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Canhão de assalto

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Grille ausf.H / sIG-33
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Caça-tanques

 

Grille ausf.H / sIG-33
Canhão de assalto (CKD / BMM)
Grille ausf.H / sIG-33

Projeto: CKD / BMM
Republica Checa
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.6
4.85m
2.15m
2.4M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
11t
12t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Praga TNHPS
140cv
35 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
185Km
5
N/disponivel
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 150mm sIG-33 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Necessitando de uma plataforma que permitisse a utilização da peça de 150mm sIG-33, uma arma especialmente desenvolvida para tiro direto e para destruir fortificações, a Alemanha desenvolveu várias soluções baseadas em chassis dos carros de combate mark.I mark.II e mark.III.

Mas além dos carros alemães, também a industria da Boehmia-Moravia (atual República Checa e anteriormente parte da Checoslováquia) foi chamada a colaborar com o esforço de guerra, depois que a região foi anexada ao III Reich.

Assim, também o carro de combate PzKpfw 38(t), um dos mais importantes carros de combate utilizados pela Alemanha na primeira fase da guerra, se transformou no SdKfz.138/1 uma plataforma de tiro para a artilharia das unidades de infantaria mecanizada da Alemanha.

O estudo de adaptação foi levado a cabo pela Alkett e a produção decorreu na BMM em Praga entre Fevereiro e Abril de 1943, quando já tinha ocorrido o desastre de Estalinegrado.

A dimensão relativamente reduzida do veículo base permitia o transporte de apenas 15 munições de 150mm.
Tal como em outros sistemas do tipo, o modelo não dava proteção total à guarnição que estava vulnerável tanto na parte traseira como em cima, já que o 38(t)-sIG-33 não era coberto por qualquer blindagem.

Mas o principal problema do modelo H, residia no facto de ele ter sido uma modificação de emergência resultado da modificação de chassis que tinham sido previstos para um carro de combate e não para uma plataforma de artilharia.

Por isso, o motor traseiro complicava a operação e tornava o veículo demasiado alto, volumoso e sem grande espaço interno.

Um total de 91 exemplares foram produzidos pela BMM antes que fosse introduzido o modelo ausf.M

Informação genérica:
Os veículos desta familia de carros de combate são baseados no tanque de origem Checoslovaca baptizado de «TNHP-S 38» pela empresa checoslovaca CKD e conhecido como LT vz 38, designação dada pelo exército da Checoslováquia. O veículo foi posteriormente baptizado pelos alemães de PzKpfw 38(t), e o (t) quer dizer Tchecoslovaco e não Toneladas.

São dos veículos menos conhecidos e muito mais importantes para o esforço de guerra alemão que o que é geralmente notado.

O PzKpfw 38(t) foi utilizado no inicio da II guerra mundial e era na altura um veículo de poder e capacidade superior aos Panzer II alemães. O calibre do seu armamento colocava-os mais próximo do tanque Panzer-III, embora o seu canhão não tivesse a mesma capacidade de perfuração.

A família deu também origem ao caça tanques Hetzer, hoje considerado o melhor blindado caça-tanques alemão (pela sua excelente relação entre preço e poder de fogo) e ao veículo de artilharia Marder.

Alguns dos veículos desta família foram exportados para O Peru e o Irão antes da guerra (versões iniciais menos blindadas e também mais leves). Durante a guerra foram exportados para a Hungria e a Romenia, e depois da guerra os Hetzer chegaram a ser exportados para a Suiça. A Suécia fabricou o tanque sob licença, sob a designação Strv-M/41 e posteriormente uma viatura blindada de transporte de pessoal com base no mesmo chassis, conhecida como Pbv-301 e que deu origem a uma linha completamente nova de veículos suecos.

Notar ainda que parte dos veículos da marca CKD/Tatra (conhecida como BMM durante a ocupação alemã), foram igualmente fabricados pela sua concorrente Skoda, para aproveitar a capacidade de produção das fábricas checoslovacas.

Carros de combate

PzKpfw 38(t) Ausf A - Modelo original checoslovaco (1939)
9,4t e canhão SKODA A-7
Blindagem frontal de 25mm e lateral de 15mm

PzKpfw 38(t) Ausf B (Jan-Mai 1940)
Introduz as primeiras modificações exigidas pelos alemães, ainda que muito ligeiras.

PzKpfw 38(t) Ausf C (Jun-Sep 1940)
Proteção adicional no anel da torre, um radio alemão: 110 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf D (Sep-Nov 1940)
Modificações ao nível da blindagem frontal:
105 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf E / Ausf F (Nov-1940 Mai-1941)
Blindagem frontal de 50mm, blindagem lataral de 15mm, com placa adicional de mais 15mm: 275 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf G - Versão de comando: 324 produzidos.

Canhões de assalto pesados:
- Grille ausf.H
- Grille ausf. M

Caça-tanques:
Hetzer

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.