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Veículo de Combate de Infantaria



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M2 «Bradley»
Veículo de Combate de Infantaria

M3A2 «Bradley»
Veículo de Combate de Infantaria

 

M3A2 «Bradley»
Veículo de Combate de Infantaria (FMC-United Defense / BAE Systems)
M3A2 «Bradley»

Projeto: FMC-United Defense / BAE Systems
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.55
n/disponivel
3.28m
2.97M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
24t
27t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Cummins VTA-903T
600cv
56 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
400Km
3+2
60º
30º
N/disponivel
2.54M
0.76M

Armamento básico
- 1 x 25mm M242 / Mk.38 «Bushmaster» (Calibre: 25mm - Alcance estimado de 3Km a 6.8Km)
Misseis / foguetes de artilharia
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O desenvolvimento do M3 «Bradley» ocorreu paralelamente ao M2. Trata-se basicamente da mesma viatura

Tendo funções diferentes, o M3 transporta uma quantidade maior de munições. Em vez de dispor de uma reserva de 5 mísseis TOW como no M2, a versão M3 tem espaço para transportar 10 desses mísseis.
Também a quantidade de munições de 25mm passa de 600 para 1200. A munição de 7,62 de reserva é de 3400 unidades no M3 contra 1400 no M2.

Naturalmente que não transportando a mesma guarnição, a reserva de munição 5,56 para armas ligeiras no M3 é muito menor (apenas 1680 munições contra 6720).

Além dos três tripulantes base, há ainda lugar para mais dois homens que seguem no compartimento traseiro, mas ao contrário da versão A2, na versão A3, os infantes não têm escotilhas para poder disparar de dentro do veículo.
A versão modernizada «A2» (os dados desta ficha são válidos também para o M2A2) dispõe de uma blindagem mais eficiente, capaz de resistir a projecteis de até 30mm, pelo que o seu peso também é maior.
Para compensar o aumento de peso a potência do motor também foi aumentada de 500 para 600cv, mas as prestações do veículo modernizado acabaram sendo inferiores, com a velocidade máxima a descer de 66 para 56km/h.
Esta característica, leva a que o M3A3 não possa acompanhar os carros de combate pesados com a mesma facilidade.

Informação genérica:
As viaturas «Bradley» foram resultado da necessidade norte-americana de possuir uma viatura que pudesse transportar infantaria, acompanhando os carros de combata M1 Abrams, que estava em desenvolvimento no final dos anos 70 para o exército norte-americano.

A combinação entre um carro de combate e uma viatura de transporte de infantaria já tinha sido experimentada com o M-113, mas este último, sendo suficientemente rápido para acompanhar os carros de combate M-60 ou M-48, não tinha suficiente potência para acompanhar as viaturas Abrams, muito mais rápidas.

Mas além da necessidade de uma viatura de transporte de pessoal que acompanhasse os tanques Abrams, o objectivo que se pretendia atingir com o Bradley era o de finalmente conseguir dispor de uma viatura de infantaria com capacidade para combate, algo em que os soviéticos tinham tomado a dianteira quando apresentaram o seu BMP-1.

Ao dispor de uma viatura blindada sobre lagartas que podia não apenas transportar militares mas também participar nos combates, a infantaria dos países ocidentais chegava a um novo patamar.

A introdução das viaturas «Bradley» foi muito criticada nos Estados Unidos, principalmente porque o veículo foi considerado pouco blindado. A sua estrutura em aluminio era relativamente débil e a recusa em fazer testes de campo com uma viatura de produção, por causa dos custos da viatura, foram muito criticadas nos meios politicos norte-americanos no inicio dos anos 80.

A deficiente blindagem do Bradley, acabou por ser substituida já nos anos 90, com o programa de conversão.

M2 e M3

Os testes e avaliações que foram feitos durante os anos 70, levaram a que no final, fossem aprovadas duas versões do Bradley:
Uma para unidades de infantaria, na configuração de VCI / IFV (Veículo de Combate de Infantaria / Infantry Fighting Vehicle).
Uma outra para unidades de cavalaria, designada VCC / CFV (Veículo de Combate de Cavalaria / Cavalry Fighting Vehicle).

As viaturas são basicamente idênticas, com modificações ao nível do arranjo interno e da quantidade de munição disponível.

Os modelos A2 e A3 foram modernizados para o padrão A2A2 e A3A2. Este padrão identifica-se principalmente pela inclusão de novos módulos de blindagem, que permitiram aumentar a protecção. As versões mais antigas conseguiam resistir aos disparos de 14,5mm, enquanto que as viaturas modernizadas têm uma blindagem resistente aos canhões de 30mm que passaram a equipar os carros de combate de infantaria soviéticos.

Uma nova modernização conhecida como A3, incluiu novos sistemas digitais de combate e a ligação em rede, junto com a interoperabilidade com os carros de combate M1 Abrams, o que passou a permitir uma colaboração entre os veículos atraves de redes encriptadas de dados no campo de batalha.