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Carro de combate médio

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Carro de combate médio (Vickers)
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Projeto: Vickers
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.41
n/disponivel
2.63m
2.27M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
16.2t
17.7t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
AEC A190 Diesel
131cv
24 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
255 Litros
145Km
4
20º
30º
0.91M
2.29M
0.84M

Armamento básico
- 1 x 40mm QF L/52 (2 pdr) (Calibre: 40mm - Alcance estimado de 0.5Km a 0.9Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Reino Unido
Designação Local:Valentine
Qtd: Máx:0 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O Valentine esteve ao serviço em quase todas as frentes em que esteve envolvido o exército britânico. Ele não chegou a entrar em combate em França, pois nessa altura estava apenas a entrar em produção.

Os resultados do conflito em França no entanto levaram os britânicos a considerar desde logo, que mesmo estando apenas em inicio de produção o Valentine não era o mais eficiente dos veículos, mas como a Grã Bretanha tinha praticamnte ficado sem tanques, abandonados em França, o Valentine foi utilizado nas unidades pesadas e não como tanque de infantaria.

A sua utilização como carro de combate principal foi por isso mais importante em 1940 e 1941, tendo posteriormente sido reduzida, quando foram lançados veículos mais pesados como tanque de infantaria (Matilda II) e tanques cruzadores muito mais rápidos como o Cruiser além dos veículos norte-americanos.

O Valentine demonstrou as suas capacidades especialmente no deserto. É preciso dizer que ele não era inferior à esmagadora maioria dos carros de combate que os alemães tinham em operação no deserto. Além de ter um armamento equivalente aos dos carros inimigos, o Valentine possuia a vantagem de ter uma blindagem superior, que era uma característica dos carros blindados britânicos.

Os problemas britânicos com os alemães deveram-se muito mais às tácticas utilizadas por aqueles, e nomeadamente pelo Gen. Rommel.
Entre os principais inimigos dos Valentine, como dos restantes veículos aliados estavam os canhões anti-aéreos de 88mm, utilizados eficientemente pelos alemães no deserto, beneficiando da não existência de terreno irregular, que permitia aos «88» reinar soberanos no deserto.


Forum de discussão

O Valentine, é uma versão feita com base no tanque de apoio de infantaria A10 da Vickers, e embora tenha inicialmente sido uma iniciativa da própria Vickers, ele acabou sendo encomendado pelo exército britânico em Fevereiro de 1938.
O carro de combate começou a ser incorporado na segunda metade de 1940 para substituir as perdas sofridas em Dunquerque.

Embora fosse classificado como um «tanque de infantaria» o Valentine acabou - por falta de melhor - por servir como tanque «cruzador», ou seja, um veículo leve e rápido, destinado a perfurar as linhas inimigas e defrontar veículos inimigos.

No entanto o Valentine com o seu canhão de 40mm não estava à altura da função que lhe deram, e os resultados não foram bons quando ele entrou em combate no deserto contra os tanques alemães como o Panzer III equipados com um canhão de 50mm.

Como tanque principal ele foi sendo gradualmente substituido até 1943, por tanques mais capazes como os Matilda-II e posteriormente pelos tanques americanos, quando os alemães desenvolveram as suas armas anti-tanque.

Em funções secundárias o Valentine continuou em operação até ao final da guerra e nas linhas de produção até 1944, altura em que 8,275 deles tinham sido produzidos.

O longo periodo de vida do Valentine, fez com que fosse o tanque mais modificado ao serviço dos britânicos. Enquanto as primeiras versões estavam equipadas com um canhao de 40mm, as últimas versões saiam das fábricas no Reino Unido e no Canadá (o Canadá fabricou 1420 destes tanques) com canhões de 76mm.

O canhão de 40mm do Valentine era visto como o seu ponto mais negativo, pois a sua blindagem era considerada bastante poderosa para um veículo do tipo, e a sua suspensão e mecânica eram vistas como resistentes e duráveis.

Essa resistência e durabilidade foi a razão que levou as fábricas na Grã Bretanha e no Canadá, a prosseguir com o fabrico deste tanque até 1944, exclusivamente para responder aos pedidos da União Soviética.

Informação genérica:
Os veículos do tipo Valentine e derivados apareceram em 1938 inicialmente como um empreendimento privado, sem qualquer apoio do Estado, mas respondendo ao conceito britânico de «tanque de infantaria».

Armado com um canhão de 40mm nas suas versões iniciais, o Valentine tinha inicialmente capacidde para enfrentar os tanques alemães Panzer-II e Panzer-III, mas com o evoluir do conflito a deficiência tornou-se evidente.

O Valentine foi produzido em 11 versões distintas de carros de combate, que foram sucessivamente armados com diferentes armamentos principais:

Até à versão Mk.VII :
Canhão de 40mm (2 libras).

A partir da versão Mk. VIII
Canhão de 57mm (6 libras)

Versão Mk.XI :
Canhão de 75mm

A motorização inicial também foi evoluindo, embora sempre limitada pelo espaço disponível para a colocação do motor. O AEC-A190 de 131cv, foi substituido por um motor da General Motors de 192cv nas últimas versões.

Caça-tanques «Archer» e óbus auto propulsado «Bishop»

Ele também serviu de base para um dos mais eficientes veículos caça-tanques produzido pelos aliados ocidentais, que ficou conhecido como «Archer» (mais de 600 produzidos), armado com o poderoso canhão anti-tanque britânico de 76mm (17 libras).

Além da versão caça-tanques também foi desenvolvido um óbus auto propulsado que ficou conhecido como «Bishop»(mais de 100 unidades fabricadas), equipado com um óbus de 88mm (25 libras) utilizado pelos britânicos ao longo de todo o conflito.

Tanque de Infantaria
O conceito de «tanque de infantaria» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas.
O tanque de infantaria era um dos dois tipos de blindados que nos anos 20 e 30 os britânicos previam utilizar (o outro era o tanque cruzador) nas guerras futuras.

A função do tanque de infantaria era a de apoiar a progressão das forças que avançavam a pé. Como o objectivo era o de acompanhar tropas de infantaria, a sua velocidade máxima não precisava ser elevada.
Este tipo de veículo deveria por exemplo ser utilizado contra fortificações que impedissem a progressão da infantaria.

O primeiro destes veículos foi o Matilda-I, uma espécie de «Tanquette» poderosamente blindado, armado apenas com uma metralhadora. O veículo não provou, e foi rapidamente substituído por outro mais poderoso como o Matilda-II e posteriormente pelo Churchill.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques de infantaria rápidos, como posteriormente também solicitaram tanques cruzadores poderosamente blindados. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet». Já os tanques de infantaria pesados acabaram por ser utilizados como veículos de apoio, como foi o caso do Churchill.