Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Carro de combate médio



Veículos idênticos ou relacionados:


T-72 / T-72A
Carro de combate médio

T-72M1
Carro de combate médio

M-95 «Degman»
Carro de combate médio

T-72B
Carro de combate médio

PT-91 «Twardy»
Carro de combate médio

T-90 / T-90S
Carro de combate médio

M-84
Carro de combate médio

T-72M2 «Moderna II»
Carro de combate médio

T-90M / MS
Carro de combate médio

 

T-90M / MS
Carro de combate médio (Uralvagonzavod)
T-90M / MS

Projeto: Uralvagonzavod
Russia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.86
9.53m
3.78m
2.22M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
46.5t
49.8t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-99
1200cv
65 Km/h
50 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
0Km
3
60º
40º
1.8M
2.8M
0.85M

Armamento básico
- 1 x 125mm 2A82 (Calibre: 125mm - Alcance estimado de 2.8Km a 4.6Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O carro de combate médio T-90MS é a versão modernizada do tanque T-72 para a segunda década do século XXI.

O T-90MS é essencialmente um T-72 modernizado (como o é o T-90), equipado com sistemas electrónicos mais recentes, um novo sistema de estabilização do armamento principal e acima de tudo um sistema de carregamento automático da arma com ligeiras modificações, transportando 30 munições no sistema de carga mais 20 na torre.

A característica que mais distingue o T-90MS, é que pela primeira vez os responsáveis russos afirmam ter respondido ao velho problema que se conhece desde os anos 70, quando os carros de combate T-72 começaram a defrontar viaturas ocidentais.
O armazenamendo das cargas propelentes de forma não protegida dentro da torre, faz com que em caso de incendio as mesmas explodissem com grande facilidade. A explosão das cargas resulta na expulsão da torre, algo que se tornou comum nos recontros contra carros ocidentais.

Este problema, que resulta da opção pelo armamento de 125mm, afecta as viaturas deste a introdução do T-64. O problema é conhecido desde que a viatura entrou em combate e nunca foi resolvido. O T-90MS aparece como o primeiro veículo da família em que se pretende resolver o problema.
Há aparentemente uma nova forma de armazenamento das cargas, que impede a sua explosão em cadeia para dentro do compartimento.

No entanto, as modificações no sistema de carregamento, implicaram uma modificação no perfil traseiro da torre, que é agora angular e tem menor performance balística, ainda que grande parte do perfil da torre seja resultado da colocação exterior de módulos de blindagem.

A utilização deste tipo de solução de blindagem, indica que na essencia a viatura continua a ter o mesmo tipo de blindagem frontal, relativamente deficiente quando comparada a viaturas blindadas ocidentais.
Sabe-se que as autoridades militares russas têm tentado obter tecnologia ocidental no campo da blindagem.

Às modificações exteriores não corresponde nenhuma alteração radical no interior do T-90MS, que continua a sofrer do mesmo problema dos carros de combate da família T-72. Para reduzir a silhueta do veículo, as dimensões interiores forma reduzidas ao mínimi e os militares dentro do veículo têm dificuldade em mover-se, o que afecta segundo estes a operacionalidade e eficiência do veículo.


Blindagem
Pensado para produção em massa, em grande quantidade e com uma esperança de vida curta, o T-72 nunca foi um carro de combate muito protegido e a sua blindagem foi sempre o seu ponto fraco. Prova disso foram os constantes aumentos na espessura da blindagem e a aplicação de módulos de blindagem reactiva.
No T-90MS foi introduzida mais uma variação dos módulos russos de blindagem reactiva explosiva, agora rebaptizados «Kaktus». A diferença é mínima, com a excepção de a blindagem Kaktus ser constituida por módulos especificamente desenhados para o T-90MS, pelo que se trata de blindagem integrada e não de módulos colocados em cima do tanque em suportes soldados como acontece com outro tipo de módulos de blindagem.



