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Carro de combate médio



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Leopard-1 A5
Carro de combate médio (KMW Kraus-Maffei Wegmann)
Leopard-1 A5

Projeto: KMW Kraus-Maffei Wegmann
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.09
9.543m
3.41m
2.764M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
40.4t
42.4t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MTU MB 838 Ca M500 10cyl.
830cv
62 Km/h
30 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
985 Litros
600Km
4
60º
50º
2.25M
3M
1.15M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Equador
Designação Local:Leopard-1
Qtd: Máx:30 - Qtd. em serviço:0
Situação: Proposto
Operacionalidade:
No inicio de 2009, o Equador tornou pública a sua intenção de adquirir trinta carros de combate Leopard-1 do Chile. Os veículos blindados Leopard-1 foram adquiridos pelos chilenos à Holanda e serão repassados para os equatorianos que oficialmente ainda tinham ao serviço um numero idêntico de carros de combate T-55 que não estavam operacionais, estando a principal capacidade blindada de defesa do país baseada em viaturas ligeiras blindadas.

Pelo seu reduzido numero a venda destes carros de combate não é de importância vital, mas ocorreu alguns meses depois de territorio do Equador ter sido atacado por aeronaves da Colombia.
Eles são porém, mais poderosos que quaisquer viaturas blindadas que Peru ou Colombia possuem.

Equador e Chile mantêm acordos militares entre si, que são vistos como forma de condicionar qualquer acção agressiva por parte do Peru, que mantém contenciosos com os chilenos na região norte do Chile-Sul do Peru.

Em 2014, continuava a haver informação concreta sobre a transferência


Forum de discussão

A última e mais recente derivação do carro de combate Leopard foi o Leopard-1-A5. Ele é em grande medida idêntico aos Leopard-1 A3 e Leopard-1 A4, com as modernizações gerais que foram introduzidas entre 1975 e 1977.

Os militares alemães consideraram que o Leopard tinha sido inicialmente concebido para lutar contra os T-55 e T-62 soviéticos, mas no inicio da década de 1980 os principais carros de combate do Pacto de Varsóvia eram os T-64 e T-72 muito mais modernos e esperava-se a introdução dos novos T-80.
Por isso, em 1980 foi iniciado um programa para estudar que modificações deveriam ser feitas ao Leopard, para garantir a sua capacidade de lutar contra os carros de combate soviéticos, garantindo a continuidade do veículo até depois do ano 2000.

O estudo concluiu que para combater contra os novos tanques soviéticos o Leopard-1 teria que ter capacidade de combate mesmo com visibilidade reduzida, ter melhor capacidade para disparar em movimento com grande probabilidade de acerto, precisando por isso de um sistema de gestão de tiro mais moderno, além de munição mais poderosa, que pudesse garantir a destruição dos carros de combate soviéticos.
Esses estudos levaram a um extenso programa de reconstrução, à incorporação do novo sistema de controlo de tiro EMES-18 da Atlas Elektronic, que era um derivado mais moderno do sistema utilizado no carro de combate Leopard-2, com o qual partilhava vários componentes.
Foi contratada a conversão de 1224 carros de combate Leopard-1 para o novo padrão Leopard-1 A5, tendo o primeiro sido entregue ao exército alemão em 1987.
Portanto, nenhum Leopard-1A5 foi fabricado. Todos eles são viaturas de versões mais antigas, modernizados para este padrão.

Com o novo sistema de controlo de tiro, era possível encontrar alvos e determinar a melhor solução de tiro a distâncias de até 4000m, garantindo assim a superioridade face aos carros de combate soviéticos.

Mas essa superioridade tecnológica só poderia ser garantida com a introdução da nova munição perfurante DM23 (APFSDS), que também é uma das características do Leopard-1 A5. No entanto, essa superioridade tática, representava um problema, pois foi calculado que na área de fronteira entre as duas Alemanhas, apenas 10% do terreno permitia recontros a mais de 2000m de distância. A 500m de distância o Leoparde-1A5 não teria possibilidades contra um T-72, um T-80 e estaria em igualdade de circunstâncias perante um T-62.

A suspensão do A5 foi também reforçada e o motor revisto. A velocidade máxima do Leopard-1 A5 foi ligeiramente reduzida relativamente ao modelo original da década de 1960, de 65km/h para 62km/h, principalmente por causa da incorporação de blindagem adicional e novos sistemas dentro do tanque.
Com os novos sistemas, o Leopard-1 A5 tinha alguma vantagem sobre os seus concorrentes russos, no caso de poder utilizar a vantagem da superioridade do canhão L/7 equipado com a nova munição perfurante. No entanto, essa superioridade não veio sem custo, já que a munição aumenta consideravelmente o desgaste do cano.
O Leopard-1 A5 manteve no entanto a superioridade tática sobre viaturas como o T-72 e T-72B.
Outros exércitos europeus, também efetuaram alterações idênticas, entre os quais se encontram o da Holanda, da Grécia e da Turquia.

O Leopard-1 continuou ao serviço do exército da Alemanha Federal até ao final da década de 1980. Os planos para a sua modernização (chegou a ser considerada a instalação de uma peça principal de 120mm) foram abandonados, com o colapso da União Soviética e com o fim da ameaça dos tanques russos. O exército alemão conservou apenas os carros Leopard-2 ao serviço. Vários países adquiriram muitos dos carros de combate Leopard-1 que estavam em armazem,
muitos deles na versão A5.

