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Carro de combate médio



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T-55
Carro de combate médio (Soviet State Factories)
T-55

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.2
n/disponivel
3.27m
2.35M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
34t
36t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V46-5M 12cyl Diesel
690cv
50 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
812 Litros
450Km
4
60º
40º
1.4M
2.7M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 100mm D10 T25-L/53.5 (Calibre: 100mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.5Km)
Misseis / foguetes de artilharia
Sistema de radar auxiliar:

País: Angola
Designação Local:T-54 / T-55
Qtd: Máx:281 - Qtd. em serviço:0
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Durante o conflito em Angola, este foi o carro de combate mais profusamente utilizado pelas forças angolanas e pelas forças cubanas enviadas para África por Fidel Castro. Não se trata de um veículo especialmente sofisticado e caracteriza-se pela facilidade de operação, embora o seu consumo seja elevado, o que provocou sempre problemas de logística. A operação do T-55 em Angola, nomeadamente no planalto central, sempre constituiu um problema.

Já os portugueses tinham estudado a possibilidade de utilizar tanques no teatro de operações, tendo chegado á conclusão de que a operação de tanques pesados não tinha vantagem naquele teatro de operações.

No entanto, quer Cuba, quer a África do Sul, não tinham estudado convenientemente a situação. Os dois países envolveram-se em confrontos no sul de Angola, envolvendo tanques T-55 e T-62 contra tanques Centurion modernizados e pequenos Panhard/Eland de fabrico Sul-Africano.

Várias fontes apontam diferentes datas para a chegada do primeito T-55 a Angola.

Aparentemente o primeiro pedido para tanques T-55 foi feito logo em 1975, mas os primeiros 150 tanques chegaram entre 1975 e 1978. Entre 1987 e 1988, foram recebidos mais 100 T-55 em segunda mão, entretanto retirados de serviço na URSS.
A ultima remessa de tanques T-55 terá vindo da Bulgária em 1999, num total de 31

O T-55 foi resultado da avaliação feita pelos militares soviéticos de que os tanques T-34/85, que foram enviados para Angola em 1975, não tinham utilidade contra carros de combate mais modernos. Eles eram inuteis tanto contra outros veículos blindados e a sua blindagem era facilmente perfurável por armas anti-tanque como o RPG-7 e similares.

Existem fontes que afirmam, que embora recebido antes, o T-55 foi dado como operacional apenas em 1983. A operação do T-55, com um consumo considerável, criou problemas logísticos. Além disso o tanque demonstrou ser fácil de atacar quando o terreno é composto por erva alta. A erva alta permite a um militar com um RPG-7 atacar o tanque e esgueirar-se por entre o mato para escapar de qualquer resposta. O resultado foram as enormes perdas de carros T-55 por parte do exército Angolano e também por parte dos efectivos cubanos que nunca se adaptaram eficazmente ao teatro de operações.

Quando em combate contra os Centurion Sul-Africanos, os T-55 tinham uma grande desvantagem (que era considerada vantagem na Europa) que consistia na altura do tanque. No meio da erva alta o T-55 era demasiado baixo e a visão quer do condutor quer do comandante, tornava o comando do tanque impossível sem que o comandante saisse e se elevasse sobre o taque, transformando-se assim num alvo preferêncial. Já os Centurion Sul-africanos, sendo mais altos não tinham este problema, o que levou a que as perdas de T-55 perante os Centurion, tenham chegado a atingir grande desproporção, com a perda de 94 tanques por parte de Cuba e das FAPLA, contra 3 tanques Centurion Sul-Africanos durante as operações Modular e Hooper. (fonte: revista RAIDS).

Dos quase 300 T-55 recebidos, não se sabe se ainda há exemplares operacionais. A recepção em 1999 de uma trintena de veículos usados comprados à Bulgária poderá indicar que alguns ainda estarão operacionais.

No entanto, a compra de tanques T-55AM2 modernizados, permite concluir que não existiria qualquer vantagem em manter veículos completamente obsoletos no activo.

Também existem dúvidas sobre qual a nacionalidade dos carros de combate destruidos durante os conflitos nos finais dos anos 80, porque Cuba costuma atribuir todas as derrotas em Angola aos angolanos. É no entanto de crer, que uma vez que as tropas cubanas eram em grande medida tripulações de veículos, tanques, blindados, aviões e helicópteros (a infantaria era angolana), sejam responsáveis por grande parte das perdas de blindados, nomeadamente T-54 e T-55 que reconhecidamente ocorreram nos combates no sul de Angola-
T-55-AM2
Modelo AM2, um T-55 modernizado idêntico aos fornecidos a Angola


Reconhecendo as suas deficiências, foram pedidos os mais recentyes tanques T-62 armados com uma peça principal de 115mm, que foram fornecidos em consideráveis quantidades, mas os problemas do T-62 eram basicamente os mesmos do T-54. Mais tarde Angola adquiriu carrosT-72.


Forum de discussão

O T-55[1] é o derivado directo do desenvolvimento do seu antecessor, o T-54, que por sua vez era um desenvolvimento do tanque T-44 que foi projetaco ainda antes do fim da segunda guerra mundial para substituir o T-34.
É um dos carros de combate mais fabricados em todo o mundo e calcula-se que tenham sido produzidos mais de 30,000 veículos T-55.

