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Carro de combate pesado



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M60-A1 Patton
Carro de combate pesado (Detroit Tank Factory)
M60-A1 Patton

Projeto: Detroit Tank Factory
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
0
9.43m
3.63m
3.21M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
45.9t
50t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
AVDS-1790-2
750cv
48 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
500Km
4
60º
30º
1.2M
2.59M
0.91M

Armamento básico
- 1 x 105mm M68 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Israel
Designação Local:Magach
Qtd: Máx:800 - Qtd. em serviço:0
Situação: Convertido
Operacionalidade:
Israel recebeu os seus primeiros tanques M60-A1 em 1971.
Durante a guerra do Yom Kippur, o M60A1 era o mais poderoso carro de combate ao serviço.
Ele mostrou ser muito superior aos carros de combate soviéticos, nomeadamente o T-55 e o T-62.
No entanto, como outros carros de combate o M60-A1 sofreu perdas para a infantaria equipada com armas anti-tanque.

Em 1973 para substituir perdas, os Estados Unidos entregaram a Israel 250 tanques deste tipo.
Posteriormente, em 1975, mais 400 foram fornecidos.

No total, Israel recebeu 800 tanques M60-A1. A maioria foram modificados para o padrão Magach-VI, como resultado dos problemas detetados durante o conflito do Yom Kippur.

Israel recebeu mais tarde mais 300 carros M60-A3, os quais também foram convertidos para o padrão Magach VI.


Forum de discussão

Durante os últimos anos da década de 1940, a espionagem ocidental identificou os esforços soviéticos para desenvolver uma nova família de carros de combate médios.

Esse tanque era inicialmente o T-44, que no entanto acabou não tendo grande aceitação na União Soviética. Esse falhanço levou ao desenvolvimento pelos soviéticos do tanque médio T-54, que entrou ao serviço em 1953.
Ainda que mais tarde se tivesse concluido que o T-54 tinha dificuldades em fazer frente aos tanques ocidentais, no papel, armado com um canhão de 100mm, rápido e melhor blindado, o T-54 era claramente superior ao carro de combate standard da União Soviética, o T-34 e poderia superiorizar-se aos tanques M47 e M48.

Isto levou os Estados Unidos a considerar o desenvolvimento de um novo carro de combate mais blindado e melhor armado que o M48.
Em vez de desenvolver um veículo completamente novo, os engenheiros americanos optaram por agarrar no chassis do carro de combate M48 e desenvolver uma versão mais poderosa partindo daquele veículo.

Os trabalhos começaram ainda em 1957 e o M60 entrou ao serviço em 1960. Partindo do M48-A2, os técnicos aumentaram a blindagem e instalaram o novo canhão L7 de 105mm e origem britânica que em testes demonstrou as suas elevadas qualidades.

A título de curiosidade os americanos fizeram com esta arma, o que recusaram fazer com o canhão de 17 libras, cuja instalação no tanque Sherman tinha sido proposta pelos britânicos durante a II guerra mundial.
Construido nos Estados unidos como modelo M68, a arma passou a ser standard dos carros de combate americanos até à década de 1980.

Na imagem acima, o M60 com a torre inicialmente instalada, que seria posteriormente substituida por outra com um diferente perfil.


O M60 foi enviado para a Europa logo em 1960, quando a Guerra Fria se encontrava no auge, temendo-se novamente o bloqueio e invasão de Berlim ocidental pelas tropas russas.

O exército norte-americano apreciou o aumento de poder de fogo dado pelo M60, ainda que a introdução de um novo calibre tivesse provocado problemas logísticos desde a primeira hora. Esses problemas levaram a que se optasse por retirar de serviço os M48 tão rapidamente quanto possível.

Mas se estavam contentes com o armamento principal, já a torre do M60 não reunia o consenso e era muito pouco apreciada pelos militares.
O perfil balístico da torre era considerado pouco adequado, principalmente perante o aparecer de novos tanques soviéticos que davam especial enfase às características balísticas da torre.

Só em 1963 é introduzido o M60-A1, cuja principal característica é a introdução da nova torre, com um perfil balístico mais favorável.
A nova torre era mais larga e com um «nariz» alongado. Uma projeção traseira dava ao veículo mais espaço interior.

O M60 podia ser tornado estanque e podia atravessar cursos de água mais profundos com a inclusão de uma torre que era colocada na escotilha lateral (escotilha do municiador). Essa torre era constituida por aneis que se podiam acoplar, conforme a necessidade.

