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Carro de combate pesado



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Leopard-2 A7+
Carro de combate pesado (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-2 A7+

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.9
10.98m
3.8m
3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
63t
68t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB-873 12cyl multifuel
1500cv
68 Km/h
52 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1200 Litros
550Km
4
60º
30º
1M
2.8M
1.1M

Armamento básico
- 1 x 120mm L/55 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 3Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Lançada em 2010 a versão A7 do carro de combate alemão Leopard-2, apresenta-se como uma modernização para viaturas blindadas de modelos anteriores (Leopard-2 A4 e Leopard-2 A5), mas pode também ser fornecida como viatura blindada nova.

Em termos muito gerais, podemos considerar o Leopard-2 A7 como uma modernização ao nível de blindagem, protecção e electrónica mais que um aumento do poder de fogo do veículo.
Com efeito, a KMW refere a viatura como Leopard-2 A7, independentemente do armamento principal de 120mm, trate-se da versão mais antiga de canhão mais curto (L44) ou da versão mais recente e bastante mais poderosa utilizada pelo Leopard-2 A6 (L55).

De entre as características que distinguem o Lopard-2 A7 dos mdelos anteriores, está o aumento de capacidade para combate em zonas urbanas, que parece ser o principal objectivo dos engenheiros do fabricante alemão.

Foi dada especial importância à aplicação da mais recente blindagem, e protecção. O principal objectivo foi o de garantir a protecção da viatura em ambiente de guerra urbana, onde é necessária a protecção contra armas anti-tanque disparadas a distâncias curtas.
O veículo está preparado para se defender, utilizando um sistema de protecção activa completamente automático, que detecta quando o tanque está a ser alvo de uma mira inimiga. A reação é automática, e demora três décimas de segundo. É disparado um pequeno projectil automáticamente na direcção da ameaça identificada, que provoca uma explosão a 10 metros do veículo. A guarnição do veículo também é avisada, podendo efectuar acções evasivas.

A inclusão de uma lâmina na frente do tanque também está prevista. Este acessório é especialmente útil em combate urbano. Também para combate urbano, é provavelmente preferida a arma principal de cano mais curto, que é menos poderosa, mas que em ambiente urbano facilitará a rotação da torre.

Todos os desenvolvimentos nesta área acabaram por dar ao Leopard-2 A7 uma capacidade muito maior no que respeita ao combate contra outros tanques.
A protecção contra armas anti-tanque também serve como protecção contra preojecteis de 125mm, um calibre relativamente comum e utilizado por carros de combate russos e chineses.

A versão destinada à guerra convencional, designada «Leopard-2 A7 +» será a que deverá estar equipada com a arma mais longa de 120mm L55, que é bastante mais poderosa e pode engajar qualquer carro de combate do mundo a uma distância segura.

É esta versão, especialmente preparada com blindagem superior e armamento L55 que a Arábia Saudita está interessada em adquirir em 2011.



O Leopard-2 A7 contra os outros.

Naturalmente que os carros de combate de origem sovética, sempre foram o principal opositor do Leopard e os seus desenvolvimentos estiveram sempre intimamente ligados ao desenvolvimento dos carros russos.

Após a queda da URSS, os engenheiros alemães verificaram que a potência de fogo do canhão de 125mm dos carros soviéticos mais recentes, era capaz de perfurar a blindagem do Leopard-2A4.
Por essa razão, foi desenvolvida uma nova blindagem em cunha introduzida com o Leopard-2A5 e um novo armamento principal, que permitia ao Leopard disparar de uma distância maior (Leopard-2A6).

No entanto, os carros russos continuavam a ter um meio de atingir o Leopard, utilizando os mísseis anti-tanque que podem ser disparados dos canos de 125mm do T-90.
Mas esta última possibilidade parece estar agora muito limitada.
O desenvolvimento das versões do Leopard-2A7, para luta urbana, permitiram a introdução de sistemas destinados a lutar contra os mísseis anti-tanque em ambiente urbano.

