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Veículo Blindado Transporte Pessoal



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Guarani 6x6 APC
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Guarani 6x6 APC
Veículo Blindado Transporte Pessoal (IVECO)
Guarani 6x6 APC

Projeto: IVECO
Italia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.91
n/disponivel
2.7m
2.34M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
14.5t
18.3t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
IVECO Powertrain C9
375cv
105 Km/h
0 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Seis rodas motrizes
N/disponível
600Km
3+8
60º
30º
Anfíbio
1.3M
0.5M

Armamento básico
- 1 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7mm - Alcance estimado de 1.5Km a 2.4Km)
Sistema de radar auxiliar:


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Esta é a versão base da viatura blindada brasileira oficialmente designada «Guarani» .
Embora seja fabricado pela empresa IVECO, trata-se de uma viatura produzida nas fábricas brasileiras daquela empresa conforme as necessidades operacionais das forças armadas brasileiras, que pretendiam um substituto para a viatura URUTU, desenvolvida e fabricada no Brasil a partir dos anos 70 pela entretanto extinta ENGESA.

A comparação da primeira versão base do Guarani com a versão básica do Urutu é inevitável.
Assim, o novo veículo é bastante maior, com um comprimento 80cm maior. A largura do Guarani ultrapassa ligeiramente a do Urutu, principalmente porque a viatura tem capacidade para receber blindagem modular, cuja espessura altera a largura máxima do veículo.

O peso do Guarani, que é estimado em 14,500kg coloca-o bastante à frente dos 11,000kg do Urutu básico. A motorização é por isso bastante mais potente (375cv do Guarani contra 260cv do Urutu) e o peso máximo do Guarani pode atingir os 18,300kg.

Ainda que com maiores dimensões, maior peso e motorização mais potente, o Guarani não transporta mais militares que o Urutu. Isto implica que os militares brasileiros optaram por uma viatura que poderá transportar mais material adicional, militares com mais carga individual, o que se tornou comum especialmente nos últimos conflitos. A dimensão do Urutu nunca foi um dos seus aspectos mais positivos.

Embora tenha sido apresentado com uma torreta equipada com um canhão de 30mm, a versão base do Guarani deverá ser fornecida com armamento básico, nomeadamente uma metralhadora pesada de meia polegada (12,7mm). Esta versão é a mais adequada para operações de policiamento, segurança básica e transporte.

A viatura pode atravessar lagos, baixando um painel deflector das ondas que se encontra dobrado. O motor encontra-se à frente do lado esquerdo e o principal acesso faz-se por uma grande porta traseira que também serve de rampa de acesso. Foi removida a porta lateral que existia no Urutu e os militares brasileiros também optaram por abandonar os orificios laterais para disparar. Estes orificios ou seteiras eram de qualquer forma dificeis de compatibilizar com os modulos de blindagem que são aparafusados à cobertura base do veículo.

A não existência de seteiras e portas adicionais é também comum numa viatura que terá capacidade NBC (actuação em ambientes de guerra nuclear biológica ou química).

Em termos gerais o Guarani compara-se com viaturas que nas suas versões básicas aparentam ter características equivalentes, como o Piranha III, o Pandur II. Também se poderia comparar ao «Arma» da OTOKAR turca, embora este último disponha de seteiras laterais, o que demonstra diferentes objectivos em termos de doutrina de operação.

Abaixo o IVECO Guarani com uma torre Elbit operada por controlo remoto.


Informação genérica:
Guarani é o nome escolhido pelos brasileiros para designar a nova viatura sobre rodas que vai substituir a família de viaturas 6x6 Urutu e derivados, entre os quais se encontra a viatura de reconhecimento Cascavel.

O URUTU transformou-se desde os anos 80 num símbolo da industria militar brasileira, que conseguiu tomar posições importantes no mercado internacional de armamentos durante a fase final da guerra fria, quando vários países do mundo pretendiam manter independência de fornecimentos por parte dos Estados Unidos e da União Soviética e respectiva rede de aliados.

O URUTU e o Cascavel eram parcialmente baseados no veículo norte-americano M-8 que foi utilizado pelo exército brasileiro durante a campanha na Italia entre 1944 e 1945.

A nova viatura terá no entanto origens bastantes diferentes, ainda que a Itália continue no processo.
A empresa italiana IVECO, parte do grupo FIAT que dispõe no Brasil de uma considerável estrutura industrial desenhou o novo «Guarani» em colaboração com os militares brasileiros que apresentaram as suas especificações e exigências.

Embora se trate de uma viatura diferente e com diferentes características o Guarani aparenta alguma identidade de família com os veículos do tipo SuperAV da própria IVECO na Itália.

Tal como ocorreu com a viatura URUTU, o novo Guarani também vai ficar disponível em várias versões, desde a versão base à versão armada com uma peça de maior calibre (em principio 90mm), passando por viaturas de combate de infantaria armadas com canhão de 30mm, viatura ambulância, engenharia, apoio de fogo porta-morteiro ou viatura de recuperação.

No total as forças armadas brasileiras representam um mercado potencial de até 2,000 viaturas da família, juntando todos os modelos e variantes para serem encomendadas num período de uma década.

Se a versão base foi apresentada na configuração 6x6, existem planos para uma versão mais longa com tracção total a oito rodas.

Para já a versão básica deverá ser anfíbia, mesmo com a colocação de placas adicionais de blindagem modular, que são neste momento comuns nos veículos do tipo.

O Guarani não será excepção e contará também com a possibilidade de aplicação de diferentes tipos de blindagem. Esta blindagem e o seu peso condicionam naturalmente a flutuabilidade. Não são conhecidas para já características mais especificas que permitam concluir até que ponto a versão base na configuração 6x6 é anfíbia, mas é previsível que viaturas mais equipadas sejam mais pesadas e percam por isso a flutuabilidade.

Versões

Existem planos para o desenvolvimento de várias versões derivadas.
A maioria deverá ser fornecida na configuração 6x6.

A versão base, deverá estar apenas equipada com uma metralhadora pesada ou lança-granadas.

A versão de combate de infantaria deverá receber uma torre com comando remoto armada com canhão de 30mm.

Mais complexa é a questão da viatura de reconhecimento que deverá substituir o actual Cascavel. A preferência dos militares brasileiros aparenta ir para uma viatura com oito rodas motrizes, equipada com uma torreta armada com peça de 90mm. Este tipo de armamento, que facilita a gestão logística, também permite ao Guarani carregar maior quantidade de munição, permitindo maior autonomia, o que é de importância primordial num país como o Brasil. O menor peso também deverá facilitar o transporte aéreo.

Depois há várias versões adicionais que completam a gama.

Haverá uma ou duas versões equipadas com morteiro, para apoio de fogo às forças de infantaria motorizadas, uma versão viatura de comando, que deverá ter um compartimento traseiro mais alto, uma viatura oficina, uma viatura de recuperação e uma versão ambulância.

É provavel que venha a ser estudada uma versão equipada com sistemas de defesa anti-aérea.



Embora nada tenha transparecido sobre o assunto, parece evidente que a IVECO estará de olho no mercado sul americano, onde estão ao serviço algumas centenas de viaturas da Engesa, tanto Urutu quanto Cascavel e que poderão ser substituídas a médio prazo.

O principal problema em termos de mercado é a cada vez maior concorrência da China, que apresenta no mercado viaturas equivalentes a preços de difícil concorrência.