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Canhão de assalto

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PzKpfw III / sIG-33
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PzKpfw III / sIG-33
Canhão de assalto (Alkett)
PzKpfw III / sIG-33

Projeto: Alkett
III Reich / Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.4
n/disponivel
2.9m
2.3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
21t
23t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
HL 120TRM 300PS
296cv
20 Km/h
12 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
0Km
5
N/disponivel
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 150mm sIG-33 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Os alemães não ficaram contentes com as duas soluções anteriores, encontradas para locomover a peça de artilharia de 150mm sIG-33. Foi experimentada a plataforma do Panzer I e também do Panzer II, mas com demasiados problemas.

O passo seguinte foi a utilização da plataforma do Panzer Mark.III que foi desenvolvido ao longo de 1942, mais uma vez pela Alkett.

Todos os exemplares produzidos, foram resultado de conversões de viaturas Panzer-III retiradas de serviço, pelo que nenhum destes veículos foi produzido novo.

Apenas 24 exemplares foram produzidos e a metade foi enviada para Estalinegrado onde ficaram ao serviço da 22ª divisão Panzer, que fazia parte do 6º exército alemão.

Informação genérica:
Como aconteceu com vários modelos de carros de combate de vários países, o chassis do carro de combate Panzer-III foi adaptado e utilizado para várias funções.

Um dos primeiros derivados desse chassis, foi o canhão de assalto conhecido como Stug-III modelo «E».

Tratava-se do desenvolvimento de um conceito de viatura móvel para apoio da infantaria, que utilizaria uma peça de maior calibre que o dos tanques (75mm em vez de 37mm) mas que dispararia um projectil de alto explosivo, que não sendo eficaz contra tanques, era eficaz contra construções e contra infantaria.

A necessidade de um veículo com esta capacidade fora identificada ainda durante a I guerra mundial.

Nessa altura, a infantaria alemã conseguiu vários sucessos na guerra de trincheiras, quebrando as linhas aliadas. Porém, praticamente todo o sistema de apoio de retaguarda demonstrou ser incapaz de seguir o avanço da infantaria.

O problema era especialmente grave com a artilharia que não acompanhava o avanço da infantaria. Por isso quando a infantaria alemã saía do raio de acção da sua artilharia, era incapaz de vencer as defesas secundárias dos aliados.

Evolução forçada pela necessidade

Já durante a II guerra mundial, um equipamento que podia acomodar uma canhão de 75mm passou a ser visto pelos alemães com cada vez maior interesse, especialmente quando na frante leste os carros de combate armados com canhões de menor calibre, cedo mostraram as suas deficiências.

Esta evolução forçada, levou ao aparecimento de um canhão de assalto «Sturmgeschutz» armado com uma peça do mesmo calibre, mas de cano longo, dando assin lugar ao modelo «G».

Embora o chassis do Panzer-III não pudesse acomodar uma torre armada com esse canhão, não havia impedimento técnico para a sua colocação no casco.

Com a nova munição de carga oca (capaz de perfurar a blindagem dos tanques soviéticos), o Stug Ausf.G tornou-se numa espécie de hibrido entre canhão de assalto e caça-tanques.



Embora o chassis do Panzer III não tivesse capacidade para modificações de maior monta, outros chassis foram igualmente adaptados para canhões mecanizados, mais baratos de produzir que os carros de combate convencionais. (ver Panzer IV).

As várias séries tiveram os seguintes números de produção:

Com a peça de 75mm L/24 StuK-37

ausf.A - Janeiro a a Maio de 1940 (30 exemplares produzidos)
ausf.B - Junho de 1940 a Maio de 1941 (320 exemplares produzidos)
ausf.C - Maio a Setembro de 1941 (50 exemplares produzidos)
ausf.D - Também de Maio a Setembro de 1941 (150 exemplares produzidos)
ausf.E - Setembro de 1941 a Março de 1942 (272 exemplares produzidos)

Com a peça de 75mm L/48 StuK-40

ausf.F - Março a Setembro de 1942 - 359 exemplares produzidos (+ 1 protótipo)
ausf.F/8 - Setembro a Dezembro de 1942 (334 exemplares produzidos)
ausf.G Desde Dezembro de 1942 até ao fim da guerra. 7720 exemplares produzidos, mais 173 convertidos dos modelos anteriores ou de carros Panzer IV.

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.