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Carro de combate leve



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L6/40
Carro de combate leve (FIAT)
L6/40

Projeto: FIAT
Italia
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
3.78
n/disponivel
1.92m
2.03M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
5.9t
6.8t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
FIAT 18-D
70cv
42 Km/h
0 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
0Km
2
0.8M
1.7M
0.7M

Armamento básico
- 1 x 20mm Modello-35 (Calibre: 20mm - Alcance estimado de 0Km a 0Km)
Sistema de radar auxiliar:


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Embora continuasse a produzir o CV-35, a industria italiana tentou acompanhar os desenvolvimentos da arma blindada, concebendo uma viatura baseada no CV-35 mas com melhores características e armamento.
O desenvolvimento começou em 1936 e tentou-se aproveitar a estrutura do CV-35 (também conhecido como L3).

Porém a viatura modificada seria muito mais pesada, resultado de uma blindagem frontal de 40mm e um novo motor de maiores dimensões. Como resultado disto or projetistas tiveram que rever o sistema de suspensão.
Inicialmente o primeiro protótipo previa um canhão de 37mm mas posteriormente o L6 foi armado com um canhão Breda-35 de 20mm. Foi também necessária uma revisão do projeto do CV-35 para acomodar um motor mais pesado e potente.

Curiosamente, os militares do exército italiano não mostraram grande interesse na viatura. As suas vitórias na Etiópia tinham sido conseguidas com o auxilio dos pequenos blindados CV-33/CV-35 e por isso havia tendência para manter em serviço o que tinha demonstrado funcionar.

Quando a Itália enviou tropas para combater ao lado dos rebeldes de Francisco Franco na guerra civil de Espanha, foram enviados carros CV-33/35 com os quais os italianos esperavam perfurar as linhas defensivas do exército da República Espanhola.

Porém, depois da batalha de Guadalajara no inverno de 1937, tornara-se evidente que as viaturas CV-33/CV-35 eram demasiado ligeiras e incapazes de defrontar carros de combate modernos.
Nessa batalha, as viaturas italianas defrontaram carros de combate soviéticos do tipo T-26.
Os T-26 tinham uma blindagem que podia ser facilmente perfurada por um canhão de 37mm mas era imune aos disparos das metralhadoras de 8mm dos pequenos blindados italianos.

Tão importante quanto a blindagem e o armamento (os T-26 estavam armados com um canhão de 45mm) era o facto de os tanques russos possuírem uma torreta giratória que permitia ao tanque disparar em qualquer direção.

Rapidamente o interesse dos militares italianos por este veículo aumentou, mas problemas com o desenvolvimento e o projeto para a construção do tanque médio M13/40 atrasaram o projecto do L6, já que mesmo com mais blindagem o L6 continuava a apresentar vários problemas, nomeadamente por ter apenas dois tripulantes.

O armamento principal também foi alvo de estudo e de testes. Inicialmente previra-se um canhão de 37mm, mas concluiu-se posteriormente que não seria a melhor opção, já que essa arma também fora escolhida para o carro de combate médio L13.

Após vários testes a torreta escolhida acabou sendo a mesma da viatura «Autoblinda» mas quando o L6 começou a ser entregue (em 22 de Maio de 1941), estava já irremediavelmente obsoleto.
Era de pouca utilidade para unidades de primeira linha e como viatura de reconhecimento era demasiado lento e instável.

Embora tenha sido emitida uma encomenda para mais de 500 exemplares, foram produzidos apenas 283 exemplares entre 1941 e 1943.

Na falta de melhor, ele foi utilizado nos combates no deserto e também foi enviado para a União Soviética integrado nas unidades do exército italiano que ali combatiam.

Informação genérica:
As viaturas ligeiras desenhadas pela Carden-Lloyd e produzidas pela Vickers na Grã Bretanha, estiveram entre os primeiros veículos blindados de lagartas de muitos exércitos do mundo.
São ainda hoje designados como «Tankettes». Em português a tradução mais simples seria «Tanqueta». A designação implica uma viatura levemente blindada para transportar apenas um ou dois homens.

Produção pela Carden Loyd
A Carden-Loyd fabricou este tipo de veículos entre 1925 e 1928, altura em que a empresa foi comprada pelo conglomerado Vickers-Armstrong, que passou a responsabilizar-se pelo fabrico.
Por esta razão a viatura é também conhecida como «Vickers Carden-Loyd».

Além da produção britânica para consumo próprio e exportação, o modelo também foi produzido por vários países que adquiriram licenças para fabricar localmente a viatura.


O primeiro desenvolvimento destas viaturas ficou conhecido como Vickers/Carden-Lloyd Mk.I e apareceu em 1926. Na realidade ele era já uma derivação de um protótipo que foi pela primeira vez mostrado em 1924.

Mark I
Tratava-se de uma viatura levemente blindada, com 1600kg que transportava apenas o condutor.
Movido por um motor de 14cv o veículo dispunha de uma metralhadora que era também operada pelo condutor do veículo.

Mark II
Idêntico ao Mark I mas com uma suspensão diferente, com quatro rodas de cada lado em vez de sete.

Mark III
Idêntico ao Mark II mas com pneus de borracha a substituir as rodas metálicas.

Mark IV
O primeiro veículo do tipo com dois lugares. O condutor e o chefe da viatura que era também o operador da metralhadora pesada de meia polegada (12.7mm). Além disso havia cinco roletes de retorno.

Mark V
Um hibrido de motocicleta e viatura de lagartas. Apenas oito exemplares foram produzidos.

Mark VI
De longe o mais produzido dos veículos deste tipo, com mais de 400 exemplares fabricados.
Uma campanha publicitária a nivel internacional também ajudou a divulgar o conceito.
Bélgica, Checoslováquia, Itália, Holanda e União Soviética adquiriram licenças de fabrico desta viatura. A França, a Polónia, a URSS e a Checoslováquia também adaptaram a viatura e lançaram as suas próprias versões derivadas.