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Carro de combate médio



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T-72M1
Carro de combate médio (Soviet State Factories)
T-72M1

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.86
9.53m
3.59m
2.19M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38.9t
41.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V46-V12 Diesel
840cv
60 Km/h
45 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
460Km
3
50º
60º
1.4M
2.7M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 125mm 2A46M L/51 (Calibre: 125mm - Alcance estimado de 2.5Km a 4.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Argelia
Designação Local:T-72B
Qtd: Máx:300 - Qtd. em serviço:0
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
A Argélia contratou com a Russia em 2006 a modernização de cerca de três centenas de carros de combate T-72 argelinos, que serão convertidos para o padrão T-72B.


Forum de discussão

Desde o inicio do desenvolvimento do T-72 que o principal objetivo era o de produzir um tanque com características tais que permitissem a sua exportação ou produção sob licença em países do pacto de Varsóvia.
As negociações com países do pacto começaram em 1975, com a Polónia e a Checoslovaquia. Os acordos ficaram prontos em 1978 e deram origem ao T-72M.

Na verdade o T-72M, embora fosse uma versão de exportação do T-72A, não tinha equivalente no exército soviético. Ele tinha uma blindagem ligeiramente mais fina e menos eficiente, idêntica à do T-72 original de 1973.

A produção começou em 1980, mas em 1985 as fábricas começaram a modificar o T-72M, para uma versão mais sofisticada e em alguns aspectos superior ao T-72A. Essa versão recebeu a designação de T-72M1.

O T-72M1 modelo 1985 pode por isso ser considerado como uma versão melhorada do T-72A dando ao blindado, um nível de proteção superior, garantindo maior capacidade de sobrevivência perante os novos tanques ocidentais que entraram ao serviço na década de 1980. Ele recebeu por exemplo, os novos desenvolvimentos na blindagem, que foram introduzidos após a análise da nova munição NATO encontrada na guerra do Líbano em 1982 e que conduziram ao T-72B..

O novo tanque com as novas alterações é identificado pelas características bossas na torre. A nova blindagem, tornou o T-72M1 cerca de três toneladas mais pesado, o que levou à necessidade de substituir o grupo motriz por uma versão mais potente do motor V84.
Países como a Polónia e a Checoslováquia venderam as suas versões do tanque por exemplo para o Iraque, onde o T-72M1 foi montado localmente com a adição de sistemas ocidentais no final dos anos 80. A versão iraquiana, que estava entre as mais poderosas ao serviço nos anos 80 ficou conhecida como Assad Babil (Leão da Babilonia).

As restantes mudanças foram menores, como a alteração da posição dos lançadores fumigenos, cuja posição foi passada para a parte posterior da torre. Uma versão mais blindada com blindagem frontal melhorada e blindagem reativa recebeu a designação T-72M2 e o equivalente cognome não oficial de «Super Dolly Parton» no ocidente.

T-72M1
O T-72M1 «Leão da Babilonia» (acima) era a versão melhorada que estava ao serviço no Iraque em 1989, com componentes ópticos ocidentais e sistemas de telemetria a laser. O seu armamento principal no entanto mostrou ser absolutamente ineficaz quando comparado com os ocidentais. Aparentemente a principal deficiência estava na munição completamente ultrapassada utilizada pelos iraquianos, que demonstrou não ser eficiente.
Esta protuberância blindada da torre do T-72M transformou-a na torre mais protegida de todos os tanques russos no inicio da década de 1980, incluindo o T-80.

Em 1982 no entanto, vários T-72 e T-72M sírios foram abatidos tanto por carros de combate Merkava Mk.I como por mísseis anti-tanque. Um total de 19 T-72 foram destruidos por Merkavas e outros 11 foram perdidos para mísseis anti-tanque TOW.

Na Rússia muitos T-72M, foram equipados com o sistema de defesa anti-míssil «Shtora» e com blindagem reactiva adicional. O T-72M1 serviu como referência para o desenvolvimento do T-72S e T-72BM.

É sempre importante ter em consideração que há muitas versões, séries e sub-séries do T-72. Não só as versões «novas» de fábrica, como T-72 de vários modelos que vão sendo modernizados para um padrão mais moderno.

O T-72M1 também serviu de base para o desenvolvimento de vários blindados derivados em vários ex membros do Pacto de Varsóvia.
Carros de combate como o PT-91 ou o M95 Degman, encontram-se entre eles.

Informação genérica:
A família de tanques T-72, foi desenvolvida na União Soviética, e os seus derivados ainda se encontravam em produção em 2010.

O T-72, apareceu como projecto alternativo ao projecto T-64, que foi considerado demasiado caro e complexo.
O T-72 evoluiu por isso paralelamente ao T-64, que por sua vez conduziria ao T-80.

O T-64 apareceu numa parada militar depois do T-72, pelo que ocidente chegou a ser confundido como T-72.

