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Viatura táctica Ligeira



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CV-35
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Carro de combate leve

 

CV-35
Viatura táctica Ligeira (FIAT)
CV-35

Projeto: FIAT
Italia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
3.15
n/disponivel
1.5m
1.3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
2.9t
3.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
FIAT 3cv 3000
43cv
45 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
62 Litros
120Km
2
30º
0.7M
1.2M
0.6M

Armamento básico
- 2 x 8mm Breda Mod.38 (Calibre: 8mm - Alcance estimado de 0.8Km a 1.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Brasil
Designação Local:L3-35
Qtd: Máx:23 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
As pequenas «Tanquetes» italianas modelo CV-35 / L3-35 serviram para constituir a primeira unidade mecanizada brasileira, embora não tenham sido os primeiros carros de combate do país.

Os CV-35 foram comprados pelo Brasil depois de uma proposta de aquisição datada de 1938. A escolha desta viatura foi ditada por razões financeiras, dado o veículo ser relativamente economico quando comparado com seus congeneres europeus.

Quando o Brasil colocou a encomenda para 23 carros deste tipo, já tinha ocorrido a batalha de Guadalajara, onde os CV-33 tinham demonstrado ser inadequados para a guerra moderna. No entanto, o objetivo dos militares brasileiros aparenta ter sido o de criar essencialmente uma unidade de instrução que funcionou até 1942.

Armamento
As viaturas brasileiras estavam armadas com metralhadoras Madsen de 7mm em vez das BREDA de 8mm.
Cinco das viaturas foram mesmo armadas com uma metralhadora pesada BREDA RM mod. 31 de calibre 13,2mm.
Esta curiosa arma, foi a única arma italiana de calibre 13,2 e foi essencialmente vendida para a Regia Marina (R.M. Ou Marinha Real ) para utilização em unidades navais de pequeno porte. A sua utilização aparenta ser uma medida de segurança adicional, para dar à força brasileira alguma capacidade para combater viaturas blindadas ligeiras.
A arma tinha capacidade para utilizar munição perfurante e foi utilizada como arma anti-aérea.
A Republica Social Italiana também utilizou a arma em viaturas blindadas.


Forum de discussão

Durante os anos 20 a Itália desenvolveu a sua industria automobilistica, mas no que respeitava a viaturas militares motorizadas a industria do país tinha ficado claramente atrasada.

No final da década de 1920 os dirigentes italianos decidiram adaptar conceitos qaue estivessem a ser introduzidos noutros países para os adaptar às necessidades italianas.
A Itália adquiriu quatro exemplares da viatura Vickers Carden-Lloyd Mark 6 e posteriormente desenvolveu a sua própria versão, que ficou conhecida como CV-29 ou «Carro Veloce 29».
O modelo 29 era virtualmente idêntico aos que tinham sido comprados na Grã Bretanha, ainda que tivessem uma motorização local.

Posteriormente a FIAT desenvolveu com a Ansaldo, uma viatura melhorada que recebeu a designação CV-33 ou «Carro Veloce 33». Tratava-se de uma viatura de maiores dimensões, que podia receber melhor proteção e que também dispunha de mais espaço, algo que na viatura original fora considerado insuficiente. A primeira série do modelo 33 estava armada com uma metralhadora 6,5mm enquanto que a segunda série estava armada com duas metralhadoras de 8mm (inicialmente duas FIAT-mod.35, derivadas de um modelo de 1914 e posteriormente substituidas por duas BREDA modello 38).

Além das dimensões, e do maior peso, outra diferença significativa do CV-33/35 relativamente ao original da Carden-Lloyd era a instalação de um motor FIAT, com uma potência muito superior à do motor Ford-T de 22cv que equipava o modelo original.
O CV-33 esteve em produção entre 1933 e 1935, altura em que é lançado o mais representativo dos veículos do tipo, o CV-35.

Tratava-se de uma viatura virtualmente idêntica ao CV-33, mas com uma blindagem ligeiramente reforçada e um peso 80kg superior.
As dimensões gerais do CV-35 eram basicamente as mesmas do CV-33.
A blindagem no CV-35 era rebitada e aparafusada, técnica que foi julgada mais eficaz que a soldadura utilizada no CV-33.
Em termos de armamento o modelo 35 era equivalente ao 33 (2ª série), mas transportava menos munição.

Os CV-33 e CV-35 foram os mais produzidos veículos do tipo.
Sabe-se que entre CV-33 e CV-35 foram fabricatos 2,724 exemplares.
Calcula-se que tenham sido produzidos cerca de 1300 CV-33, dos quais cerca de 600 foram convertidos para o padrão CV-35. Mais de 1400 CV-35 foram por sua vez produzidos logo que terminou a produção do modelo CV-33.

Informação genérica:
As viaturas ligeiras desenhadas pela Carden-Lloyd e produzidas pela Vickers na Grã Bretanha, estiveram entre os primeiros veículos blindados de lagartas de muitos exércitos do mundo.
São ainda hoje designados como «Tankettes». Em português a tradução mais simples seria «Tanqueta». A designação implica uma viatura levemente blindada para transportar apenas um ou dois homens.

Produção pela Carden Loyd
A Carden-Loyd fabricou este tipo de veículos entre 1925 e 1928, altura em que a empresa foi comprada pelo conglomerado Vickers-Armstrong, que passou a responsabilizar-se pelo fabrico.
Por esta razão a viatura é também conhecida como «Vickers Carden-Loyd».

Além da produção britânica para consumo próprio e exportação, o modelo também foi produzido por vários países que adquiriram licenças para fabricar localmente a viatura.


O primeiro desenvolvimento destas viaturas ficou conhecido como Vickers/Carden-Lloyd Mk.I e apareceu em 1926. Na realidade ele era já uma derivação de um protótipo que foi pela primeira vez mostrado em 1924.

Mark I
Tratava-se de uma viatura levemente blindada, com 1600kg que transportava apenas o condutor.
Movido por um motor de 14cv o veículo dispunha de uma metralhadora que era também operada pelo condutor do veículo.

Mark II
Idêntico ao Mark I mas com uma suspensão diferente, com quatro rodas de cada lado em vez de sete.

Mark III
Idêntico ao Mark II mas com pneus de borracha a substituir as rodas metálicas.

Mark IV
O primeiro veículo do tipo com dois lugares. O condutor e o chefe da viatura que era também o operador da metralhadora pesada de meia polegada (12.7mm). Além disso havia cinco roletes de retorno.

Mark V
Um hibrido de motocicleta e viatura de lagartas. Apenas oito exemplares foram produzidos.

Mark VI
De longe o mais produzido dos veículos deste tipo, com mais de 400 exemplares fabricados.
Uma campanha publicitária a nivel internacional também ajudou a divulgar o conceito.
Bélgica, Checoslováquia, Itália, Holanda e União Soviética adquiriram licenças de fabrico desta viatura. A França, a Polónia, a URSS e a Checoslováquia também adaptaram a viatura e lançaram as suas próprias versões derivadas.