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Veículo ligeiro de reconhecimento



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BRDM-1
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Veículo ligeiro de reconhecimento

SA-9 «Gaskin»
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

 

BRDM-1
Veículo ligeiro de reconhecimento (Soviet State Factories)
BRDM-1

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.7
n/disponivel
2.25m
1.9M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
4.5t
5.6t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
GAZ 4oP 6cyl
90cv
80 Km/h
9 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
150 Litros
500Km
5
60º
30º
Anfíbio
1.22M
0.4M

Armamento básico
- 1 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Desenvolvido por volta de 1955, o BRDM-1 entrou ao serviço em 1957. Tratava-se de uma viatura 4x4 anfíbia, destinada primordialmente à função de reconhecimento e as primeiras versões eram abertas, dando apenas proteção lateral aos passageiros.

A principal vantagem do BRDM-1 era a sua capacidade anfibia e ele foi um dos primeiros veículos soviéticos de grande produção a ter esta capacidade para atravessar rios e lagos.

A viatura foi posteriormente utilizada para outros fins, sendo provavelmente o mais conhecido o de suporte para os mísseis anti-tanque soviéticos «Snapper». Esta utilização foi aliás uma novidade vista com muito interesse no ocidente.
A versão porta-mísseis dispunha de uma protecção para os mísseis, que eram transportados na posição recolhida (rebaixada). Para lançar os mísseis o suporte de lançamento era elevado.

O BRDM-1 foi considerado sub motorizado. A sua potência não era suficiente para as funções que lhe foram atribuidas.
Tendo sido substituido no exército vermelho e nos exércitos dos países do Pacto de Varsóvia pelo bastante mais sofisticado BRDM-2, ele ficou no entanto disponível para ser fornecido a forças de países satélites da URSS, nomeadamente países africanos que não tinham recursos para receber equipamentos mais sofisticados.

Informação genérica:
Durante a a II guerra mundial os soviéticos não deram especial atenção à protecção da infantaria, a qual era da maior importância para acompanhar as unidades blindadas.
Durante aquele periodo a infantaria de protecção de um tanque, viajava muitas vezes em cima do própprio tanque, tendo os soviéticos adicionado suportes onde os militares se pudessem agarrar na parte exterior dos carros de combate T-34 e KV-1/IS-2.

Tanto os alemães, quanto os aliados ocidentais tinham no entanto desenvolvido sistemas de transporte que permitiam a protecção da infantaria, tendo os ocidentais chegado ao ponto de converter tanques, para os utilizar como veículos blindados para proteger a infantaria, como foi o caso das conversões Kangaroo.

As enormes perdas humanas[1], levaram as autoridades militares a considerar a necessidade de possuir um veículo que permitisse dar pela primeira vez, alguma protecção à infantaria. Isto ocorreu ainda em 1944, embora só em 1947 fosse apresentado o projecto 141 (Objekt-141) pela fábrica GAZ em Gorky. A viatura foi aceite para produção e as entregas começaram no inicio dos anos 50.

Inspirado na viatura Scout Car da White Motors norte-americana, que tinha sido fornecido aos soviéticos pelos americanos ao abrigo da Lei do Emprestimo-Arrendamento, o primeiro veículo blindado destinado a proteger a infantaria soviética foi o BTR-40.

Como o seu congénere norte-americano o BTR-40 utilizou o chassis de um camião 6x6 modelo GAZ-63.

Quase ao mesmo tempo, foi concebida uma versão de maiores dimensões, desta vez baseada no camião médio ZIL-151 / ZIL-157.

A evolução das viaturas blindadas 4x4 continuou com o aparecimento do BRDM-1, especificamente feito para missões de reconhecimento, que se destacava pela sua capacidade anfíbia.

Ppara substituir o BRDM-1 foi posteriormente lançado o BRDM-2 com a mesma função mas funcionalidades e características que o transformavam num veículo superior.

As autoridades militares soviéticas demonstraram preferência pelas viaturas com oito rodas motrizes com o aparecimento do BTR-60, pelo que o desenvolvimento das viaturas 4x4 deixou de ser considerado primordial.


[1] - É importante frisar que o numero de perdas humanas resultado dos ataques frontais com infantaria desprotegida, está directamente relacionado com a existência no Exército Vermelho de unidades disciplinares, para onde eram enviados militares indisciplinados ou os suspeitos de serem anti-soviéticos. A estas unidades era dada a função de «abrir caminho» e os militares eram enviados contra as posições alemãs sem qualquer protecção.
Os objectivos eram dois:
Desalojar o inimigo com a carga de infantaria.
Aproveitar o facto de muitos dos militares soviéticos serem facilmente mortos pelos alemães.
As unidades disciplinares do Exército Vermelho, funcionavam na prática como pelotões de fuzilamento, em que quem pagava a munição eram os alemães.