Os estudos de desenvolvimento do Leopard-1A5 deveriam prosseguir e eventualmente resultar numa versão mais moderna, que chegou a ser referida como Leopard-1A6.
Várias possibilidades estavam em estudo, mas o conjunto de modernizações mais viavel, incluia uma nova blindagem mais resistente, conjunto motriz reforçado e a possibilidade de utilização de uma peça principal de 120mm.

Informação genérica:
O Leopard-1 foi resultado de uma tentativa de vários países europeus para desenvolver um carro de combate próprio, reduzindo a dependência do fornecimento de veículos americanos.
Os primeiros estudos começaram no fim dos anos 50 e França Alemanha e Itália tentaram criar um standard básico, que permitisse a criação de uma viatura comum.

O Leopard-1 deveria inicialmente ter nascido da cooperação franco-alemã. Os franceses acabaram produzindo o AMX-30 mas as linhas dos dois tanques mostram os conceitos aproximados


Esse plano falhou e a França desenvolveria o tanque AMX, a Itália compraria o M60 americano e a Alemanha desenvolveria o Leopard, que entrou em produção em 1965, tendo a última versão sido produzida em 1984.

Tratou-se do primeiro carro de combate da Alemanha, após a segunda-guerra mundial e as tradicionais qualidades dos carros de combate alemães foram reconhecidas com a venda de carros Leopard para vários países europeus, como a Dinamarca, Holanda, Noruega, Grécia e Turquia além da Italia que também fabricou o Leopard sob licença. Fora da Europa, o Canadá e a Austrália também compraram este carro de combate.

Os Leopard são tanques com casco soldado, sete rodas de apoio, motor traseiro. O condutor está à frente à direita. A torre de aço fundido está numa posição central, onde fica o comandante e o operador do canhão e o municiador. A maior parte da munição é transportada à frente do lado esquerdo, ao lado do condutor.

Várias versões foram produzidas, quer de veículos «novos» quer conversões de veículos mais antigos.

Leopard - Versão original, produzida num total de quatro lotes de veículos.

Leopard 1 A1 - Primeira modernização, ocorrida em 1970. Incorporou pela primeira vez um estabilizador para a peça principal, permitindo disparo em movimento. Foram introduzidas saias de metal e borracha para proteger as rodas.

Leopard-1 A2 - Construidos entre 1972 e 1974, com uma nova torre em aço fundido, com blindagem mais espessa.

O Leopard-1 A3 - Como resultado da evolução dos tanques do Pacto de Varsóvia foi decidido modificar a versão A2 e 110 exemplares foram produzidos com torre soldada, com blindagem espaçada. A blindagem da torre não foi alterada, mas o espaço interno cresceu em 1.5 metros quadrados.
Esta versão é aproximadamente equivalente à do carro de combate OF-40 que foi fabricado na Itália.

O Leo-1A4 - 250 exemplares produzidos em 1974 receberam esta designação. Novos sistemas ópticos e electrónicos, um novo sistema de controlo de tiro e um novo sistema de controlo de incendios foram adicionados, às custas de uma redução para 55 do total de munições transportadas.

Modernização geral
Entre 1975 e 1977, mais uma vez considerando as necessidades decorrentes da introdução dos tanques T-64 e T-72 soviéticos, todos os carros Leopard-1 dos vários lotes, receberam uma nova proteção constituida por placas de aço, cobertas de borracha, protegendo toda a torre.

Leopard-1 A5 - A última série de viaturas Leopard, resultou de um estudo iniciado em 1980, para estudar a viabilidade da utilização do blindado depois do ano 2000.

Modernizações seguintes
Com o objetivo de combater os novos carros soviéticos que entraram ao serviço na década de 1980, como o T-80, foi concebido um programa de modernização geral, destinado a garantir ao Leopard a superioridade tecnológica no campo de batalha.

A designação desse veículo seria Leopard-1A6, e partiria do modelo A5, acrescentando uma blindagem mais sofisticada extendida à torre e incluindo uma peça principal de 120mm.
O Canadá também desenvolveu uma versão modernizada do Leopard-1, dando especial enfase à blindagem:



Depois do ano 2000 começaram a ser transferidos para outros países fora da Europa e da NATO, como o Brasil e o Chile.

O Leopard-1 serviu de base para outros veículos.

Entre os mais conhecidos está o sistema anti-aéreo Gepard e o sistema de artilharia auto-propulsada «Palmaria» concebido na Itália a partir do OF-40, a versão italiana do Leopard-1.

Também foram desenvolvidos veículos blindados de recuperação, bem como lança-pontes.

Embora não haja informação concreta, a última derivação deste veículo (ou mais correctamente conversão) é o modelo OF-40/VCI, em estudo para o exército dos Emirados Arabes, que consiste na conversão do carro de combate para veículo de combate de infantaria pesado.



TH-400

Na Alemanha foi desenvolvida uma tentativa para aproveitar a torre do Leopard-1 e instala-la num chassis 6x6 para tentar desenvolver algo parecido com o Centauro italiano.

O projeto no entanto, não foi considerado viável, por a torre ser demasiado pesada e o chassis 6x6 inadequado para a função. Foi apenas produzido um protótipo.