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Canhão de assalto

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PzKpfw I b / SIG-33 «Sturmpanzer I»
Canhão de assalto (Alkett)
PzKpfw I b / SIG-33 «Sturmpanzer I»

Projeto: Alkett
III Reich / Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.67
n/disponivel
2.06m
2.8M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
7.9t
8.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach NL38TR
100cv
40 Km/h
40 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
140Km
4
10º
10º
0.85M
1M
0.2M

Armamento básico
- 1 x 150mm sIG-33 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Quando a guerra começou em 1939 com o ataque alemão à Polónia, notou-se que as peças de artilharia de campanha das unidades de artilharia, não podiam acompanhar a rapidez com que os blindados se movimentavam.

A infantaria auto-transportada, não conseguia beneficiar do apoio de fogo imediato das peças de artilharia que tinham sido desenvolvidas para essa função.

Identificado o problema, foram iniciados os estudos destinados a encontrar uma solução para dar mobilidade à artilharia da infantaria motorizada alemã.
Mais uma vez a empresa Alkett foi chamada a estudar o problema e encontrar uma solução de emergência que pudesse ser implementada a curto prazo.

A solução foi utilizar o chassis do carro de combate leve PzKpfw-IB, remover-lhe a torre e parte da superestrutura e instalar uma proteção blindada sobre a qual se instalou a «montagem» e a peça de 150mm, basicamente com o mesmo sistema da peça rebocada, cujas rodas foram removidos e os eixos encaixados nas laterais da estrutura. A arma podia elevar-se a 75 graus e baixar 4 graus. A deriva era de 12.5 graus para cada lado.

Em Fevereiro de 1940 foram entregues os primeiros «15cm sIG33(Sf) auf Panzerkampfwagen I Ausf B» convertidos de um total de 38 exemplares.

O modelo cumpria com o requerido, no entanto, tratanto-se de uma solução de emergência, não se pode dizer que tenha sido um sucesso. O veículo também não se pode dizer que fosse elegante e era até bastante desequilibrado, e demasiado alto.

Os 38 exemplares produzidos foram entregues a companhias de artilharia pesada de infantaria distribuidas a seis divisões Panzer durante a invasão da Bélgica, Holanda e França em Maio de 1940.

Depois da campanha contra a França, estas viaturas foram utilizadas na campanha contra a Rússia. Aí, ainda que tenham desempenhado a sua função, mostraram a sua inadequação para a função. As lagartas eram demasiado pequenas, e a viatura tinha dificuldade para se movimentar na lama. O peso, quase 3 toneladas superior ao do blindado Panzer I, pedia demasiado esforço do motor, o consumo aumentou e a autonomia baixou. Além disso, na frente russa notava-se especialmente a falta de proteção para a guarnição. O número de munições disponíveis era pequeno, porque pura e simplesmente não havia espaço disponível para mais.

À falta de melhor o modelo manteve-se ao serviço. Nesta imagem tirada em 1941 duarante a invasão da URSS, mostra-se a diferença entre a capacidade alemã para produzir tanques e a capacidade soviética. O carro da direita, um KV-2 tinha mais ou menos a mesma função do PzKpfw-1B, mas era cinco vezes mais pesado e mais blindado


Ainda assim, em 1943 ainda havia alguns destes veículos ao serviço.
Outros veículos utilizando o mesmo armamento principal foram desenvolvido sobre plataformas mais adequadas, como o tanque checo TNHP e o chassis do Panzer IV.

Informação genérica:
Trata-se dos primeiros carros de combate alemães do periodo anterior à II Guerra Mundial.

A origem destes veículos blindados está na venda à Alemanha por parte da Vickers britânica de um chassis do mini tanque Carden-Lloyd Mk.IV.

Originalmente os alemães estavam interessados no chassis para analisar a possibilidade de o utilizar como plataforma para um canhão de defesa anti-aérea de 20mm.

Os alemães concluiram no entanto que este pequeno chassis seria extremamente interessante como tanque leve e veículo de treino e embora inicialmente não se considerasse a possibilidade de utiliza-lo como carro no campo de batalha, ele passou a ser construido com essa função, tendo no entanto sempre em consideração a sua fragil protecção blindada.

O desenho do chassis foi da autoria da KRUPP (que ganhou a concorrência) e os primeiros protótipos foram produzidos em 1933 pela empresa KASSEL.

Com os protótipos feitos, o governo da Alemanha entregou à KRUPP uma encomenda para 150 unidades do PzKpfw-I. Os veículos foram designados como tractores de artilharia, ou seja veículos militares destinados a rebocar canhões ou outro tipo de material, evitando a designação «carro blindado de combate» por causa das proibições a que a Alemanha estava sujeita.

O pequeno tanque tinha apenas dois tripulantes e estava fracamente armado.

Uma segunda versão alongada e que se distingue por possuir uma quinta roda lateral de apoio foi posteriormente desenhada, e colocada em produção como PzKpfw-I Ausf.B.

Em 1936, Hitler enviou mais de uma centena de Pz.I para Espanha, mas o veículo não era capaz de se opor aos veículos blindados soviéticos contemporâneos.


Viaturas derivadas desta família de veículos.
Como aconteceu com outras viaturas blindadas, o chassis base do Panzer-I foi utilizado para outras funções além de «tanque leve» tais como:

- Plataforma onde foi montado um canhão anti-tanque de 37mm de origem checa e que se transformou no primeiro caça tanques operacional.
- Plataforma de artilharia auto-propulsada, com a instalação de uma peça de artilharia de 150mm para apoio da infantaria.
- Viatura de comando (SdKfz 265) com uma superestrutura elevada e equipamento de rádio melhorado.

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.