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Veículo de Combate de Infantaria



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M2 «Bradley»
Veículo de Combate de Infantaria (FMC-United Defense / BAE Systems)
M2 «Bradley»

Projeto: FMC-United Defense / BAE Systems
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.45
n/disponivel
3.2m
2.97M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
19.5t
22.797t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Cummins VTA-903T 8cyl
500cv
66 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
480Km
3+7
60º
30º
N/disponivel
2.54M
0.9M

Armamento básico
- 1 x 25mm M242 / Mk.38 «Bushmaster» (Calibre: 25mm - Alcance estimado de 3Km a 6.8Km)
- 1 x 7.62 M60D (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 1.2Km a 3.7Km)
Misseis / foguetes de artilharia
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Nascido da necessidade do exército e fuzileiros norte-americanos de possuir um veículo eficaz que permitisse à infantaria apoiar o avanço dos blindados, mas que tivesse ao mesmo tempo capacidade autónoma de combate, o Bradley, pode ser considerado como uma resposta ao aparecimewnto do BMP-1 da União Soviética.

No entanto, não foi o primeiro veículo do tipo a entrar ao serviço nos exércitos ocidentais, dado que o exército da Alemanha Federal tinha começado a receber as viaturas «Marder» a partir de 1971.

As forças armadas norte-americanas, tinham utilizado grandes quantidades de veículos M113 nas suas variantes, mas a fraca blindagem e reduzida potência daquela viatura levaram a que durante os anos 70 se tornasse evidente a necessidade de um novo veículo de infantaria para proteger os blindados.
Esta necessidade conjugava-se também com o desenvolvimento do novo carro de combate principal M1 Abrams, que entrou ao serviço no inicio dos anos 80.

Os primeiros Bradley foram entregues no final de 1979, mas a sua primeira grande prova de fogo decorreu durante a primeira guerra do golfo em 1990.

A blindagem do Bradley tinha sido concebida para resistir a disparos de metralhadoras pesadas soviéticas até ao calibre 14.5mm. A blindagem do Breadley era naturalmente ineficiente contra disparos de carros de combate, mas era eficiente perante viaturas de reconhecimento do tipo BRDM.

Embora não possuisse o canhão de 73mm de alta pressão dos BMP-1 soviéticos, o Bradley estava equipado com um lançador de mísseis anti-tanque TOW, que lhe davam uma capacidade muito superior contra blindados, quando se compara com o único míssil AT-3 transportado pela viatura soviética.

Informação genérica:
As viaturas «Bradley» foram resultado da necessidade norte-americana de possuir uma viatura que pudesse transportar infantaria, acompanhando os carros de combata M1 Abrams, que estava em desenvolvimento no final dos anos 70 para o exército norte-americano.

A combinação entre um carro de combate e uma viatura de transporte de infantaria já tinha sido experimentada com o M-113, mas este último, sendo suficientemente rápido para acompanhar os carros de combate M-60 ou M-48, não tinha suficiente potência para acompanhar as viaturas Abrams, muito mais rápidas.

Mas além da necessidade de uma viatura de transporte de pessoal que acompanhasse os tanques Abrams, o objectivo que se pretendia atingir com o Bradley era o de finalmente conseguir dispor de uma viatura de infantaria com capacidade para combate, algo em que os soviéticos tinham tomado a dianteira quando apresentaram o seu BMP-1.

Ao dispor de uma viatura blindada sobre lagartas que podia não apenas transportar militares mas também participar nos combates, a infantaria dos países ocidentais chegava a um novo patamar.

A introdução das viaturas «Bradley» foi muito criticada nos Estados Unidos, principalmente porque o veículo foi considerado pouco blindado. A sua estrutura em aluminio era relativamente débil e a recusa em fazer testes de campo com uma viatura de produção, por causa dos custos da viatura, foram muito criticadas nos meios politicos norte-americanos no inicio dos anos 80.

A deficiente blindagem do Bradley, acabou por ser substituida já nos anos 90, com o programa de conversão.

M2 e M3

Os testes e avaliações que foram feitos durante os anos 70, levaram a que no final, fossem aprovadas duas versões do Bradley:
Uma para unidades de infantaria, na configuração de VCI / IFV (Veículo de Combate de Infantaria / Infantry Fighting Vehicle).
Uma outra para unidades de cavalaria, designada VCC / CFV (Veículo de Combate de Cavalaria / Cavalry Fighting Vehicle).

As viaturas são basicamente idênticas, com modificações ao nível do arranjo interno e da quantidade de munição disponível.

Os modelos A2 e A3 foram modernizados para o padrão A2A2 e A3A2. Este padrão identifica-se principalmente pela inclusão de novos módulos de blindagem, que permitiram aumentar a protecção. As versões mais antigas conseguiam resistir aos disparos de 14,5mm, enquanto que as viaturas modernizadas têm uma blindagem resistente aos canhões de 30mm que passaram a equipar os carros de combate de infantaria soviéticos.

Uma nova modernização conhecida como A3, incluiu novos sistemas digitais de combate e a ligação em rede, junto com a interoperabilidade com os carros de combate M1 Abrams, o que passou a permitir uma colaboração entre os veículos atraves de redes encriptadas de dados no campo de batalha.