi desenvolvido um protótipo de um veículo blindado de artilharia auto-propulsada, que poderia servir como caça-tanques. Esta «saída» foi aliás seguida pelos soviéticos, que produziram o seu famoso Su-76 a partir do chassis de um carro leve.
O fim da guerra levou ao cancelamento do desenvolvimento.

Informação genérica:
O carro de combate Vickers 6 Ton. Foi desenvolvido na Grã Bretanha como carro de combate médio, a partir de meados dos anos 20, tendo sido apresentado pouco depois.

O exército britânico nunca adquiriu o veículo, mas ele transformou-se num dos mais importantes carros de combate dos anos 30, porque foi adquirido por vários exércitos, mas também por causa das versões que foram produzidas. As vendas foram reduzidas e o principal cliente foi a Polónia com 38 exemplares. A Finlandia comprou 34, a Tailandia 22, a China 20, a URSS 15, a Bulgaria 8 e a Bolivia 3 exemplares.

A importância do modelo da Vickers é muitas vezes esquecida, principalmente quando se pretende dar a ideia de que os alemães foram os que mais investiram no desenvolvimento de tanques no periodo pós guerra.

Na verdade, o Vickers influenciou até os carros de combate de países do eixo, como foi o caso da Itália e mesmo os Panzer mark.I alemães têm características que foram claramente inspiradas nos desenvolvimentos britânicos.


T-26
Nas duas imagens acima, o tanque Vickers E model A, com duas torres e abaixo, o seu equivalente soviético, modelo 1931, também equipado com duas torres armadas com uma metralhadora e destinado ao apoio de forças de infantaria.
T-26 o mais importante de todos os derivado do Vickers Mk.E / 6T

Sem sombra de dúvida que o maior sucesso de produção do carro Vickers ocorreu na União Soviética, país que comprou 15 unidades deste veículo, e a partir dessas unidades desenvolveu o seu próprio modelo. O T-26 foi mais produzido que qualquer outro tanque durante o periodo entre guerras e a produção do T-26 sozinha foi numericamente superior à produção total de tanques dos dois exércitos mais blindados do mundo a seguir ao soviético: Os exércitos da França e da Alemanha.

O T-26 começou por ser apenas copiado, tendo sido produzidas as duas versões (com duas torretas e uma torre respectivamente) tendo sido fabricados muitos milhares nas suas várias versões.

O conceito do tanque médio de 6 toneladas foi profundamente estudado e desenvolvido na União Soviética a partir do inicio dos anos 30 e os desenvolvimentos de outros veículos levaram a que o T-26, fosse reclassificado na União Soviética como tanque leve que serviria apenas como uma espécie de infantaria «blindada».



Durante o desenvolvimento, os soviéticos consideraram a versão de duas torretas armadas de metralhadoras era um desperdício praticamente inutil e por isso o T-26 foi sendo transformado num tanque leve, equipado com o que para a altura era considerado um canhão potente de 45mm.

Comparativo T-26
Na imagem, o T-26 modelo 1933, que combateu na guerra civil de Espanha e o modelo 1939 que combateu os alemães em 1941. As principais diferenças notam-se na torre.
Entre eles, encontrou-se a versão soviética do canhão francês Hotchkiss de 37mm, um canhão copiado dum modelo alemão de 37mm da Rheinmetal, e finalmente o canhão anti-tanque de 45mm, que foi posteriormente modernizado.

Foram as seguintes as várias séries do T-26:

T-26 (1931) - Versão com duas torres, com uma metralhadora cada uma, que era uma cópia directa do modelo britânico.
T-26 (1932) - Versão com uma torre com canhão de 37mm e outra torre com metralhadora.
T-26 (1933) - Versão com uma torre equipada com canhão de 45mm
T-26 (1939) / T-26S -Versão com blinddagem com melhor perfil balístico e casco soldado.


Com base no chassis do T-26 foram também lançados os canhões auto-propulsados SU-5, na função de caça-tanques.

Na Polónia, país que adquiriu viaturas do tipo à Grã Bretanha, foi fabricado o tanque 7TP que também é um derivado do modelo Vickers.

Os carros de combate italianos médios desde o M11/39 até ao M14/41 também tiveram na sua origem o modelo Vickers de 6t. Eles foram diretamente inspirados pelos T-26 que os italianos encontraram na guerra civil de Espanha.

Embora não directamente derivados, os carros de combate M2/M3 do exército norte-americano também sofreram influências dos Vickers de 6 toneladas durante o seu desenvolvimento nos anos 30.

Suspensão Christie

Em 1936, os soviéticos consideraram que a mobilidade do T-26 deveria ser melhorada. Como o tanque BT-5, era de maiores dimensões e tinha uma suspensão mais eficiente, foi decidido desenvolver uma versão do T-26 equipada com a suspensão Christie que equipava o BT-5 e que mais tarde viria a equipar o T-34.



O resultado foi o tanque T-46, mas rapidamente se percebeu que o veículo era demasiado complexo ao mesmo tempo que ficava demasiado caro de construir. Foram por isso produzidos apenas 60 exemplares.

Problemas gerais na qualidade de construção do T-26 soviético
Na década de 1930, a qualidade de todos os veículos automóveis era muito inferior à atual e a industria automóvel soviética era incipiente. Isto explica os resultados e as análises feitas à qualidade dos tanques T-26, e explica em grande medida o insucesso do modelo na maioria dos recontros nomeadamente a debacle de 1941, em que o T-26, o mais fabricado tanque do mundo foi dizimado em apenas algumas semanas.

Ínumeros problemas assombraram os T-26 e eles tornaram-se aparentes quando foram colocados à prova na guerra civil de Espanha.
Não só as táticas utilizadas se mostraram desadequadas, como acima de tudo, a qualidade de construção e o desgaste rápido dos componentes mecânicos levavam a constantes avarias e a uma alta taxa de inoperacionalidade.

O motor do T-26 deveria ser submetido a uma revisão após 150 horas de serviço e precisava de uma reconstrução de fábrica após 600 horas. Os pinos das lagartas desgastavam-se até ao ponto de ruptura, após 800km na estrada)

Um exemplo da péssima qualidade dos veículos ficou documentado nos registos do exército espanhol entre Dezembro de 1937 e Fevereiro de 1938, altura em que a República alinhou 104 tanques T-26 durante a batalha de Teruel. Esses veículos precisaram ser reparados um total de 586 vezes durante os 65 dias de combates.
Ou seja, duranta a batalha cada tanque teve que ser reparado quase seis vezes, uma média de uma reparação a cada 11 dias. Embora muitas das reparações fossem simples, houve 58 substituições de motor. Ou seja, metade dos tanques empenhados no combate tiveram que ver o seu motor substituido durante o periodo de dois meses.