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Viatura táctica Ligeira



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Portaro 260
Viatura táctica Ligeira (GV-SEMAL)
Portaro 260

Projeto: GV-SEMAL
Portugal
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
3.97
n/disponivel
1.78m
1.94M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
1750kg
N/disponivel
750Kg
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Daihatsu DG 2530cc
71cv
112 Km/h
60 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Quatro rodas motrizes
95 Litros
750Km
1
N/disponivel
0M
0M

Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

A marca Portaro (literalmente Portuguese ARO) foi o resultado de negociações entre os portugueses e o estado romeno que permitiram a montagem em Portugal das viaturas romenas, importadas completamente desmontadas (CKD).

O Portaro começou a ser produzido em Portugal numa altura crítica, em que uma revolução conduziu o país à beira da guerra civil. Mesmo assim, os responsáveis continuaram a acreditar na ideia de montar no país uma industria automovel capaz de comercializar veículos todo o terreno.
Na altura a rede portuguesa de estradas era muito má e este tipo de viaturas aparecia como uma solução adequada para esse problema.

O Portaro 260 foi um dos muitos modelos colocados no mercado pela GV-SEMAL e o mais vendido de toda a gama. Ele estava equipado com o mesmo motor do «Daihatsu Taft» capaz de uma potência de até 75cv às 3600rpm.

Foi desenvolvida uma gama completa de viaturas Portaro, que grosso-modo era equivalente à gama comercializada pela romena ARO. Além da versão três portas com capota de lona, foi comercializada uma versão de capota rigida e três portas e também o comercial de caixa aberta equivalente ao ARO-320 que em Portugal foi conhecido como Portaro 320 Campina.

No entanto, embora vendessem o Campina, com maior distância entre eixos os portugueses nunca montaram uma versão de cinco portas do ARO, pelo que não existe um Portaro de cinco portas.

Portaro militar
A montadora portuguesa chegou a desenvolver uma versão do Portaro especificamente para utilização dos militares, no entanto, a marca nunca foi muito bem vista pelas autoridades portuguesas, alegadamente por causa de ser uma viatura que em grande medida era importada e de uma marca que não dava nenhum tipo de garantias sobre a disponibilidade de peças de reposição e manutenção a longo prazo.

Topo de gama
Em geral as viaturas Portaro eram superiores em especificações aos seus equivalentes romenos. A principal razão prende-se com a concorrência, já que em Portugal, um mercado muito mais aberto à importação, havia mais escolha. As viaturas Portaro tinham uma variedade de opções que incluia motores Volvo e um nível de acabamento superior, numa altura em que começavam a aparecer os jipes de luxo, que já não eram apenas viaturas de trabalho, mas acima de tudo viaturas de lazer.

No mercado português a montadora Garagem Vitória / SEMAL, também tinha que concorrer com o UMM, outro veículo todo o terreno montado em Portugal e que chegou a conseguir encomendas do estado português.
A GV-SEMAL nunca recebeu qualquer incentivo por parte das entidades oficiais.

As viaturas Portaro, beneficiaram muito da vitória no Rallie Atlas, Paris-Agadir em 1982, em que um Portaro modelo 230PV equipado com motor Volvo ficou em primeiro lugar, à frente dos Mercedes 4x4 classe G.
A viatura também conseguiu uma 10ª posição no Paris Dakar do ano seguinte.
Estes resultados impulsionaram a venda da viatura em mercados de exportação, como foi o caso do Reino Unido, havendo por isso versões Portaro com volante à direita.

Cerca de 10.000 exemplares do Portaro foram produzidos, 30% para exportação.

Informação genérica:
Os jipes russos GAZ 69, foram uma modernização do GAZ-67 que em grande medida foi influênciado pelo jipe Bantam, utilizando mecânica do Ford model-A fabricado na Russia.

Depois da II guerra mundial, os países da Europa de leste começaram timidamente a tentar desenvolver as suas próprias produções automobilisticas e a Romenia foi um dos países que tentou impulsionar a sua industria automóvel através da construção de viaturas 4x4

Os romenos começaram a produzir sob licença o jipe GAZ-69 e ele viria a transformar-se no pai e avô de várias viaturas romenas, uma das quais chegaria mesmo a ser fabricada em Portugal.

A linha de viaturas é assim constituida por:

ARO-57
Virtualmente idêntico ao GAZ-69 soviético.

ARO M461
Idêntico ao anterior, mas com modificações ao nível da mecânica e também com motor mais potente

ARO Série 24
Modificação estética radical, mantendo grande parte da estrutura e chassis. Esta versão foi a mais vendida de todas

PORTARO
Versão portuguesa dos jipes ARO, montados em Portugal com peças recebidas da Romênia, mas com motores e componentes mecânicos montados em Portugal. Cerca de 10.000 veículos foram produzidos.

Crosslander
Nome dado à versão do ARO 244 que se projetou construir no Brasil, na cidade de Manaus. Problemas técnicos com os motores escolhidos e a falência da ARO na Roménia levaram ao cancelamento da produção com apenas 150 exemplares montados.




Bastante menos conhecida é a ligação dos jipes derivados do modelo GAZ-67 e GAZ-69 a viaturas de transporte monovolume. Tanto na Russia como na Roménia, uma versão para transporte civil foi desenvolvida, em monovolume e em pickup. Com a relação entre romenos e portugueses, também foi desenvolvido um Portaro pickup. A versão monovolume não chegou a ser comercializada.