Os desenvolvimentos posteriores foram variados e foram desde um sistema de estabilização da arma principal até ali inexistente nos tanques soviéticos (Esta modificação ficou conhecida como M60-A1 - AOS) até um novo motor mais potente.

Estas modificações sucessivas, acabaram por levar ao carro de combate M60-A3.





[1] - Na verdade, o aparecimento do M60 levou os soviéticos a apressar o desenvolvimento do carro de combate T-62 e a desenhar um veículo ainda mais poderoso que seria o T-64

Informação genérica:
Familia de veículos de combate com origem no periodo imediatemente seguinte à II guerra mundial, que se desenvolve a partir dos tanques Pershing e Patton.

As origens do M60 encontram-se por isso no desenvolvimento ainda durante a II guerra do carro de combate M26 «Pershing», que fora desenhado com o objectivo de se superiorizar a qualquer tanque alemão.
Os norte-americanos nunca deixaram de melhorar e aperfeiçoar o conceito, pelo que ainda na década de 1940 surgiu a série M-46/ M-47 e durante a década de 1950 a série M48. A série M60 começou a ser concebida ainda em 1956.

Nessa altura, a grande profusão de viaturas blindadas que estavam ao serviço nas forças armadas americanas e europeias levou a um esforço de reorganização de que ressaltou a decisão de fazer alterações na estrutura das unidades blindadas. Decidiu-se desenvolver apenas um tanque leve, um tanque médio e abandonar o tanque pesado (M103) substituindo-o por uma uma versão melhorada do M48.

As viaturas de série M26 / M46 são discutidas neste link.
Enquanto que as viaturas do tipo M47 / M48 são discutidas neste link.

Em meados da década de 1950, também tinha sido conhecida a entrada ao serviço do novo tanque T-55 soviético, equipado com uma nova arma de 100mm e uma blindagem de até 200mm na torre.

Isto tornava inuteis os canhões de 75mm dos tanques leves e tornava muito dificil utilizar eficazmente os canhões de 90mm dos tanques médios.

Embora a concepção de um tanque completamente novo fosse considerada, essa opção demoraria muito tempo. Como os T-54 e T-55 estavam já nas linhas de montagem, era forçoso partir do já existente M48 para a partir daí desenhar uma arma eficaz para derrotar a ameaça.

O projeto de novo tanque, tomaria a forma do MBT-70, uma cooperação entre a Alemanha e os Estados Unidos, que só daria frutos na década de 1980.

O canhão britânico L7 de 105mm, podia ser adaptado na torre do M48, o que facilitava o desenvolvimento.
Aliás, os testes do novo canhão foram feitos em três M48 modificados.

O M60, utilizaria um motor a Diesel em vez do motor a gasolina do M48 e os testes do modelo experimental terminaram em 1959, com uma primeira encomenda por parte do governo americano de 180 exemplares.

A versão do M48, com o novo canhão de 105mm passou também a ser designada M48-A5 e passou a constituir uma opção de exportação. Em termos de poder de fogo e electrónica o M48-A5 era idêntico ao M60-A1.

M-60
Versão original que entrou ao serviço em 1960. Caracterizava-se pela sua superior blindagem quando comparado com o M48 mas principalmente pela introdução do canhão L7 de 105mm que era superior até ao canhão de 115mm do tanque T-62 soviético.

M60-A2
Resultado da obsessão com a tecnologia por parte da administração Kennedy e do secretário da defesa Robert McNamara, o M60-A2 utilizava um tipo de torre e armamento revolucionário, que no entanto mostrou não ser tão eficiente quanto o canhão L7 de 105mm.

M60-A3
Durante a década de 1970, com o aparecimento dos tanques da família T-64 e T-72, o M60 ficou em desvantagem.
Foi então decidido implementar um programa de modernização que incluiu novos sistemas electrónicos e capacidade para combate nocturno.


Versões mais recentes

Mais recentemente, o M-60 foi completamente modificado e apresentado quase como um novo tanque pela General Dynamics com o tanque 120S.

Também Israel que utilizou muitos destes carros de combate, desenvolveu o SABRA, outra versão muito modificada do M-60 que também foi vendida para para a Turquia.

A linha de montagem do M60 deixou de fornecer carros de combate para o exército americano em 1985, mas continuou ao serviço durante vários anos, para garantir o fornecimento de uma encomenda de carros de combate deste tipo para o exército egipcio, que pretendia substituir a grande quantidade de viaturas T-55 que tinha ao serviço.