Futuro
A industria russa encontra-se na segunda década do século XXI perante vários dilemas. Não tem recursos para desenhar viaturas completamente novas que respondam a todos os quesios dos militares russos e os militares russos já por diversas vezes acusaram os fabricantes de não terem capacidade para produzir veículos realmente modernos e competitivos.

Segundo oficiais russos, os tanques T-90 seriam inferiores aos mais recentes tanques chineses Type-99. A introdução de uma torre modificada copia o que os chineses fizeram há mais de dez anos quando começaram a desenvolver a sua última geração de carros de combate.

T-90AM
Uma versão modernizada do T-90S também começou a ser proposta. Trata-se de modificar o Tanque T-90S para o padrão T-90MS.
Abaixo, publicidade russa ao T-90S modernizado. Notar que as diferenças exteriores relativamente ao modelo T-90M/MS são mínimas.


Informação genérica:
A família de tanques T-72, foi desenvolvida na União Soviética, e os seus derivados ainda se encontravam em produção em 2010.

O T-72, apareceu como projecto alternativo ao projecto T-64, que foi considerado demasiado caro e complexo.
O T-72 evoluiu por isso paralelamente ao T-64, que por sua vez conduziria ao T-80.

O T-64 apareceu numa parada militar depois do T-72, pelo que ocidente chegou a ser confundido como T-72.

Veículos desta familia foram ou são fabricados não só pela URSS/Rússia como também pela Polonia, India Republica Checa e antiga Jugoslávia.

A versão mais recente do T-72 é conhecida por T-90, produzido na Russia. A India tem em produção viaturas do tipo, e continua a ser promovido um carro de combate fabricado na Croacia, baseado no T-72.

A família T-72, tem muitos componentes comuns com a familia T-64/T80, pois o seu desenvolvimento foi uma tentativa de produzir um carro de combate com características e capacidades idênticas ao T-64/T-80, mas com um custo inferior.

Os carros de combate de origem chinesa da familia Type-80 são parcialmente baseados ou inspirados também no T-72. (notar que Type-80 chinês nada tem a ver com o T-80 de origem soviética)
A base do T-72 também parece ter influenciado tanque indiano Arjun.


Como versão mais barata do T-64, o T-72 é menos sofisticado e possuiu um sistema de suspensão mais antiquado. A qualidade da blindagem também era inferior.
Nos primeiros recontros com carros ocidentais o T-72 demonstrou ser relativamente inferior. O armamento de 125mm também demonstrou ser de pouca qualidade, embora haja relatos que afirmam que a fraca performance se deveu à má qualidade da munição e não necessariamente do armamento principal.

O T-72 apresentou vários problemas desde o inicio, que eram no entanto esperados pelas autoridades soviéticas, que consideravam que a grande vantagem do T-72 seria o facto de ter sempre superioridade numérica.

Por isso, muitos dos problemas de conceito e projecto nunca foram resolvidos por se considerar ser economicamente inviável.

De entre os problemas mais evidentes dos carros de combate da família T-72, destaca-se a fraca blindagem e erros de concepção básicos, que resultaram das opções tomadas pelos projectistas russos.

O mais grave de todos foi o da escolha de munição com carga separada, para facilitar a acomodação das munições.
Isto levou a que a carga propelante, que está numa embalagem de cartão, ficasse relativamente desprotegida.
Quando uma carga é acidentalmente atingida ou quando há um incendio mesmo que pequeno numa parte vital da viatura, ocorre normalmente uma sucessão catastrófica de explosões.
Em muitos casos a munição explode fazendo «voar» a torre. Na imagem um M-84, versão Jugoslava do T-72 destruido na guerra na antiga Jugoslávia. O problema começou apenas a ser considerado na última versão do carro de combate T-90S, após criticas por parte dos generais russos, que acusaram esta família de tanques de ser pouco mais que uma ratoeira sobre rodas.

