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Artilharia Auto propulsada



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Koksan (M1978 / M1989)
Artilharia Auto propulsada (North Korean State Industries)
Koksan (M1978 / M1989)

Projeto: North Korean State Industries
Coreia do Norte
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.2
11.3m
3.27m
3.5M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
34t
36t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V54 12cyl
520cv
40 Km/h
20 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
400Km
10
1M
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 170mm Koksan L/60 (Calibre: 170mm - Alcance estimado de 40Km a 60Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Irão
Designação Local:Koksan
Qtd: Máx:30 - Qtd. em serviço:0
Situação: Desconhecido
Operacionalidade:
A República Islâmica do Irão recebeu 30 exemplares desta arma, na fase final da guerra contra o Iraque. Os iranianos utilizaram a arma para atacar as proximidades da cidade de Bassorá no Iraque.
A arma foi aparentemente retirada de serviço, pois não há referência à sua utlização a partir de 2010


Forum de discussão

Desenvolvido na Coreia do Norte durante a década de 1970, este sistema de artilharia auto-propulsada é um dos mais poderosos ao serviço do país. Ele foi conhecido no ocidente em 1978 e daí a referência inicialmente atribuida de M-1978.
Trata-se de um chassis do tanque Type-59 (versão chinesa do T-55 soviético), ao qual foi removida a torre, substituida por uma peça de artilharia pesada de calibre 170mm. A arma terá começado a ser desenvolvida ainda na década de 1960, quando a Coreia do Sul recebeu peças de artilharia auto-propulsadas de origem norte-americana, modelo M110 (203mm) e no inicio da década de 1970 com 50 peças M107 de 175mm.

A peça de artilharia aparenta ter sido desenvolvida na Coreia do norte a partir de um antigo sistema naval de origem soviética.
O poder de disparo deste tipo de armamento e o seu alcance, fazem dele uma das mais poderosas ameaças de que o regime da Coreia do norte dispõe para atacar a Coreia do sul.

No entanto, o sistema conforme inicialmente desenvolvido tem um problema grave. Segundo alguns analistas e com base no que aconteceu na guerra Irão-Iraque a cadência de tiro é muito reduzida
Em principio ele pode apenas disparar uma a duas vezes a cada cinco minutos. Este problema leva a que ele possa ser alvo de fogo de contra-bateria depois de ter disparado uma ou duas vezes.

Como a peça de artilharia tem um alcance máximo de 40km para munição normal ou 50 a 60km se a munição for assistida, a única forma de a conseguir atingir é com um ataque aéreo, ou então com mísseis balísticos tácticos.

Em 1989 foi tornada pública uma versão modificada do M1978. Este novo sistema é virtualmente idêntico ao anterior, com a excepção de dispor de uma plataforma diferente (abandonando o chassis do T-55) e incluindo capacidade para transportar 12 munições.

Isto terá aumentado a cadência de fogo, pelo menos para as primeiros 12 disparos, já que depois, demorará pelo menos uma hora para remuniciar o veículo. Várias publicações internacionais afirmam que o sistema pode disparar até três vezes por minuto.

Exportação
Sabe-se que a Coreia do Norte chegou a exportar este tipo de sistema em 1987 para o Irão. Os iranianos utilizaram este tipo de sistema já no final da guerra com efeitos devastadores para os iraquianos. Estes sistemas começaram a ser exportados, quando se previa a entrada ao serviço do Koksan II (M1989).


batarias na rocha
Os militares da Coreia do Sul, identificaram várias unidades norte-coreanas equipadas com este tipo de sistema, colocadas em montanhas próximo da fronteira em áreas fortificadas, escavadas na rocha ou protegidas com cimento (concreto) reforçado.

Aparentemente, os sistemas Koksan serão utilizados como artilharia sob carris, saindo das suas posições protegidas, disparando contra a Coreia do sul e voltando para a sua proteção, para evitar fogo de contra-bateria.

Precisão
A arma aparenta ser muito pouco precisa. Analistas na Coreia do sul afirmam que a arma tem uma probabilidade de acertar até 200m de distância do alvo no seu alcance máximo. Em 2010 durante o bombardeamento de uma ilha sul coreana, 25% das munições norte-coreanas, nem sequer chegaram a explodir.

Informação genérica:
O carro de combate médio T-55, produzido na União Soviética, foi fabricado em vários países. O grande número da chassis e o grande número de viaturas existentes, levou a que tendo como base o T-55, fossem desenvolvidos outros sistemas de armas.

O T-55 serviu assim de base a muitos tipos de viaturas, desde sistemas de defesa anti-aérea a sistemas de lançamento de mísseis.

São igualmente conhecidos sistemas de artilharia auto.propulsada com base no T-55.

Mais recentemente, depois da adaptação por Israel de vários T-55, convertidos em viaturas de combate de infantaria, o conceito tem sido apresentado por várias empresas.

Um sistema russo e outro ucraniano são os mais conhecidos, ainda que não exista notícia de que tenham sido adquiridos por nenhuma força militar no mundo.

Munição assistida (base bleed)
O termo munição assistida, é utilizado para designar projecteis de artilharia que utilizam um sistema que consiste na colocação de uma secção adicional na parte posterior do projectil, a qual queima durante o trajecto produzindo um pequeno jacto.
Este pequeno jacto não tem qualquer utilidade na força propulsora do projectil, mas vai impedir que se crie vacuo, (resultado da alta velocidade do projectil) que aumenta o coeficiente de arrasto e torna o projectil mais lento.
Com a supressão do vácuo através deste sistema, o alcance dos projecteis de artilharia pode ser aumentado de 20 a 30%.
A desvantagem desta solução, decorre da necessidade de colocar menor carga explosiva no projectil para garantir espaço para o combustível que vai ajudar na propulsão.