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Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.



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ZSU-57-2
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc. (Soviet State Factories)
ZSU-57-2

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.2
8.48m
3.27m
2.75M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
25.5t
28.1t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V54 V12
520cv
50 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
812 Litros
420Km
6
60º
30º
1.4M
2.7M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 57mm S-60 (Calibre: 57mm - Alcance estimado de 4Km a 6Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Angola
Designação Local:ZSU-57
Qtd: Máx:40 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O sistema ZSU-57 foi um dos primeiros sistemas de armas recebidos por Angola ainda em 1975 antes mesmo da independência formal do país.

Enquanto vários sistemas fornecidos a Angola foram recebidos através de Cuba, mantendo assim o mito de que não tinha havido intervenção soviética em Angola mas sim intervenção cubana, houve outros que demonstraram e provaram a intervenção directa da União Soviética desde a primeira hora.
Entre esses sistemas está o ZSU-57, que nunca foi fornecido a Cuba e que portanto não poderia ter sido entregue a Angola pelo regime de Fidel Castro.

Os sistemas ZSU-57-2 não eram eficientes contra ameaças aéreas, mas podiam ser utilizados com eficácia como arma terrestre para apoio a infantaria e mesmo como arma capaz de enfrentar algumas viaturas blindadas ligeiras.

Até ao final dos anos 90 estes sistemas parecem ter sido retirados de serviço, ainda que Angola continue a ter oficialmente ao serviço pelas antiaéreas de 57mm.


Forum de discussão

O ZSU-57 foi o primeiro sistema de artilharia anti-aérea móvel construido na União Soviética a seguir à II guerra mundial.
A necessidade de sistemas anti-aéreos que pudessem acompanhar a evolução das tropas já se tinha tornado evidente ainda durante a guerra. Com o advento da guerra fria, a esperada superioridade aérea dos aliados ocidentais teria que ser contrariada com a utilização de sistemas eficientes que pudessem defender as colunas de carros de combate soviéticas em caso de ataque contra o ocidente.
O sistema deveria ser suficientemente rápido e agil para poder acompanhar as colunas blindadas. A solução foi encontrada no chassis do carro de combate T-54, que foi agilizado, com uma blindagem menos pesada e com apenas quatro rodas em vez das cinco do T-54.

O armamento escolhido foram dois poderosos canhões de 57mm que armavam uma torre aberta, instalada no chassis do T-54.

Se é verdade que o ZSU-57 dispunha de canhões anti-aéreos muito mais poderosos que os seus equivalentes ocidentais, juntando a essa capacidade um chassis moderno derivado do tanque médio T-54, também não é menos verdade que a lentidão da torre, acabava tornando a arma muito pouco eficiente contra os cada vez mais velozes jactos de ataque.
Além disso, não possuindo radar e não tendo um sistema automatizado de pontaria, a probabilidade de o ZSU-57-2 conseguir atingir um alvo era minima.

Ainda que como arma anti-aérea o ZSU-57 não fosse um sucesso, ele foi utilizado como arma de apoio de infantaria e era bastante eficiente para apoio de fogo, embora não possa ser utilizado para combate nocturno.

A pouca eficiência deste sistema levou ao desenvolvimento durante os anos 60 do sistema ZSU-23-4, que ainda que menos poderoso era tecnologicamente muito mais avançado.

Informação genérica:
O carro de combate médio T-55, produzido na União Soviética, foi fabricado em vários países. O grande número da chassis e o grande número de viaturas existentes, levou a que tendo como base o T-55, fossem desenvolvidos outros sistemas de armas.

O T-55 serviu assim de base a muitos tipos de viaturas, desde sistemas de defesa anti-aérea a sistemas de lançamento de mísseis.

São igualmente conhecidos sistemas de artilharia auto.propulsada com base no T-55.

Mais recentemente, depois da adaptação por Israel de vários T-55, convertidos em viaturas de combate de infantaria, o conceito tem sido apresentado por várias empresas.

Um sistema russo e outro ucraniano são os mais conhecidos, ainda que não exista notícia de que tenham sido adquiridos por nenhuma força militar no mundo.