Outro problema sem solução, reside no reduzido espaço interno dentro do tanque, que reduz a eficiencia da guarnição após duas ou três horas.
O problema do espaço interno é tão grave, que os militares não podem ter mais de 1.75m de altura.

A baixa altura da torre, também impede o veículo de baixar o armamento principal quando passa por cima de uma elevação, ou quanto se esconde por detrás de uma elevação.

A reduzida dimensão da torre, também torna inviável a inclusão de novos equipamentos e sistemas. Exemplo disso é o T-90MS, que está coberto de sistemas adicionais sobre a torre, tornando-o mais alto que um Abrams americano.



São vários os modelos e derivações de veículos da família T-72, de entre esses destacam-se:

T-72 - Veículo original, derivado do T-64A com novo sistema de transmissão e sistemas ópticos mais antigos.

T-72M - Versão do T-72 original com blindagem cerâmica mais resistente e telemetro laser.

T-72A - Versão do T-72 modernizada e equivalente ao T-72M, só que constituida essencialmente por viaturas T-72 modernizadas.

T-72M1 - Também conhecido como «Dolly Parton» caracteriza-se pela torre com protuberâncias frontais, destinadas a dar maior protecção. Esta versão, deu origem ao T-72M2 conhecido como «Super Dolly Parton», que se caracteriza por em cima do reforço adicional, ter recebido blindagem reactiva.

T-72B - Idêntico ao T-72A, mas com um novo sistema de carregamento automático da arma principal, que permite maior cadência de fogo.

T-72M2 - Também conhecido como «Super Dolly Parton», acrescentou à blindagem adicional, componentes cerâmicos e possibilidade de receber blindagem reactiva.

T-72S - Versão de exportação equivalente ao T-72M2, tem um motor mais potente e uma suspensão melhorada.

T-72BM Versão do T-72B, com os novos sistemas de tiro, novo carregador automático e com blindagem reactiva adicional.

T-90 A mais recente versão desta família de carros de combate, é em tudo idêntica às versões modernizadas T-72S, embora normalmente os T-72S sejam veículos modernizados.
O T-90 é um veículo novo, em que a torre está desenhada de forma a incluir os sistemas electrónicos e óptidos de tiro. A torre é idêntica à do T-80 e aA versão e exportação é copnhecida como T-90S.

T-90M - Versão modernizada do T-90 apresentada em 2011, introduziu uma torreta completamente nova, que separa pela primeira vez o compartimento das cargas explosivas do compartimento da guarnição.

Blindagem reactiva explosiva «ERA»
ERA, ou Exlplosive Reactive Armour, é um tipo de blindagem adicional que se coloca em veículos blindados cuja protecção mecânica ou blindagem é considerada insuficiente.

Os módulos de blindagem funcionam como uma sanduiche com duas placas de metal com um nucleao explosivo. Quando as placas de blindagem reactiva são atingidas por um projectil, elas explodem desviando o projectil da sua trajectória e impedindo que este impacte no casco do veículo protegido.
Este tipo de blindagem é mais eficiente contra os projecteis de carga oca, ou de ogiva deformável também conhecidos como projécteis de energia quimica, que se podem encontrar nos tracicionais RPG's/Bazooka/Panzerfaust.
O aumento da capacidade e calibre dos projecteis de energia cinética, que utilizam um perfurador de alta velocidade - nomeadamente os utilizados em canhões d ecalibre 120mm e superiores - conseguem no entanto perfurar a maior parte destas blindagens.
Problema com a validade do explosivo
Outro problema apontado a este tipo de blindagem, é o custo de reposição, uma vez que ao contrário das blindagems compostas, que incluem cerâmica e metal de alta densidade, a blindagem reactiva tem que ser substituida várias vezes durante o periodo de vida útil do veículo que protege.
Os dados conhecidos variam, mas há blindagens que devewm ser substituidas a cada três anos. Os valores mais comuns apontam para cinco anos. Não substituindo a blindagem reactiva explosiva, o explosivo pode não ser accionado, tornando-a completamente inútil.