O desenvolvimento do T-55, que nada mais é que uma versão melhorada do T-54, mantendo basicamente o mesmo armamento, motorização e blindagem com pequenas modificações, o projecto teve inicio em Outubro de 1955 tendo a viatura entrado em produção de série (substituindo o T-54) em Junho de 1958. A sua principal diferença relativamente ao T-54B, reside na inclusão de um sistema de pressão interna do veículo, permitindo a sua utilização em ambientes de guerra nuclear biológica ou química.
Ele também incluia um sistema de visão nocturna, já introduzido nas últimas séries do T-54.

O T-55 trouxe consigo outras modernizações que passaram a ser standard, incluindo um motor mais potente, um novo canhão, tendo igualmente sido removida a metralhadora para utilização anti-aérea. Em 1963, surgiu o T-55A, que incluia mais algumas modificações como uma nova metralhadora coaxial.

A viatura era vista na altura como relativamente equilibrada. O seu baixo perfil, resultado do redesenho da torre davam-lhe alguma vantagem, embora também lhe fossem apontadas algumas deficiências como a fraca capacidade de elevação do armamento principal, e a baixa velocidade de rotação da torre.

Sendo um tanque com um periodo de vida útil muito longo (muitos ainda se encontram em operação) ele sofreu ao longo dos anos muitas alterações que resultaram em inumeras sub-versões com características diferentes entre si.

Muitas das modificações que surgiram como T-55 foram posteriormente incluidas nos T-54 mais antigos, pelo que na prática muitos T-54 foram convertidos para um padrão idêntico ao T-55.

Imagens de um carro de combate T-55 na actualidade
Inicialmente o T-54/55 não possuia equipamento NBQ ou sistemas ópticos sofisticados, mas presentemente existem kits de modernização disponíveis no mercado que se destinam a aumentar consideravelmente as capacidades do tanque. Entre esses encontra-se a inclusão de telemetro a laser, equipamento NBQ

Existem também muitas versões do T-54/55, para funções especificas desde lança pontes a veículos de recuperação. O T-54/55 foi também utilizado para base de outros veículos que inicialmente nada tinham a ver com o conceiro de carro de combate, como acontece como o veículo de infantaria Achzarit fabricado em Israel e que é baseado no chassis do T-54.

Ele é também base de outros veículos blindados de combate, como o canhão auto-propulsado ZSU-57 e no veículo anfíbio PTS.

Os dados indicados acima dizem respeito ao T-55 dos anos 60. A versão T-54 original estava equipada com um motor V54 de 12 cilindros e 520 cavalos de potência., que lhe davam uma autonomia para 400Km e uma velocidade máxima de 48Km/h


[1] As diferenças entre o T-54 e o T-55 são relativamente poucas. Há algumas comparações entre os dois veículos que são completamente dissonantes, umas referindo as diferenças na peça principal e outras o motor mais potente. Na realidade, o T-55 é originalmente uma derivação do T-54 feita por uma equipe diferente, noutra zona da então URSS, o que levou a que os veículos tenham algumas diferenças entre eles, mais por razões de oportunidade que por razões técnicas.
Na prática, muitas das alterações introduzidas pela equipe que produziu o T-55 e que foram consideradas positivas, foram posteriormente introduzidas no T-54, pelo que se pode considerar que T-54 e T-55 são na realidade faces da mesma moeda.

Calcula-se que o custo de fabrico de um T-55 fosse ligeiramente superior ao de três T-34/85 do final da II Guerra.

Informação genérica:
A família de veículos T-54 / T-55 / T-62 é uma família de carros de combate de origem soviética, inspirada originalmente no tanque T-34 e no tanque KV.

Quando no final da II Guerra Mundial a Alemanha colocou ao serviço carros de combate mais pesados, a União Soviética respondeu, equipando os seus caça-tanques com canhões de 100mm. As experiências com o tanque T-34/100 não tiveram sucesso, pelo que as experiências continuaram com o projecto que haveria de conduzir ao T-54 e T-55. Pode-se afirmar que a junção dos dois conceitos, de tanque pesado KV armado com uma canhão de 100mm por um lado e da suspensão do T-34, resultaram no T-54.

O T-54 não foi no entanto pensado para ser o carro de combate mais poderoso no exército soviético, que continuou na sua doutrina a dar grande importância aos carros de combate mais pesados, como foi o caso dos carros pesados IS-1 até ao T-10.

Na foto, O carro de combate T-54 original. Notar o diferente formato da torre.


O T-54 converteu-se posteriormente em T-55, que tem modificações mínimas ao nível da torre e do canhão principal.
Mais tarde, foi concebido o T-62, que é essencialmente um T-55 ligeiramente maior, que se distingue principalmente pelo canhão de 115mm, em substituição do canhão de 100mm que caracteriza o T-55.

O T-55 foi fabricado na antiga União Soviética, mas também foi fabricado na China, onde foi conhecido como Type-59 e na Roménia.

Na China o T-55 deo posteriormente origem a outros veículos derivados.

A partir dos anos 60 o T-55 começou a ser relegado para funções secundárias na Europa, sendo sucedido pelo T-62, ao mesmo tempo que as unidades mais modernas da URSS recebiam o tanque T-64 e posteriormente o T-72.

A quantidade de tanques T-55 ao serviço em variadíssimos exércitos do mundo levaram a que mesmo depois da a sua produção ter terminado várias empresas desenvolvessem modernizações e upgrades.

A mais conhecida modificação «semi-oficial» do tanque T-55, é conhecida como T-55AM2, mas várias outras versões e derivações mais modernas deste tanque são oferecidas ainda hoje por várias industrias militares desde a Eslovénia à Ucrânia.