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Viatura táctica Ligeira



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DUKW 353
Viatura táctica Ligeira (General Motors)
DUKW 353

Projeto: General Motors
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
9.45
n/disponivel
2.51m
2.69M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
6.78t
9.54t
2760Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Hercules JXD 270 / 6 cyl.
0cv
80 Km/h
11 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Seis rodas motrizes
151 Litros
385Km
1
Anfíbio
0M
0M

Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

DUKW, também conhecido como «Duck» ou Pato em inglês, foi um dos veículos mais curiosos e provavelmente úteis da II guerra mundial, utilizado em grande numero de teatros de operações tanto na Europa como no Pacífico.

Ainda que muitas vezes ele seja comparado a uma lancha de desembarque ou a um navio com rodas destinado a desembarcar forças combatentes nas praias, o DUKW tinha uma função muito mais «pacífica».
Na realidade a sua utilização estava limitada a uma fase secundária das operações, quando as tropas já tivessem desembarcado e fosse necessário alargar a área tomada ao inimigo, quando não existem portos marítimos que possam ser utilizados para descarregar mercadorias.

É nesta altura crucial, que o DUKW se tornava de uma importância extrema, porque ele podia receber carga dos navios ancorados ao largo, navegar até à praia, e depois viajar vários quilómetros terra adentro até onde estivessem as linhas, para deixar a sua carga e voltar rapidamente para trás para receber um novo carregamento.

A rapidez com que os aliados em 1944 conseguiram reabastecer as suas forças, mesmo quando estas já combatiam a várias dezenas de quilómetros das praias, foi decisiva para a consolidação das posições aliadas e da sua vitória sobre os alemães.

Inicio do projeto

A necessidade de meios anfíbios para apoio de desembarque tinha sido estudada por todas as principais forças militares desde que a motorização se tornou norma, durante os anos 30 do século XX. No entanto, nos Estados Unidos (com noutros países) os militares estavam duvidosos sobre a vantagem desse tipo de sistemas de apoio.
Os desenvolvimentos da guerra na Europa, levaram a que o processo fosse apressado. Inicialmente a criação de uma viatura anfíbia sofreu vários reveses. Pensava-se que a plataforma base para essa viatura deveria ser o JEEP e até 1942 os estudos realizados centravam-se na utilização daquela plataforma.
A utilização do camião 6x6 Jimmie só foi considerada no inicio de 1942, já os Estados Unidos estavam envolvidos na guerra, mas o desenvolvimento foi de uma rapidez fulminante. A autorização para construir um protótipo foi dada em 15 de Abril de 1942. A construção do protótipo demorou 43 dias. A autorização para a produção foi dada 15 dias depois dos testes com uma encomenda de 2,000 unidades. As encomendas foram colocadas pouco mais de 60 dias depois da autorização para produzir o protótipo [1].

O modelo 6x6 da General Motors foi definitivamente escolhido como plataforma base e em 1943 foram produzidos 4,508 exemplares, parte dos quais foram enviados para o mediterrâneo onde participaram das operações de desembarque na Sicília e na peninsula italiana.
Em 1944 a fábrica entregou 11,316 exemplares. Em 1945 foram entregues mais 5,423 exemplares.
Não obstante, a primeira acção operacional do DUKW ocorreu no Pacífico em Março de 1943 na Nova Caledónia.

O DUKW 353, é na prática o camião 6x6 Jimmie da General Motors com uma roupagem nova. Na prática, foi construido um barco em volta do chassis do camião, garantindo-lhe flutuabilidade e ao mesmo tempo tracção nas suas seis rodas e capacidade para navegar a uma velocidade de seis nós. O veículo pode transportar cerca de 2,500kg e a carga pode ter um volume de até 10,9 metros cúbicos. O DUKW pode receber uma metralhadora pesada 12,7mm.
Como no camião da General Motors o motor está colocado à frente. Além da tracção às rodas, há ainda uma tracção adicional a uma helice colocada à ré e que permite atingir a velocidade de 6 nós.

