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Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

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ZSU-23-4 «Shilka»
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc. (Soviet State Factories)
ZSU-23-4 «Shilka»

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.54
n/disponivel
2.95m
2.25M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
16t
19t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-6R Diesel
280cv
44 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
260Km
4
60º
30º
1.4M
2.8M
1.1M

Armamento básico
- 4 x 23mm 2A14 (Calibre: 23mm - Alcance estimado de 0.5Km a 2.5Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O ZSU-23-4 foi desenvolvido durante os anos 60, após se verificar que o sistema ZSU-57 era pouco adequado para as novas ameaças aéreas, especialmente por causa da lentidão da sua torre.

O novo sistema de artilhari antia-aérea não possuia canhões com o mesmo poder e baseava a sua capacidade de defesa na maior precisão. Ao contrário do ZSU-57 que poderia atingir (em teoria) aeronaves a maior altitude, o ZSU-23-4 não tinha essa capacidade, pois os estrategas soviéticos consideravam que para atacar aeronaves a maiores altitudes teriam que se utilizar mísseis.
O ZSU-23-4 baseia-se no chassis do carro de combate anfíbio PT-76. A torre, accionada electricamente gira muito mais depressa pode seguir alvos mais rápidos com maior facilidade.

Tiro dirigido por radar
Para lá do armamento e da torre, a principal diferença deste sistema para o anterior, é a utilização de radares para identificar e seguir alvos. A grande cadência de tiro dos canhões de 23mm, multiplicada por quatro permitia engajar com alguma segurança muitas das aeronaves ocidentais nos anos 70.

O desenvolvimento do sistema foi lento e passou por muitos problemas, pois os radares desenvolvidos pelos soviéticos não eram suficientemente precisos nem suficientemente resistentes. Houve situações em que o simples disparo dos canhões provocava avarias na antena do radar.
Inicialmente foi prevista a utilização de canhões de 57mm, depois optou-se por peças de 37mm, que também foram consideradas demasiado potentes. Entre outros problemas, detectou-se que após o primeiro disparo, os sistemas de pontaria ficavam desregulados. A cadência de tiro das armas de maior calibre também foi julgada insuficiente.

Finalmente a opção recaiu sobre quatro canhões de 23mm. A arma era menos poderosa, mas não provocava os mesmos problemas que os modelos de maior calibre, e a menor potência da munição era compensada com a alta cadência de tiro que se podia atingir com quatro canhões de alto débito.



Inicialmente, os generais soviéticos pediram que fosse estudada a possibilidade de instalar a nova torre sobre o chassis do tanque T-55,dado existirem grandes quantidades disponíveis, mas cedo se verificou que o chassis do T-55 não tinha espaço disponível para colocar o motor eléctrico que era necessário para mover a torre e a hipótese foi abandonada.

O primeiro protótipo do «Shilka» ficou pronto em 1961 e o veículo foi aceite para produção em série em 1962.
Mas a produção não pode começar, porque houve vários problemas de precurso, que começavam pelo facto de no inicio dos anos 60 os soviéticos ainda estarem a desenvolver tecnologias que utilizavam válvulas em vez de transistores. Por isso os sistemas electrónicos do «Shilka» eram demasiado volumosos e avariavam constantemente.
Até 1967/1968, tinham sido produzidos apenas protótipos, nenhum dlees em numeros minimamente significativos. Só nesse ano, com o lançamento do ZSU-23-4V foi lançado o primeiro modelo do tipo, que foi produzido em numeros com algum significado, tendo sido também exportado.

A versão mais produzida, que foi fabricada entre 1970 e 1980 foi a ZSU-23-4V1, que também sido fabricada sob licença na Polónia.

A última versão do ZSU-23 foi o modelo ZSU-23-4M, que se caracterizou por uma electr´nica completamente modificada, abandonando as velhas e ineficientes válvulas de vácuo, substituidas por transistores.

Sistema temido
O aparecimento do ZSU-23-4 foi visto como problemático no ocidente, pois tratava-se de um sistema que começava a aparecer em numeros cada vez maiores. Foram produzidos 6,500 «Shilka» nas suas várias versões, tendo sido exportados para mais de 20 países.

A sua rapidez e elevada cadência de fogo tornavam-no um dos principais alvos a abater nas tácticas dos países da NATO para combater uma possível invasão soviética. Aeronaves como o A-10 «Warthdog» eram especialmente adequadas para a função, ao possuirem blindagem adequada para resistir aos disparos do «Shilka».

Obsolescência
Sendo apresentado como um dos pricipais problemas da aviação dos países ocidentais, não é de estranhar que desde os anos 70 começassem a ser estudadas tácticas para reduzir a eficácia desta arma soviética.

Na verdade durante os anos 80, foram estudadas várias tácticas com este fim e durante a guerra entre o Irão e o Iraque, os dois países utilizaram o sistema mas ele não mostrou ser muito eficaz.
Quando em 1990 ocorre a invasão do Koweit pelo Iraque, despoletando a operação «Tempestade do Deserto», os norte-americanos já haviam encontrado formas eficazes de reduzir drásticamente a eficácia do sistema, pelo que a sua utilização por parte do Iraque não teve qualquer importância no conflito.

Eficácia como arma de infantaria
Como ocorreu com outros sistemas anti-aéreos soviéticos, ele demonstrou ser especialmente útil contra a infantaria na guerra no Afeganistão. A alta cadência de fogo e a possibilidade de elevar os canhões num angulo de quase 90 graus, permitia aos soviéticos atacar forças de Mujahedin mesmo em emboscadas quando os afegãos se colocavam em posições elevadas nas bermas das estradas utilizadas pelos soviéticos.

Os sistemas «Shilka» foram substituidos pelos «Tunguska».

Informação genérica:
Este tipo de veículo de combate anfíbio, foi inicialmente projectado na União Soviética e o seu desenvolvimento ocorre na sequência de aturados estudos que começaram já nos anos 20 para conseguir um veículo que não estivesse dependente do atravessamento de pontes e que assim conseguisse dominar completamente o território da antiga União Soviética.

A familia de veículos tem a sua origem no tanque anfíbio PT-76 (Plavaushiy Tank 76) equipado com um canhão de 76mm de baixa velocidade e na viatura blindada de transporte de pessoal BTR-50.

A China também produziu as suas versões destes dois veículos, como é o caso do carro anfíbio Type-63, equipado com canhão de 85mm, embora no caso chinês o canhão seja mais poderoso e o transforme num veículo com capacidade anti-tanque.

Vários outros veículos estão incluidos nesta familia e utilizam o mesmo chassis, como o já referido BTR-50, o sistema anti-aéreo ZSU-23-4,o sistema de mísseis anti-aéreos SA-6 «Gainful».
Também se pode considerar que este tipo de sistema foi a base a partir da qual foram concebidas as viaturas de combate de infantaria do tipo BMP-1.

Tendo como base o PT-76, foi também produzido um veículo especializado para apoio a unidades ligeiras, chamado ASU-85. O conceito é o mesmo que foi utilizado durante a II guerra mundial, para os veículos caça-tanques.

O ASU-85 tem um canhão de casco de calibre 85mm.
Com esse tipo de arma ele tinha possibilidade de atacar carros de combate médios. No entanto o ASU-85 não tinha capacidade anfíbia.