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Caça-tanques

Veículos idênticos ou relacionados:


M3A1 «Scout Car»
Viatura táctica Ligeira

M2 / M9 «Half-track»
Veículo Blindado Transporte Pessoal

M3 A1 «GMC Halftrack»
Caça-tanques

M3 / M5 «Halftrack»
Veículo Blindado Transporte Pessoal

 

M3 A1 «GMC Halftrack»
Caça-tanques (Autocar Co.)
M3 A1 «GMC Halftrack»

Projeto: Autocar Co.
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.24
n/disponivel
1.96m
2.08M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
8t
9.1t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
White 160 AX
142cv
72 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas e rodas
N/disponível
320Km
5
60º
81M
0M
30M

Armamento básico
- 1 x 75mm m.1897-A4 (US) (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 10Km a 12.75Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O conceito desenvolvido pelos norte-americanos para introduçãode unidades de caça-tanques (Tank Destroyers) pedia viaturas relativamente pouco protegidas, mas munidas do armamento mais poderoso que estivesse disponível.

Como o desenvolvimento de um sistema que correspondesse exactamente à especificação não poderia ser produzido em tempo útil, os norte-americanos optaram por construir um veículo que cumprisse a função ainda que não correspondesse completamente à especificação.

É assim que surge o primeiro caça-tanques norte-americano, uma viatura baseada no transporte de pessoal M2/M3 de «meia lagarta».

As características daquela viatura adequavam-se à adaptação de uma peça anti-carro de 75mm e foi exactamente isso que foi feito, com a colocação da peça, que foi removida do suporte rebocado M3A1 e colocada na viatura.

Vários problemas foram apontados a esta solução de emergência e a maior de todas tinha a ver com a debil blindagem. Na verdade, as laterais estavam protegidas com uma chapa de 6mm de espessura, que dava uma errada Sensação de segurança à guarnição da arma.
O primeiro embate dos M3 com canhão anti-tanque, foi um desastre. Eles foram utilizados na batalha de Kasserine, o primeiro embate entre alemães e americanos, o qual se pautou por uma clara vitória alemã.
No entanto, considera-se hoje que as más prestações da viatura, deveram-se mais à utilização errada que lhe foi dada que às suas características intrinsecas.


Uma ersão do M3 adequada para utilização pelos britânicos foi concebida e recebeu a designação de T-48. Tratava-se basicamente do mesmo modelo, mas com a arma de 75mm substituida pela peça britânica de 57mm (6 libras). Foram produzidos 962 exemplares mas apenas 60 viram serviço no exército britânico. A maioria (650) foi enviada para a União Soviética.

Informação genérica:
Embora os chamados veículos de meia-lagarta se tornassem durante a II guerra mundial uma característica do exército alemão, outra força tinha dedicado muito tempo ao seu desenvolvimento.

Na verdade, os norte-americanos começaram a estudar veículos com sistema de tracção híbrido, logo no inicio dos anos 20, e em 1925 estudaram projectos franceses, que serviram de base para o que viria a ser o M2. O primeiro veículo concebido pela industria norte-americana foi produzido em 1932 e até 1940 já tinham sido produzidos vários protótipos.

No entanto, o desenvolvimento foi lento, mas permitiu aos Estados Unidos dispor da tecnologia necessária para começar a construção de um «Half Track» logo que as necessidades o exigiram.

O mais conhecido modelo de veículo meia-lagarta, foi no entanto inicialmente desenvolvido como viatura 4x4 pela norte-americana White Motors. As qualidades da viatura foram apreciadas e o desenvolvimento da versão «halftrack» não se fez esperar.

O primeiro modelo de veículo meia-lagarta, o M2 foi especialmente concebido para servir de tractor de artilharia e de veículo de reconhecimento. Estes modelos foram submetidos a várias modificações e foram renomeados M9.