Estes sistemas são incorporados na versão Leopard-2A7 com canhão longo L55, para combate convencional contra outros tanques.
Os novos desenvolvimentos tecnológicos permitem ao Leopard-2A7 defender-se também dos mísseis anti-tanque russos, tornando o Leopard-2A6 virtualmente imbatível.

Esta superioridade táctica do Leopard-2A7, estende-se também ao carro de combate norte-americano Abrams M1A2. O Abrams, tem uma blindagem eficiente, mas o seu armamento principal, é um derivado do L44 alemão.

Numa comparação de um para um, um Leopard-2A7 armado com o canhão L55 de 120mm tem por isso vantagem táctica sobre o Abrams.
Este último veículo tem no entanto a vantagem da sua ligação com sistemas de gestão de dados de combate normalmente considerados mais eficientes que os europeus. Como arma integrada o Abrams continua a ser dificil de bater.

Por causa do possível negócio com a Arábia Saudita, também é importante a comparação do A7 com o Merkava-IV de Israel, que utiliza o mesmo armamento do Abrams e que portanto pode ser atingido por um Leopard-2A7, antes de poder disparar contra ele.

Desgaste da arma principal
Um dos principais problemas do Leopard-2 equipado com a peça longa de 55 calibres, é o enorme desgaste da peça, que é submetida a pressões enormes, para conseguir superiorizar-se a todos os outros armamentos do tipo.
A KMW desenvolveu sistemas de treino para as guarnições dos tanques, para garantir a operacionalidade, mas ao mesmo tempo evitar o desgaste extremo do cano.

Acima, simulador do Leopard-2: Forma de evitar o desgaste do cano, simulando o ambiente de combate.

Informação genérica:
Familia de carros de combate alemã, com origem nos anos 60, que aparece para complementar e posteriormente substituir o Leopard-1.

A família Leopard-2 é o resultado de estudos efectuados por empresas americanas e alemãs para o fabrico de um carro de combate conjunto, que pudesse garantir uma superioridade tecnologica e um poder de fogo tal, que permitisse equilibrar a enorme vantagem numérica que os países do Pacto de Varsóvia detinham sobre a NATO.

Mas americanos e alemães não se entenderam em vários aspectos.
De entre as diferenças que encontraram, é de realçar que os americanos pretendiam incorporar um motor a turbina, enquanto que os alemães pretendiam motores a diesel.

Leopard 1 V Chile
Na imagem acima, um dos dois protótipos do Leopard. Notar a diferença na parte frontal do veículo.


A preferência americana, não tinha em consideração os custos de combustivel, resultado da grande capacidade logística norte-americana e do seu acesso a grandes quantidades de combustível.

A contrapartida era a durabilidade e fiabilidade da turbina, que possuia um número mínimo de partes móveis

As divergências acabaram em separação e o projecto não teve continuação. Cada país acabou por desenvolver o seu próprio tanque. Os americanos desenvolveram o Abrahams e os alemães o Leopard-2.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, um dos primeiros Leopard-2 de produção.


Logo que apareceu, o Leopard-2 arrebatou o título de mais pesado carro de combate europeu, ultrapassando mesmo o britânico Chieftain.

380 Leopard 2 versão base, começaram a ser produzidos em 1979, tendo o último sido entregue em 1982.

Leopard-2 A1
O segundo (480 exemplares) e o terceiro lote (300 veículos), produzidos entre 1982 e 1984 receberam algumas alterações adicionais e passaram a ser conhecidos como Leopard-2A1.
O 2A1, tinha visão térmica para o condutor do veículo, tornando possível o combate nocturno.

Leopard-2 A2
As viaturas do lote inicial, que tinha sido produzido entre 1979 e 1983 foram modificadas para o padrão A1, mas ficaram conhecidas como Leopard-2 A2.

