Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Canhão de assalto

Veículos idênticos ou relacionados:


PzKpfw-II Ausf.C (Panzer II)
Carro de combate leve

PzKpfw II / sIG-33
Canhão de assalto

Wespe
Artilharia Auto propulsada

PzKpfw-II L «Luchs»
Veículo médio de reconhecimento

Marder-II
Caça-tanques

 

PzKpfw II / sIG-33
Canhão de assalto (Alkett)
PzKpfw II / sIG-33

Projeto: Alkett
III Reich / Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.41
n/disponivel
2.6m
1.9M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
10.9t
11.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL62TRM
140cv
40 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
190Km
4
25º
30º
0.91M
1.5M
0.43M

Armamento básico
- 1 x 150mm sIG-33 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O desenvolvimento apressado de um sistema que permitisse transportar a peça de 150mm sIG-33 da infantaria mecanizada alemã, levou à adaptação do PzKpfw IB, que ainda antes de ter sido utilizado operacionalmente já era reconhecido como uma solução de recurso pouco adequada.

O passo seguinte foi passar à plataforma do Panzer II, maior e eventualmente mais adequada.

Ao contrário do modelo anterior, o desenho preconizado para instalação no chassis do Panzer II oassou por modificações na arma, e pelo desenho de um sistema de suporte da arma, especificamente desenhado para instalar neste chassis, o que permitiu reduzir drásticamente a altura do veículo.

O primeiro modelo ficou pronto em Fevereiro de 1941, ainda antes da invasão da União Soviética.
O chassis do Panzer II foi aumentado, o que se nota pela inclusão de uma roda adicional (cinco em vez de quatro) e mais um rolete de retorno da esteira.


Mas rapidamente se percebeu que, embora a arma principal ficasse mais embaixo, o problema da munição não podia ser resolvido e o espaço disponível continuava a ser diminuto.

Apenas existe referência a 12 exemplares de pré-série produzidos, mas todos eles foram enviados para África onde combateram no deserto em unidades do Afrika Korps. O último terá sido destruido pelos alemães durante a retirada para Itália em 1943.

Informação genérica:
O desenvolvimento dos veículos da família Panzer II, começou pouco depois dos primeiros protótipos do mais pequeno Panzer I terem sido produzidos.

Ele contava com uma suspensão completamente diferente e com armamento superior que constava de um canhão de 20mm e uma metralhadora co-axial.

Vários modelos de carros Panzer II e derivados estiveram ao serviço até 1945 embora não nas primeiras linhas.

Existem informações não confirmadas sobre a presença deste tipo de veículos na guerra civil de Espanha.

Os primeiros veículos do tipo Panzer-II tinham como função apoiar os carros leves do tipo Panzer-I. Eles tinham capacidade para perfurar a blindagem de outros carros de combate leves durante os anos 30.

Embora fosse o carro de combate mais importante da Alemanha durante a invasão da Polónia em 1939 e da França em 1940 - com 950 unidades ao serviço - tornou-se evidente que o Panzer II não tinha armamento suficientemente capaz para perfurar a blindagem dos tanques que entretanto tinham sido colocados em operação pela França e pela Grã Bretanha.

Além da fraqueza do armamento, o outro problema era a fraca blindagem do veículo, que oferecia protecção apenas contra armas ligeiras.

Mesmo assim, a produção continuou até 1942, altura em que se encontravam ao serviço cerca de 800 unidades. A produção deste pequeno tanque foi uma das formas de prover as forças blindadas alemãs, que tinham sido aumentadas para um total de 36 divisões blindadas.
Mas embora ao serviço, o Panzer-II já estava em funções secundárias de apoio.

Como aconteceu com outros veículos, o chassis, motor e restante mecânica do Panzer-II foram adaptados para produzir outro tipo de veículos.

Entre os veículos produzidos encontra-se o Marder-II, que consistia na colocação de um canhão anti-tanque de 75mm no casco (com deriva limitada) do veículo.

A última versão de combate do Panzer-II, conhecida como «Luchs» tinha um motor mais potente, mas era utilizado apenas como veículo de reconhecimento de alta mobilidade, encomendado no inicio da guerra, mas cancelado para libertar as linhas de produção para veículos com maior prioridade.

No total, a produção destes veículos foi a seguinte:

Protótipos e veículos de pré-produção:
- 100 unidades
Modelo A/B/C - 1113 unidades (1938-1940)
Modelo D/E - 43 unidades (1938-1941)
Modelo F - 524 unhidades (1940 - 1943)
Modelo J - 22 unidades
Modelo L - 104 unidades
Outros protótipos - 18 unidades

Versão de artilharia auto-propulsada (Wespe) - 835 unidades

Canhão de assalto pesado c/ sIG-33 - 12 unidades convertidas

Caça-tanques Marder - 576 novos + 201 convertidos

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.