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Carro de combate médio



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Vickers Mk.1 / Vijayanta
Carro de combate médio

 

Vickers Mk.1 / Vijayanta
Carro de combate médio (Vickers Defence)
Vickers Mk.1 / Vijayanta

Projeto: Vickers Defence
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.56
9.79m
3.17m
2.48M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
36t
39t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Leyland L60
535cv
50 Km/h
0 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1000 Litros
530Km
4
60º
30º
1.1M
3M
0.83M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Quando os indianos decidiram desenvolver a sua própria industria de blindados, procuraram uma solução na Europa. Contactaram alemães, franceses e britânicos e estes últimos foram escolhidos, por terem proposto um tanque que compartia alguns componentes com o mais antigo Centurion, que já estava ao serviço no exército da India.

O Vijayanta, pela sua blindagem e poder de fogo é superior ao carro de combate T-55 e grosso modo equivalente ao T-62 soviético.
Ele tem no entanto uma característica curiosa que o separa dos outros veículos ocidentais:
Ele foi feito propositadamente para poder ser operado por forças pouco sofisticadas e com poucos recursos para proceder à manutenção.
Em grande medida pode-se quase dizer que o Mk-I seguiu os conceitos soviéticos, de um tanque facil de produzir, facil de manter, ainda que inferior no combate «um para um».

O Vijayanta começou a sair da fábrica indiana em 1965 e manteve-se em produção até 1983, altura em que tinham sido produzidos 2,187 exemplares, a que se juntam mais 90 que foram produzidos na Grã Bretanha mas montados na India.
No entanto, a fábrica de Avadi, que produzia a versão indiana da viatura continuou a produzir peças de reposição até 1990.

Concebido para ser um carro de combate simples e pouco sofisticado, o Mk.I começou a mostrar as suas deficiências logo no final dos anos 70.
Os carros de combate soviéticos T-72 eram-lhe claramente superiores. Como a India tinha um carro de combate menos sofisticado, o T-55, foi feita uma tentativa para desenvolver um programa de modernização do Vickers Mk.I, transformando-o num carro mais moderno. Vários exemplares foram objecto de modificações que foram apresentadas para análise dos militares indianos.
Várias modificações foram propostas, entre as quais um aumento na protecção do carro de combate, cuja fraca blindagem sempre fora um ponto fraco. O aumento da blindagem teria que ser compensado com a substituição do motor Leyland pelo mesmo motor instalado nos T-72 soviéticos.

No entanto nenhuma das modificações apresentadas demonstrou viabilidade. Do ponto de vista técnico houve problemas que nunca foram resolvidos e uma solução prática que funcionasse implicava custos demasiado elevados.
Quando acabaram os stocks de peças, os Vijayanta foram retirados de serviço. O último veículo foi retirado em 1999.

Informação genérica:
Quando o projecto do tanque pesado britânico Chieftain foi aprovado pelo exército britânico, a Vickers rapidamente se apercebeu de que dificilmente uma viatura pesada e tão cara poderia ter sucesso no mercado de exportação.

Como consequência os engenheiros da empresa receberam ordem para desenvolver um carro de combate que a Vickers pudesse comercializar para exportação. O Vickers Mk.I não teve nenhuma especificação de nenhum exército como base e foi desenvolvido como projecto de iniciativa privada.
As antigas colonias britânicas na África e a India eram potênciais clientes para o veículo.

Foram utilizados muitos componentes do Chieftain, mas a blindagem do novo carro de combate era porém bastante inferior. Isso também permitia reduzir o custo final. Com um peso máximo na ordem das 40t o cVickers Mark.1 como ficou conhecido, era bastante menos pesado que o Chieftain, que chegava às 56t.

Outra diferença muito significativa consistia na instalação do canhão L7 de 105mm, um padrão que se tornara standard nos países ocidentais, embor a Grã Bretanha tenha optado por passar a instalar armamento principal mais poderoso nos seus tanques (os britânicos instalaram canhões de 120mm nos seus tanques desde os anos 60).

Grosso modo, podemos considerar que o Vickers Mk.I é equivalente ao carro de combate T-62 soviético.

No inicio dos anos 60, as autoridades indianas visitaram alguns países europeus com o objectivo de encontrar um modelo de carro de combate que interessasse ao exército indiano e que pudesse ser fabricado no país.

A Vickers apresentou uma proposta tentadora que passava pelo apoio à instalação de uma fábrica de produção de tanques em Avadi na India.

A proposta foi aceite e o carro de combate Vickers Mk.1 foi baptizado Vijayanta na India, tendo começado a ser produzido em 1965.

A Vickers continuou o desenvolvimento do blindado, tendo trabalhado na versão Mk.2 mas esta versão nunca atingiu a fase de produção.

No final dos anos 70 foi desenvolvido o Vickers Mk.3, que contava com um novo motor e uma torre redesenhada, constituida por uma peça fundida, mais resistente.
Esta versão foi vendida para países africanos.

Também foi desenvolvida uma versão equipada com uma torre anti-aérea de 35mm e outra versão de artilharia autopropulsada com canhão de 155mm. Nenhuma destas duas versões chegou ao estágio de produção.