Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate médio

Veículos idênticos ou relacionados:


Valentine Mk.I / Mk.IV
Carro de combate médio

Valentine Mk.VIII
Carro de combate médio

Bishop
Artilharia Auto propulsada

Archer
Caça-tanques

 

Valentine Mk.I / Mk.IV
Carro de combate médio (Vickers)
Valentine Mk.I / Mk.IV

Projeto: Vickers
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.41
n/disponivel
2.63m
2.27M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
16.2t
17.7t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
AEC A190 Diesel
131cv
24 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
255 Litros
145Km
4
20º
30º
0.91M
2.29M
0.84M

Armamento básico
- 1 x 40mm QF L/52 (2 pdr) (Calibre: 40mm - Alcance estimado de 0.5Km a 0.9Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:CC 18T / Valentine
Qtd: Máx:24 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os primeiros 16 carros Valentine chegaram a Portugal, em Março de 1943, e foram um primeiro gesto de boa vontade por parte da Grã Bretanha, no que respeitava à defesa do continente português, dentro do espirito de cooperação que previa a utilização de bases nos Açores pelos aliados. Mais tarde, chegariam mais 8, levando o total de veículos para 24. Estes carros formaram o batalhão de carros de combate da Amadora.

Em 1943, a possibilidade de retaliação alemã contra Portugal já não era vista como provavel, principalmente após as vitórias aliadas no norte de África e a derrota em Estalinegrado. Porém, continua a temer-se um desenvolvimento violento da situação em Espanha, que possa degenerar num ataque a Portugal por parte de uma das facções.
Os aliados também não acreditavam na possibilidade de um ataque alemão, nem na possibilidade de um ataque espanhol. Porém, quando foram fornecidos a Portugal os tanques Valentine tinham um armamento obsoleto para os padrões alemães ou britânicos, mas eram carros de combate que tinham saído de fábrica havia menos de três anos e eram os mais poderosos carros de combate na Peninsula Ibérica.
Na altura, os principais carros de combate ao serviço em Espanha, eram os tanques leves T-26 e alguns (poucos) tanques médios BT-5 , todos de fabrico russo, juntos num único regimento de tanques. Os aliados consideravam essas unidades espanholas muito pouco operacionais.

Em 1943 os Valentine não tinham grande utilidade para os britânicos por causa do armamento principal de 40mm que não podia perfurar a blindagem dos carros alemães que tinham entrado ao serviço em 1942, como o Panzer IV- Ausf.G e mais tarde os Tiger-I.

Os Valentine serviram dois objectivos: Em primeiro lugar eles serviram para tansmitir uma imagem de força para a opinião pública e para a oposição política. Em 1943 foram realizados três desfiles militares e o desfile dos tanques Valentine foi eficaz no sentido de impressionar a opinião pública.

Em segundo lugar, eles deram a Portugal, pela primeira vez, alguma superioridade qualitativa em termos de forças mecanizadas, quando se considerava a possibilidade de uma intervenção espanhola.
Curiosamente, a Espanha negociava com a Alemanha o fornecimento de carros de combate para as suas unidades blindadas e a pressão sobre a Alemanha aumentou quando chegaram os carros Valentine a Portugal.

Os Espanhóis tinham solicitado aos alemães o fornecimento de 200 a 300 tanques Panzer-IV, mas apenas 20 exemplares foram fornecidos.

Os Valentine portugueses foram retirados de serviço, no inicio dos anos 50, quando foram recebidos por Portugal vários carros de combate de origem americana, como os M4 «Sherman» e os M47 «Patton.


Forum de discussão

O Valentine, é uma versão feita com base no tanque de apoio de infantaria A10 da Vickers, e embora tenha inicialmente sido uma iniciativa da própria Vickers, ele acabou sendo encomendado pelo exército britânico em Fevereiro de 1938.
O carro de combate começou a ser incorporado na segunda metade de 1940 para substituir as perdas sofridas em Dunquerque.

Embora fosse classificado como um «tanque de infantaria» o Valentine acabou - por falta de melhor - por servir como tanque «cruzador», ou seja, um veículo leve e rápido, destinado a perfurar as linhas inimigas e defrontar veículos inimigos.

