Qtd: Máx:100 - Qtd. em serviço:0 Situação: Abatido
Operacionalidade:
Israel recebeu 100 exemplares deste carro de combate em 1954. Não contentes com o armamento principal, os israelitas em cooperação com a França estudaram a modificação do M4-A3 para utilizar o canhão de 75mm de alta velocidade derivado do canhão principal de 75mm do tanque alemão Panther, da II guerra mundial, que os franceses tinham adaptado para utilização nos seus veículos blindados AMX e que também foi instalado nos Panhard- EBR.
O novo armamento foi igualmente aplicado aos 200 Sherman M4-A1 e M4-A3 com suspensão mais antiga que Israel também tinha ao serviço.
Com o novo armamento, os Sherman M4 de Israel passaram a ser conhecidos como Isherman.
Esses veículos sofreram posteriormente uma alteração ainda mais radical, que consistiu na instalação de um canhão de calibre 105mm. Esse veículo também conhecido como Super Sherman recebeu a designação M-51.
O M4A3 original, é idêntico ao M4A2, sendo principal diferença a instalação de um motor Ford a gasolina, desenhado especificamente para este tanque, dado que havia falta de motores radiais para as aeronaves. O M4A3 foi o Sherman mais produzido de todos.
A decisão americana de utilizar o Sherman até ao fim da guerra, em vez de apressar a introdução de um novo tanque, levou a que muitas alterações e melhoramentos fossem sendo incluidos no modelo M4A3, pelo que ele é também o modelo de Sherman que tem mais sub versões.
Uma dessas sub versões, também conhecida como Super Sherman é o M4-A3 E8 (conhecido como Easy Eight). É um veículo que difere da grande maioria dos veículos Sherman, por causa do seu sistema de suspensão muito melhorado, que permitia maior mobilidade ao veículo.
Esta foi uma das últimas modernizações do Sherman apresentadas durante a II Guerra Mundial, e além da mais evidente alteração da suspensão que se tornou muito mais macia, ele estava também equipado com um canhão de mais poderoso e baseado num canhão antiaéreo de 76,2mm
Várias versões do Sherman utilizaram canhões de 75mm inicialmente, um 75mm melhorado de seguida e finalmente um 76,2mm que também foi considerado ineficiente.
Os americanos tiveram que recorrer a soluções de emergência, dado não ser viável efectuar alterações de emergência dos carros para lhes adaptar outro canhão. Entre essas soluções esteve o desenvolvimento de munições mais eficientes que embora não permitissem ao Sherman ultrapassar os seus concorrentes alemães, lhe davam algumas possibilidades de competir.
Veículo Sherman com suspensão HVSS. Neste caso trata-se de um casco mais antigo (M4A1) o que pode ser identificado pelas laterais arredondadas que não se encontram nos modelos posteriores que têm as laterais soldadas. Este é provavelmente um dos muitos Sherman mais antigos que foram modificados durante o periodo do conflito.
Informação genérica:
O mais produzido carro de combate americano da II Guerra Mundial, continuou ao serviço durante muito tempo, mesmo até aos anos 80 em alguns continentes.
Ainda estava em desenvolvimento o tanque M3, em 1941, e já a comissão americana encarregada da especificação dos tanques para o exército emitia a especificação para um novo tanque equipado com um canhão de 75mm.
A solução encontrada - e a mais rápida - foi a de utilizar como base para o M4, o chassis do M3-Lee e redesenhar completamente a parte superior.
Quando a América entrou na guerra previa-se que fossem construidos 1000 tanques por mês, mas os objectivos foram prontamente alterados para 2000 tanques por mês, construidos em onze fábricas diferentes nos Estados Unidos.
As diferentes versões do Sherman podem reconhecer-se pelo casco do carro de combate. Enquanto que nas primeiras versões se optou pelo casco moldado, o que dava a aparência arrendondada ao Sherman, as versões A2 e A3 caracterizam-se já por um casco com laterais soldadas, o que lhe dá uma aparência menos arredondada pois são perfeitamente identificáveis as arestas.
O armamento inicial de 75mm foi inicialmente julgado suficiente, mas quando o Sherman entrou pela primeira vez em combate no norte de África contra os tanques alemães, tornou-se evidente que não estava à altura da blindagem dos cada vez mais poderosos carros de combate alemães.
Por isso, existem muitas versões e séries do carro Sherman que foram resultado de várias modificações.
Não só foi posteriormente instalado um novo canhão de 76mm (que mesmo assim demonstrou ser insuficiente, levando a que fosse proposta ainda mais uma substituição de canhão) como foi completamente modificado o sistema de suspensão que ficou conhecido como «easy eight».
Existem carros de combate M4A1 (da primeira versão) que receberam tanto modificações ao nível do armamento como ao nível da suspensão. Estas modificaçõe por seu lado, também podiam implicar a substituição do motor por um mais poderoso.
Comparação entre os dois tipos de suspensão utilizados pelos tanques Sherman. A HVSS introduzida em 1944 e a mais antiga VVSS, já presente nos tanques americanos anteriores à guerra
Além das versões conhecidas do Sherman M4 A1/A2/A3/A4/Firefly etc... Também foram produzidas muitas versões distintas, para os mais diversos fins.
De entre as mais siginificativas está a versão Óbus, que consistia basicamente num Sherman standard equipado com um óbus de 105mm na torre.
Foi também produzida uma versão adequada para as unidades de artilharia, conhecida como Priest.
Depois de terminar a guerra, muitos Sherman foram vendidos para países em diversos pontos do mundo e fornecidos a países aliados.
O Sherman continuou ao serviço em vários países, de entre os quais se destaca Israel que não só utilizou o Sherman, como o submeteu a vários processos de modernização, destinados a aumentar o seu valor militar.
Foram produzidas versões de artilharia auto-propulsada de 155mm copmo o Sherman-Soltam.
Veículos do tipo foram também utilizados na América do Sul, onde estiveram ao serviço até meados dos anos 90.
Modelos derivados
O Sherman é idêntico ao carro de combate RAM, desenvolvido paralelamente no Canadá, também partindo do M3 como base.
Na Argentina foi desenvolvido um carro de combate que aparentemente é igualmente derivado do Sherman, que ficou conhecido como Nahuel.
O pior carro de combate da II Guerra Mundial
As deficiências do Sherman, e a sua inferioridade quando comparado com os carros de combate alemães do periodo final do copnflito, tornaram-se evidentes após 1944. Os tripulantes chamavam o carro de «Ronson» por causa da sua capacidade para pegar fogo facilmente. Quando os americanos chegaram à Normandia em 1944 era demasiado tarde para procurar soluções e o M26, armado com uma peça de 90mm estava em desenvolvimento, o que desaconselhava mais modificações no Sherman.
Considera-se hoje, que os norte-americanos erraram na sua análise sobre as necessidades do campo de batalha, não prevendo encontrar grandes numeros de carros de combate equipados com canhões de 75mm muito superiores aos seus.
Os técnicos norte-americanos sabiam por exemplo que a Alemanha estava a introduzir o tanque Panther, armado com uma peça de 75mm, mas concluiram erradamente que o Panther era um tanque pesado, que seria introduzido em pequenos numeros pelos alemães, tal como tinha acontecido com o tanque pesado Tiger-I.
Na verdade o Panther era um tanque médio, destinado a grande produção e mais preocupante que isso, o canhão longo de 75mm era a arma standard média dos carros de combate que os Sherman teriam que enfrentar.