O modelo M-3, era virtualmente idêntico ao M2, mas era bastante simplificado e ao contrario do M2 tinha mais bancos, o que foi conseguido com o ligeiro aumento da dimensão da viatura e com a remoção de caixas para transporte de munições.
A sua função era a de viatura de transporte de pessoal, que permitia à infantaria acompanhar as forças blindadas. As últimas versões do M3 foram designadas M5.

Com o seu sistema de suspensão simples mas eficaz, os M2/M3 podem-se comparar em capacidades com os modelos do tipo SdKfz-251, embora estes fossem mais complexos e mais caros.

Da mesma forma que os alemães, os norte-americanos e os países aliados utilizaram os veículos da família M2/M3 como transporte de infantaria mas também para uma infinidade de utilizações, desde posto de comando a ambulância, passando por artilharia auto-propulsada e artilharia anti-aérea de vários calibres.

No total, o numero de veículos meia-lagarta deste tipo atingiu segundo os registos 41.170 unidades. Com as versões especializadas o total atinge 53.813 unidades.

Além da White Motors, várias outras empresas se responsabilizaram pelo fabrico do veículo, como foi o caso da Autocar Company, que fabricou os M3 (Gun Motor Carriage).

US Tank Destroyers

O conceito norte-americano de viaturas anti-tanque evolui de forma diferente da alemã e da soviética.
Antes do inicio da II guerra, nos Estados Unidos estavam em estudo várias possíveis tácticas sobre a utilização de blindados, e os Estados Unidos estavam a desenvolver as suas próprias divisões blindadas, que eram vistas como um armamento ofensivo, rápido.

Mas em 1940, a rápida queda da França que coincidiu com a derrota das forças biritânicos na Bélgica e norte de França foi completamente inesperada para os estrategas norte-americanos.
Essa derrota, levou os especialistas daquele país a desenvolver um conceito de emergência, que permitisse derrotar aquilo que parecia ser uma enorme superioridade numérica dos carrros de combate alemães.

As teses americanas partiam do principio de que a vitória alemã tinha sido possível por causa do rápido avanço dos blindados, e da impossibilidade de deter ou cortar as pinças blindadas do avanço alemão. A solução mais óbvia para os militares americanos pareceu ser a de utilizar maciçamente unidades de caça-tanques, que deveriam atacar os carros de combate alemães. A função deveria ser desempenhada por uma viatura que utilizasse o mais poderoso canhão anti-carro disponível e que fosse ao mesmo tempo suficientemente rápida, para poder ter a vantagem táctica da iniciativa do seu lado, dado que para os americanos, um dos problemas dos franceses tinha sido o facto de os contra-ataques franceses não terem sido suficientemente rápidos e concentrados.

Ao contrário do que viria a ser tradicional nos veículos caça-tanques europeus, os norte-americanos consideravam que os seus caça-tanques deveriam dispor de uma torre com deriva total (rodando 360º).
Isso fazia com que os caça-tanques fossem muito parecidos com os tanques, com a diferença principal a residir no facto de aqueles disporem de uma blindagem inferior e de uma torre aberta.
A redução da blindagem levaria a um peso menor e isto a uma maior mobilidade do ponto de vista táctico, que era exigência da doutrina.

Os caça tanques norte-americanos podem dividir-se em três grupos:

Os primeiros veículos desenvolvidos de emergência para a guerra no norte de África, não correspondiam exactamente ao conceito inicial. Tratava-se de peças de 75mm instaladas numa viatura do tipo M-2 «Halftrack», que só podia disparar para a frente, não possuindo torre.

Posteriormente, foi desenvolvido um caça-tanques com base no chassis do M4 «Sherman» armado com uma peça de 75mm. Essa arma principal foi considerada pouco eficiente, o que despoletou o desenvolvimento do M36, que é basicamente o mesmo veículo, mas armado com uma peça de 90mm muito mais poderosa.

Não relacionado directamente com nenhum dos dois anteriores veículos foi desenvolvido o M18 «Helcat», que não foi baseado em nenhum chassis já existente e que foi desenhado propositadamente para a função, sendo considerado o mais eficiente de todos os caça-tanques norte-americanos.