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Carro de combate médio



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M5-A1 Stuart
Carro de combate médio (General Motors)
M5-A1 Stuart

Projeto: General Motors
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.33
n/disponivel
2.24m
2.29M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
14t
15.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
2 x Cadillac V8 121cv
242cv
64 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
160Km
4
20º
25º
0.91M
1.83M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 37mm M3/M6 m.38 L/53 (Calibre: 37mm - Alcance estimado de 1Km a 1.7Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:M5-A1
Qtd: Máx:80 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O M5-A1 foi recebido por Portugal apenas em 1957, e os carros recebidos foram atribuidos ao Regimento de Lanceiros Nr.2, à Escola Prática de Cavalaria, e ao Regimento de Cavalaria Nr.6.
Estes carros de combate leves, foram cedidos pelos Estados Unidos para responder ao pedido do governo português da altura, que acreditava haver capacidade para a criação por Portugal de várias divisões com capacidade para serem utilizadas em caso de conflito europeu.

Na prática, essas unidades nunca chegaram a ser criadas e grande parte do material acabou por se degradar. Como nota curiosa, notar que além do exército, foram recebidas sete unidades pelo Regimento de Cavalaria da Guarda Repúblicana.

Embora fosse um veículo cedido para responder a um capricho de algumas das chefias militares nos anos 50, o M5-A1 ao serviço do exército português diferencia-se de todos os outros carros de combate portugueses, por ser o único veículo blindado com lagartas (tanque leve) a ter efectivamente entrado em combate, quando três unidades deste veículo foram enviadas para Angola, tendo sido distribuidas ao BCAV 1927 em Nambuagongo.

Aí, foram utilizados para proteger colunas do exército, tendo a sua utilização tido sucesso, dado as forças que se opunham ao exército português não estarem minimamente preparadas para atacar estes veículos.

Os três pequenos tanques, foram enviados para Angola de forma mais ou menos dissimulada e foram alcunhados pelas suas tripulações de «Gina», «Licas» e «Milocas».

Naquele teatro de operações, eles chegaram a entrar em combates, durante missões de protecção a colunas do exército, tendo essas missões sido consideradas um sucesso.
Essencialmente a possibilidade de em emboscadas, o veículo se dirigir rapidamente contra o inimigo que se encontrava nas proximidades (sendo que não estava equipado com armamento anti-tanque) desorganizava as forças atacantes, e permitia garantir superioridade táctica no terreno, para responder de imediato.
Embora a experiência de utilização dos M5, tenha tido sucesso, ela não teve seguimento.
Entre as razões para tal, está o alto consumo do veículo, que em teoria podia ser substituído por veículos mais ligeiros como os Panhard AML.

No entanto, o responsável pelo envio dos veículos para Angola, o Major Mendes Paulo, autor do livro "Elefante DumDum", afirma que aquele tipo de veículos, embora menos consumidores de combustível, não tinha a mobilidade suficiente, que só um veículo com lagartas permitia.
Foi proposta a aquisição deste tipo de veículo (que tinha sido cedida pelos Estados Unidos, o que tornava a sua utilização complexa pois a cessão dos veículos estava dependente da utilização que lhes fosse dada, não havendo autorização para utiliza-los fora do continente português).

O M-5 continuou ao serviço até 1984, quando foi abatido. Eles foram vendidos como sucata a uma empresa americana, e alguns foram recuperados e transformaram-se em peças de museu.


Forum de discussão

A necessidade de grandes quantidades de veículos, levou a que a produção de carros de combate nos Estados Unidos tenha sido dividida por várias fábricas.

O carro de combate ligeiro M3-Stuart, sofreu ao longo do periodo em que foi fabricado, várias alterações ao seu projecto, que resultaram no modelo M3-A3.

Com a falta de motores em numero suficiente, sentida ainda antes da entrada dos Estados Unidos na guerra, surgiu uma proposta da General Motors, para fabricar o M3, instalando-lhe dois motores Cadillac, juntamente com um sistema hidraulico de transmissão, que tinha sido introduzido em 1941 para automóveis comerciais.

A ideia foi aprovada, e um veículo foi testado, tendo efectuado uma prova durante 800Km com resultados positivos.

O veículo começou a ser produzido, mas teve necessidade de algumas alterações na parte traseira para acomodar o novo sistema motriz, tendo também sido revista a parte frontal (idêntica ao M3A3).

A última versão produzida foi a M5A1, com ligeiras alterações, mantendo no entanto o mesmo tipo de armamento.

Informação genérica:
Familia de carros de combate leves do exército americano, que começou a ser desenhada ainda antes de os Estados Unidos entrarem no conflito.

Este tipo de veículo entrou em combate pela primeira vez em África onde ficou clara a sua enorme debilidade em termos de blindagem.

Além da blindagem muito leve, o M-3 não estava equipado com armamento capaz de perfurar a couraça dos carros de combate alemães (que curiosamente tinham começado por utilizar esse mesmo calibre no inicio da guerra, pois a peça de 37mm do M-3 é derivada de um modelo alemão).

Rapidamente os M-3 foram relegados para missões secundárias, com ordens para não entrarem em combate na presença de veículos pesados alemães. Eles podiam no entanto servir para protecção de unidades de infantaria.

Depois da guerra foram utilizados por vários países europeus e sul americanos.

Entre os mais importantes utilizadores do M3 está o Brasil, país que recebeu uma considerável quantidade de veículos deste tipo e que durante os anos 60 e 70 produziu versões muito modificadas deste veículo.

De entre essas versões destaca-se o X1A3, uma versão radicalmente modificada e potente