O DUKW transformou-se num veículo imprescindivel para os miltares norte-americanos e aliados durante a II guerra mundial e a sua utilização tornou-se tão comum que vários países desenvolveram versões equivalentes.
A utilização desta forma de apoio anfíbio tornou-se tão comum que quando o DUKW chegou ao fim da sua vida útil, ele foi substituido por um novo modelo.


Notas:

A viatura podia transportar 5,000kg ou 50 homens sobre a água mas apenas 2,760kg ou 25 homens em terra.

Os soviéticos produziram um veículo com características semelhantes chamado BAV-485, construido em cima do chassis do ZIL-151 (o derivado soviético do camião 6x6 Jimmie)

[1] – Reza a lenda que o exército dos Estados Unidos foi influenciado pelo facto de durante os testes, ter ocorrido um acidente no mar na área onde se fazia a avaliação das viaturas. As lanchas de salvamento da guarda costeira não conseguiram atingir os náufragos. Terá sido um prototipo do DUKW que entrou na água, salvou os náufragos e trouxe-os directamente para a praia.

Informação genérica:
O camião básico de duas toneladas e meia, foi um dos mais importantes equipamentos que facilitou a vitória dos aliados sobre a Alemanha e os países do eixo durante a II guerra mundial.

A sua origem esteve um programa de motorização das forças armadas norte-americanas, que previa a utilização do maior número possível de componentes comuns em todos os veículos das forças militares, de forma a reduzir os problemas com a logística.
Esse programa americano seria aliás copiado pelos alemães ainda na primeira metade dos anos 30, para o adaptarem às suas próprias necessidades de motorização.

O plano americano seria cancelado em 1934, por causa de desentendimentos entre os militares mas as consequências acabaram por ser muito graves pois logo em 1935 já havia ao serviço 360 tipos diferentes de veículos, que exigiam que o exército tivesse em stock mais de 1,000,000 (um milhão) de diferentes peças de reposição.

Só quando a logística de manutenção se tornou uma dor de cabeça impossível de resolver é que os militares americanos reconheceram o erro e começaram a tentar remediar a situação.
Ficou estabelecido que haveria apenas cinco tipos diferentes de veículos, designados pela sua capacidade de carga:
As cinco categorias eram: 500kg (1/2 t); 1500kg (1 1/5t); 2500kg(2 1/5t); 4000kg (4t) e 7500kg (7 1/2t).

A invasão da Polónia em Setembro de 1939 e a queda da França em Junho, levou a que fosse dada urgência máxima ao programa. Em Junho de 1940 já haviam sido escolhidos o Dodge 1,5t, General Motors 2 1/2t e o Mack de 6t.

As encomendas à industria sucederam-se com uma grande rapidez. Quando a França caiu em Junho a América possuía 30,000 camiões militares mas ainda antes do fim do ano esse numero tinha já duplicado.

2,5t : O mais produzido de todos

De todos os modelos produzidos, aquele que atingiu números mais significativos foi o camião de 2500kg, que quando o conflito terminou contava com 812,216 unidades fabricadas.

Os primeiros modelos do tipo foram entregues em Janeiro de 1941, por uma subsidiária da General Motors, a Yellow Truck Co. Mas a reduzida capacidade da empresa levou a que fosse necessário colocar encomendas a outras fábricas. A primeira destas foi a Studebaker, que começou a fabricar a sua versão do modelo no final de 1941.

Os Studebaker, com um motor Hercules, eram no entanto ligeiramente diferentes, pelo que a maioria foi destinada ao programa de ajuda militar a países aliados e a União Soviética.

A REO e a International Harvester também estiveram envolvidas na produção destas viaturas, com os REO normalmente a serem considerados os melhores de entre todos os modelos 2,5t/6x6.


General motors - CCKW-353 562,750 exemplares :


Studebaker US6 - 197,000 exemplares:


REO 22,000 exemplares:


International Harvester M-5H-6 : 15,000


ZIS-151 - produção soviética do pós guerra.
Jiefang CA-30 - Versão chinesa virtualmente idêntica.