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Carro de combate leve



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BT-2
Carro de combate leve (Soviet State Factories)
BT-2

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.49
n/disponivel
2.24m
2.21M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
9t
10.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Liberty Aero 12V
400cv
110 Km/h
62 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
333 Litros
300Km
3
37º
30º
1.2M
2.1M
0M

Armamento básico
- 1 x 37mm 1K L/45 m.30 «Sachientov» (Calibre: 37mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Quando os soviéticos adquiriram dois exemplares do tanque rápido de Walter Christie para testes, desenharam também uma nova torre. Os modelos assim equipados são na prática modelos de pré-série e são muitas vezes referidos como BT-1. A autorização de produção foi emitida em 13 de Fevereiro de 1931 e a produção começou em 23 de maio na fábrica Komintern em Kharkov na Ucrânia.

Uma versão simplificada mas com armamento principal constituido por um canhão de 37mm foi desenvolvida em Agosto e recebeu a designação BT-2.
Na realidade como o BT-1 foi pouco mais que um protótipo, o primeiro dos tanques rápidos desta série a ser entregue foi o BT-2, já equipado com a peça de 37mm que lhe estava inicialmente destinada.

O BT-2 é assim a primeira versão do carro de combate soviético da série BT (Bistrokhodny Tank).
Esta viatura foi produzida entre 1932 e 1933, com 396 unidades fabricadas em 1932 e outras 224 no ano seguinte.

O BT-2 foi rapidamente considerado inadequado, por causa da pouca eficiência da peça de 37mm que tinha sido copiada da arma alemã do mesmo calibre.

Na imagem abaixo, a primeira versão do tanque BT, normalmente referida como BT-1, armada apenas com duas metralhadoras de calibre 7,62:



O canhão anti-tanque Sachientov não provou e foi necessário conceber uma nova arma de calibre 45, para que o seu poder fosse equivalente ao da arma alemã.

O BT-2 equipado com o novo canhão de 45mm passou a ser designado BT-5.

De notar que alguns dos carros BT-2 foram convertidos em viaturas de apoio para várias funções.

Informação genérica:
A família de tanques BT, ou Bistrokhodny Tank, é uma família de tanques leves fabricados na URSS e que são inspirados nos desenhos do carro de combate desenhado por J.W.Christie e apresentado no inicio da década de 1930. Este tipo de configuração sería também adoptado pelos britânicos.
Na foto W. Christie e o tanque T-3, que seria vendido à URSS

A principal característica dos tanques desenhados por Christie e que os tornava diferentes, era o sistema de suspensão inovador, que permitia que o carro de combate atingisse velocidades que nos protótipos mostrados nos Estados Unidos, conseguiram atingir uma velocidade máxima de 100km/h.

Como Christie não conseguiu vender a ideia do tanque rápido aos seus compatriotas norte-americanos, acabou por a vender aos russos, que utilizaram o modelo como base para os carros da família BT.

De notar que o desenvolvimento do tanque BT ocorre quase paralelamente ao do tanque T-26. O «BT» foi o carro de combate soviético que mais evoluiu e alguns dos desenvolvimentos deste tanque vão ser encontrados mais tarde no famoso T-34, que é basicamente um tanque «Christie» muito modificado.

Ele evoluiu da versão inicial equipada apenas com metralhadoras até um tanque médio equipado com um canhão de 45mm.

A capacidade do carro de combate poder viajar apenas sobre rodas foi considerada interessante pelos soviéticos nos anos 20 e anos 30, onde essa mobilidade era vista como especialmente importante, num país onde em caso de necessidade, era necessário percorrer grandes distâncias para esmagar qualquer rebelião contra o poder político.

Estaline, exigiu que o exército vermelho dispusesse de tanques que correspondessem a esta necessidade e o «BT» é uma das respostas a esta necessidade, juntamente com os veículos da séria BA-6 a BA-10.

Em termos de guerra convencional, o tanque BT, também deveria ser utilizado para penetrar nas linhas inimigas e atacar a sua retaguarda em golpes rápidos e decisivos que pudessem por exemplo, destruir o apoio de artilharia do inimigo.
Este tipo de táctica foi utilizado na guerra civil de Espanha, tanto com os BT-5 como com os T-26, mas com resultados pouco significativos.

A capacidade do carro de combate poder ser utilizado sobre rodas, também mostrou não ser do agrado dos militares, principalmente por causa do tempo que era necessário para fazer a conversão.

Suspensão Christie

Entre as características mais importantes nesta familia de veículos está a sua suspensão sofisticada que transformava os tanques BT em excelentes plataformas de tiro.

Em contrapartida a suspensão, que recorria a grandes molas, ocupava muito espaço no interior do veículo, tornando o tanque BT, muito apertado no interior. O problema do reduzido espaço interno acompanhou o desenho de todos os tanques russos até à atualidade.

Tendo sido pensado essencialmente como um tanque para esmagar a possível oposição interna, os BT-2, BT-5 e BT-7, estavam equipados com uma blindagem muito leve, apenas a suficiente para deter os projecteis de armas ligeiras.
Este deficiencia mostrou-se desastrosa quando em 1941 os BT-5 e BT-7 se viram perante os carros de combate alemães, que ainda que armados com canhões equivalentes ou mesmo inferiores aos seus, possuiam a vantagem táctica da sua blindagem superior.

Tanques para caçar pardais

Em 1941, nos seus relatórios e conversas telefónicas entre os generais nos primeiros dias dos combates contra os alemães, os generais soviéticos queixavam-se de que os tanques BT-5 como os T-26 eram tanques para caçar pardais.

Na verdade, embora a blindagem dos carros soviéticos fosse inferior à dos alemães, o canhão russo de 45mm era equivalente ao canhão alemão de 37mm que equipava o Panzer-III. Ele podia em teoria perfurar a blindagem da maioria dos carros de combate alemães. A principal razão das gigantescas perdas de tanques leves e médios por parte dos soviéticos, devem-se acima de tudo à não existência de uma doutrina adequada para a sua utilização, à falta de comandantes, à inexistência de comunicações rádio e ao posicionamento das forças soviéticas, que em 22 de Junho de 1941 aparentava ser ofensivo e por isso incapaz de responder a um ataque inimigo.

Outras versões do tanque BT:

BT-3 - Modelo experimental do qual foram produzidas poucas unidades. Caracterizava-se por possuir rodas em aço e não rodas de borracha. Esta versão só podia utilizar lagartas.
O BT-3 serviu de base para uma versão lança-pontes.

BT-4 - Carro de combate BT-2, com duas torres armadas com metralhadora de calibre 7,62 destinado a utilização como tanque de infantaria.

BT-5/76
Versão do carro de combate BT-5 equipada com uma peça de artilharia de 3 polegadas (76,2mm) utilizada como artilharia auto-propulsada para unidades de infantaria.

BT-5PK
Versão do BT-5 modificada para poder atravessar rios. O veículo mergulhava e alimentava o motor por meio de um respirador com tubo flexivel.