No entanto o Valentine com o seu canhão de 40mm não estava à altura da função que lhe deram, e os resultados não foram bons quando ele entrou em combate no deserto contra os tanques alemães como o Panzer III equipados com um canhão de 50mm.

Como tanque principal ele foi sendo gradualmente substituido até 1943, por tanques mais capazes como os Matilda-II e posteriormente pelos tanques americanos, quando os alemães desenvolveram as suas armas anti-tanque.

Em funções secundárias o Valentine continuou em operação até ao final da guerra e nas linhas de produção até 1944, altura em que 8,275 deles tinham sido produzidos.

O longo periodo de vida do Valentine, fez com que fosse o tanque mais modificado ao serviço dos britânicos. Enquanto as primeiras versões estavam equipadas com um canhao de 40mm, as últimas versões saiam das fábricas no Reino Unido e no Canadá (o Canadá fabricou 1420 destes tanques) com canhões de 76mm.

O canhão de 40mm do Valentine era visto como o seu ponto mais negativo, pois a sua blindagem era considerada bastante poderosa para um veículo do tipo, e a sua suspensão e mecânica eram vistas como resistentes e duráveis.

Essa resistência e durabilidade foi a razão que levou as fábricas na Grã Bretanha e no Canadá, a prosseguir com o fabrico deste tanque até 1944, exclusivamente para responder aos pedidos da União Soviética.

Informação genérica:
Os veículos do tipo Valentine e derivados apareceram em 1938 inicialmente como um empreendimento privado, sem qualquer apoio do Estado, mas respondendo ao conceito britânico de «tanque de infantaria».

Armado com um canhão de 40mm nas suas versões iniciais, o Valentine tinha inicialmente capacidde para enfrentar os tanques alemães Panzer-II e Panzer-III, mas com o evoluir do conflito a deficiência tornou-se evidente.

O Valentine foi produzido em 11 versões distintas de carros de combate, que foram sucessivamente armados com diferentes armamentos principais:

Até à versão Mk.VII :
Canhão de 40mm (2 libras).

A partir da versão Mk. VIII
Canhão de 57mm (6 libras)

Versão Mk.XI :
Canhão de 75mm

A motorização inicial também foi evoluindo, embora sempre limitada pelo espaço disponível para a colocação do motor. O AEC-A190 de 131cv, foi substituido por um motor da General Motors de 192cv nas últimas versões.

Caça-tanques «Archer» e óbus auto propulsado «Bishop»

Ele também serviu de base para um dos mais eficientes veículos caça-tanques produzido pelos aliados ocidentais, que ficou conhecido como «Archer» (mais de 600 produzidos), armado com o poderoso canhão anti-tanque britânico de 76mm (17 libras).

Além da versão caça-tanques também foi desenvolvido um óbus auto propulsado que ficou conhecido como «Bishop»(mais de 100 unidades fabricadas), equipado com um óbus de 88mm (25 libras) utilizado pelos britânicos ao longo de todo o conflito.

Tanque de Infantaria
O conceito de «tanque de infantaria» é o resultado das análises feitas pelos militares britânicos após o fim da Primeira Guerra Mundial às necessidades futuras das forças blindadas.
O tanque de infantaria era um dos dois tipos de blindados que nos anos 20 e 30 os britânicos previam utilizar (o outro era o tanque cruzador) nas guerras futuras.

A função do tanque de infantaria era a de apoiar a progressão das forças que avançavam a pé. Como o objectivo era o de acompanhar tropas de infantaria, a sua velocidade máxima não precisava ser elevada.
Este tipo de veículo deveria por exemplo ser utilizado contra fortificações que impedissem a progressão da infantaria.

O primeiro destes veículos foi o Matilda-I, uma espécie de «Tanquette» poderosamente blindado, armado apenas com uma metralhadora. O veículo não provou, e foi rapidamente substituído por outro mais poderoso como o Matilda-II e posteriormente pelo Churchill.

O conceito demonstrou não ter grande solidez, porque rapidamente os militares britânicos começaram a solicitar tanques de infantaria rápidos, como posteriormente também solicitaram tanques cruzadores poderosamente blindados. Tanque de Infantaria e Tanque Cruzador, acabaram por resultar num só veículo no final da guerra, o tanque «Comet». Já os tanques de infantaria pesados acabaram por ser utilizados como veículos de apoio, como foi o caso do Churchill.