Leopard-2 A3
A versão que ficou conhecida como «A3» é viertualmente idêntica à versão A1 e corresponde ao quarto lote de Leopard-2 (300 veículos), que foram produzidos entre 1984 e 1985. Difere das versões anteriores em pormenores de pouca importaância, como os rádios.

Leopard-2 A4
Ainda em meados da década de 1980, ainda não tinham saído de fábrica os últimos Leopard-2 A3 e já se preparava a versão seguinte, que ao contrário das anteriores incorporava modificações bastante importantes.

De entre essas modificações destaca-se o sistema automático de combate a incendios e um sistema completamente digital de gestão de tido. A blindagem também foi reforçada com elementos de titanio e tungsténio.

O Leopard-2A4 transformou-se a partir de 1985 e até 1992, na versão de produção standard do veículo.
Vários países adquiriram o carro de combate aos alemães e a Holanda fabricou localmente mais de 400 unidades para o seu exército.

Quando a produção dos Leopard-2 A4 e a actualização dos veículos mais antigos terminou, também tinha terminado a guerra fria.

Por essa razão, a Alemanha e a Holanda, começaram a vender e a retirar de serviço muitos dos seus carros de combate.

Leopard-2 A5
Ainda que com muitos carros da versão A4 em stock, os operadores do veículo optaram por continuar a moderniza-lo.
As laterais em angulo reto do Leopard-2A4 mostraram ser um dos seus pontos fracos, quando se testaram as armas soviéticas de 125mm dos taques T-80 e T-72 modernizados.

Leopard 2A5
Na imagem acima, o Leopard-2A5


A resposta, foi a introdução de perfis de torre em cunha, que permitem distinguir os Leopard-2 A5 dos modelos anteriores.

A Alemanha e a Holanda converteram os carros da versão A4 para o padrão A5, embora tenham deixado vários A4 na reserva, que posteriormente foram vendidos.

Leopard-2A6
A versão A6 do Leopard, incorporou a modificação mais importante desde que o Leopard-2 foi lançado.
Essa modificação consistiu na incorporação de uma arma principal nova.
Embora o calibre se tenha mantido, o cano é mais longo e a velocidade do disparo é superior.
Leopard 2A6
Na imagem acima, o Leopard-2A6: Ele é praticamente idêntico em quase tudo à versão A5, mas o armamento principal é claramente mais longo, o que implica superior poder de fogo, maior precisão e também maior desgaste do armamento principal.

Esta modificação transformou o Leopard-2 no mais poderoso carro de combate do mundo em termos de poder de fogo.

A Holanda e a Alemanha converteram os seus Leopard-2A5 para a versão A6.
A Holanda vendeu alguns dos seus A6 a Portugal e ao Canadá, enquanto que a Espanha produzia a sua própria versão do modelo A6, mantendo embora a versão A4 em operação.

Leopard-2 PSO
O Leopard 2 PSO é uma versão do Leopard, dedicada a operações de manutenção de paz.
Tanto esta versão como algumas versões mais ou menos equivalentes foram desenvolvidas pelas forças que possuiam o Leopard-2A4.

Leopard 1 V Chile
Na imagem, em primeiro plano o Leopard-2A6, com canhão longo L55. Em segundo plano o Leopard-2 PSO, baseado no Leopard-2A5. Notar o canhão L44 mais curto


Vários Leopard-2 A4 foram sendo modernizados ao nível da electrónica e da blindagem, sem incluir as características do Leopard-2 A5 e o novo canhão do Leopard-2 A6

Leopard-2 A7
O Leopard-2 A7 aparece como uma soma dos carros de combate Leopard 2A4 modificados e dos Leopard-2 A6 com armamento mais poderoso.

Existem duas versões:
Leopard-2A7 : Versão dedicada a combate urbano e que utiliza o canhão mais curto L44
Leopard-2A7 «plus» : Na prática uma modernização do Leopard-2A6, mantendo o canhão longo L55 e incorporando nova blindagem desenvolvida para combate urbano e operações de manutanção de paz.