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Canhão de assalto



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SturmPanzer 43 «Brummbar»
Canhão de assalto (Alkett)
SturmPanzer 43 «Brummbar»

Projeto: Alkett
III Reich / Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.93
n/disponivel
2.88m
2.45M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
24t
28.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL-120 TRM
296cv
40 Km/h
18 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
210Km
5
30º
20º
1M
2.2M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 150mm StuH-43 L/12 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

No inicio de 1942, com as forças da Wermacht ainda ocupadas com a contra-ofensiva soviética de Dezembro, para libertar a pressão sobre Moscovo e com bolsas ainda cercadas, resultado dos avanços soviéticos, foi decidido começar a desenvolver um verdadeiro sistema de canhão de assalto sobre lagartas, uma derivação de um conceito alemão conhecido como Sturmgeschutz, mas com uma arma principal de grosso calibre.

Hitler considerou que as versões que estavam em desenvolvimento e em ação, ou seja canhões de assalto com um canhão de cano curto de 75mm e as peças de 150mm sob chassis de carros mais antigos não eram suficientes ou adequados para os ataques frontais furiosos da Wermacht, contra fortificações.

Durante a campanha na Russia em 1941, a Wermacht teve que empregar artilharia pesada, para desalojar (matar) russos que recusavam render-se, em posições defensivas, mesmo atrás de muros, casas destruidas, fábricas ou outras instalações. A defesa encarniçada dos russos, que tinha dificuldade em ser vencida com bombardeamentos aéreos recomendava um veículo que pudesse utilizar o poder de um projetil de 150mm em tiro direto, mas que tivesse uma blindagem superior.

Produção

Considerava-se que as viaturas que tinham sido construidas sobre o chassis do Panzer IV, estavam sub armadas e que as peças de 75mm de baixa pressão não eram adequadas para combates contra zonas fortificadas, ao mesmo tempo que as peças de artilharia de tiro direto sobre chassis do Panzer I/II/III e 38(t) eram inadequadas.

A viatura seria por isso construida à volta do chassis do Panzer IV e receberia óbus de 150mm já utilizado em pequena escala, capaz de tiro direto se necessário, para destruir alvos a distâncias reduzidas. O projeto foi mais uma vez entregue à Alkett.
Em Outubro de 1942 Hitler determinou a construção de 40 a 60 exemplares. Caso isto fosse possível, não seria necessário prosseguir com o desenvolvimento do canhão de assalto Moerser, um sistema idêntico mas baseado no chassis do tanque Tiger-I.

Hitler também sugeriu que o SturmPanzer pudesse utilizar munição explosiva, de forma a poder ser utilizada contra casas e construções não blindadas.
O projeto da Alkett prosseguiu, com a colaboração da Skoda, que desenvolveu o sistema de suporte esférico da arma principal.

O primeiro protótipo ainda em madeira foi mostrado em Fevereiro de 1943, quando o 6º exército alemão se rendia em Estalinegrado. Foi emitida uma encomenda para 40 exemplares, que deveriam ser entregues até 12 de Maio desse ano.

A última versão do Sturmpanzer 43, incluia várias modificações, como por exemplo a metralhadora de apoio, à frente, à esquerda da arma principal.
Os primeiros 60 exemplares foram produzidos em cima de chassis do Panzer IV recuperados, no arsenal de Viena. Hitler ordenou então que todos os Sturmpanzer fossem construidos em chassis de Panzer IV recuperados e isso acabou atrazando a produção por falta de chassis. Um segundo lote de 80 veículos foi produzido entre Novembro de 1943 e Maio de 1944 também em Viena, mas a maior parte em chassis novos, por falta de chassis recuperados.

A partir de Junho de 1944 e até ao fim da guerra a produção passou para a Werk Stahl Industrie em Duisberg que construiu os restantes 166 exemplares.

Combate

Os alemães utilizaram o Sturmpanzer pela primeira vez em 1943 durante a batalha de Kursk. Vários foram enviados para Itália em 1944 e também para a França durante a campanha contra os aliados após a invasão da Normandia.

Os primeiros modelos apresentaram problemas com o recuo da arma principal, com o sistema de suspensão que sofria com o peso do veículo e além disso os engenheiros não previram a necessidade de defender o veículo caso o inimigo chegasse às proximidades. Por isso não havia metralhadoras instaladas, um problema que também afetou o caça tanques «Ferdinand».

Os problemas foram sendo resolvidos e os últimos modelos dispunham de metralhadoras integradas no casco, saias de proteção blindadas e ainda a proteção de Zimmerit, destinava a evitar as minas magnéticas.

Informação genérica:
O carro de combate conhecido como Panzer IV ( ver a ficha para estes modelos), foi o mais numeroso dos carros de combate utilizados pela Alemanha durante a II Guerra Mundial.
Por se tratar de uma viatura importante e produzida em grande quantidade, o seu chassis também foi utilizado como plataforma para viaturas blindadas com características diferentes do carro de combate convencional.

Entre as principais derivações do PzKpfw VI, também designado por Panzer 4 (ou tanque 4) está aquela que se destinou a converter o carro de combate num canhão de assalto.

O canhão de assalto era bastante mais económico que o tanque convencional e foi concebido mais para arma de artilharia que como arma anti-tanque.

A sua peça de 75mm destinava-se a apoiar o avanço da infantaria e a atacar pontos bem defendidos. A sua arma principal não disparava uma munição perfurante mas sim uma munição explosiva destinada a atingir fortificações provisórias e soldados.

O primeiro canhão de assalto derivado do Panzer-4 foi o SturmGeschutz-IV armado com uma peça de 75mm e 48 calibres.
Com o evoluir do conflito, e em parte como medida de emergência, o canhão de 75mm foi aproveitado para atacar tanques soviéticos, embora essa não fosse a sua função principal.

Embora muitos militares alemães não gostassem do conceito, o seu menor custo levou a que o próprio Hitler tenha pressionado para que se desenvolvesse mais o conceito.

O primeiro caça-tanques baseado no Panzer-IV foi o «Nashorn», que foi uma adaptação de emergência, armado com uma poderosa peça de 88mm. No entanto, porque era uma adaptação de emergência ele não foi um sucesso e rapidamente se tornou claro que seria necessária uma solução de raiz, construída propositadamente para caça-tanques com um perfil baixo.

A partir do Sturmgeschutz-IV foi então desenvolvido um veículo propositadamente concebido para caça tanques, com uma arma com o mesmo calibre mas com um cano mais longo e mais eficiente contra carros de combate.
Tratou-se do «Panzerjager-IV», que foi produzido em três sub-séries distintas.


Artilharia auto propulsada
O chassis do Panzer 4 foi igualmente utilizado como base para um sistema de artilharia auto propulsado, que focou conhecido como «Hummel», o qual transportava uma peça de artilharia convencional, instalada no chassis.

Canhão de assalto pesado

No inicio de 1942 a Alkett recebeu uma encomenda para desenvolver um verdadeiro canhão de assalto «Sturmgeschutz» com peça principal de 150mm que poderia ser utilizado para tiro direto.
O veículo foi apresentado e entrou em produção ainda a tempo de participar na batalha de Kursk no verão de 1943.

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.