Veículos desta familia foram ou são fabricados não só pela URSS/Rússia como também pela Polonia, India Republica Checa e antiga Jugoslávia.

A versão mais recente do T-72 é conhecida por T-90, produzido na Russia. A India tem em produção viaturas do tipo, e continua a ser promovido um carro de combate fabricado na Croacia, baseado no T-72.

A família T-72, tem muitos componentes comuns com a familia T-64/T80, pois o seu desenvolvimento foi uma tentativa de produzir um carro de combate com características e capacidades idênticas ao T-64/T-80, mas com um custo inferior.

Os carros de combate de origem chinesa da familia Type-80 são parcialmente baseados ou inspirados também no T-72. (notar que Type-80 chinês nada tem a ver com o T-80 de origem soviética)
A base do T-72 também parece ter influenciado tanque indiano Arjun.


Como versão mais barata do T-64, o T-72 é menos sofisticado e possuiu um sistema de suspensão mais antiquado. A qualidade da blindagem também era inferior.
Nos primeiros recontros com carros ocidentais o T-72 demonstrou ser relativamente inferior. O armamento de 125mm também demonstrou ser de pouca qualidade, embora haja relatos que afirmam que a fraca performance se deveu à má qualidade da munição e não necessariamente do armamento principal.

O T-72 apresentou vários problemas desde o inicio, que eram no entanto esperados pelas autoridades soviéticas, que consideravam que a grande vantagem do T-72 seria o facto de ter sempre superioridade numérica.

Por isso, muitos dos problemas de conceito e projecto nunca foram resolvidos por se considerar ser economicamente inviável.

De entre os problemas mais evidentes dos carros de combate da família T-72, destaca-se a fraca blindagem e erros de concepção básicos, que resultaram das opções tomadas pelos projectistas russos.

O mais grave de todos foi o da escolha de munição com carga separada, para facilitar a acomodação das munições.
Isto levou a que a carga propelante, que está numa embalagem de cartão, ficasse relativamente desprotegida.
Quando uma carga é acidentalmente atingida ou quando há um incendio mesmo que pequeno numa parte vital da viatura, ocorre normalmente uma sucessão catastrófica de explosões.
Em muitos casos a munição explode fazendo «voar» a torre. Na imagem um M-84, versão Jugoslava do T-72 destruido na guerra na antiga Jugoslávia. O problema começou apenas a ser considerado na última versão do carro de combate T-90S, após criticas por parte dos generais russos, que acusaram esta família de tanques de ser pouco mais que uma ratoeira sobre rodas.

Outro problema sem solução, reside no reduzido espaço interno dentro do tanque, que reduz a eficiencia da guarnição após duas ou três horas.
O problema do espaço interno é tão grave, que os militares não podem ter mais de 1.75m de altura.

A baixa altura da torre, também impede o veículo de baixar o armamento principal quando passa por cima de uma elevação, ou quanto se esconde por detrás de uma elevação.

A reduzida dimensão da torre, também torna inviável a inclusão de novos equipamentos e sistemas. Exemplo disso é o T-90MS, que está coberto de sistemas adicionais sobre a torre, tornando-o mais alto que um Abrams americano.



São vários os modelos e derivações de veículos da família T-72, de entre esses destacam-se:

T-72 - Veículo original, derivado do T-64A com novo sistema de transmissão e sistemas ópticos mais antigos.

T-72M - Versão do T-72 original com blindagem cerâmica mais resistente e telemetro laser.

T-72A - Versão do T-72 modernizada e equivalente ao T-72M, só que constituida essencialmente por viaturas T-72 modernizadas.

T-72M1 - Também conhecido como «Dolly Parton» caracteriza-se pela torre com protuberâncias frontais, destinadas a dar maior protecção. Esta versão, deu origem ao T-72M2 conhecido como «Super Dolly Parton», que se caracteriza por em cima do reforço adicional, ter recebido blindagem reactiva.

T-72B - Idêntico ao T-72A, mas com um novo sistema de carregamento automático da arma principal, que permite maior cadência de fogo.

T-72M2 - Também conhecido como «Super Dolly Parton», acrescentou à blindagem adicional, componentes cerâmicos e possibilidade de receber blindagem reactiva.

T-72S - Versão de exportação equivalente ao T-72M2, tem um motor mais potente e uma suspensão melhorada.

T-72BM Versão do T-72B, com os novos sistemas de tiro, novo carregador automático e com blindagem reactiva adicional.

T-90 A mais recente versão desta família de carros de combate, é em tudo idêntica às versões modernizadas T-72S, embora normalmente os T-72S sejam veículos modernizados.
O T-90 é um veículo novo, em que a torre está desenhada de forma a incluir os sistemas electrónicos e óptidos de tiro. A torre é idêntica à do T-80 e aA versão e exportação é copnhecida como T-90S.

T-90M - Versão modernizada do T-90 apresentada em 2011, introduziu uma torreta completamente nova, que separa pela primeira vez o compartimento das cargas explosivas do compartimento da guarnição.