Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Canhão de assalto

Veículos idênticos ou relacionados:


PzKpfw 38(t) Ausf.E
Carro de combate leve

Strv M/41
Carro de combate leve

Grille ausf.H / sIG-33
Canhão de assalto

Grille ausf.M / sIG-33
Canhão de assalto

PanzerJager 38(t) «Hetzer»
Caça-tanques

 

Grille ausf.M / sIG-33
Canhão de assalto (CKD / BMM)
Grille ausf.M / sIG-33

Projeto: CKD / BMM
Republica Checa
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.95
n/disponivel
2.15m
2.47M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
N/disponivel
11.5t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Praga AC3
147cv
35 Km/h
16 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
190Km
4
N/disponivel
0M
0M

Armamento básico
- 1 x 150mm sIG-33 (Calibre: 150mm - Alcance estimado de 0.1Km a 4.7Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Grille ausf.M substituiu na linha de montagem o ausf.H, mas exteriormente o aspeto do veículo é completamente diferente. Na verdade, enquanto o modelo H foi uma solução de recurso, o modelo M, foi especialmente concebido para a função, tendo sido desenhado pela Alkett e produzido pela BMM na Checoslováquia (Boémia-Moravia).

O desenvolvimento do modelo M, decorreu quase que paralelamente ao do modelo H, mas porque se tratava de um novo projeto, o desenvolvimento demorou mais tempo.

A alteração radical, resulta da colocação do motor numa posição central, que libertou a parte traseira do veículo facilitando a operação da guarnição, aumentando a cadência de tiro e permitindo o transporte de 18 em vez de 15 munições de 150mm.
O chassis era basicamente o mesmo utilizado para o caça-tanques Marder-III.
O compartimento para a guarnição da peça, colocado na traseira era na realidade mais curto que no modelo H, mas em contrapartida era mais largo.

A produção começou em Abril de 1943 e embora estivessem previstos apenas 110 exemplares do modelo M, a produção continuou até Setembro de 1944 tendo atingido um total de 282 exemplares.
O «Grille M» foi dos mais numeroso dos canhões pesados de assalto que entraram ao serviço na Wermacht durante a guerra.
Sabe-se que em Fevereiro de 1945 ainda estavam ao serviço 173 exemplares.

A arma foi utilizada em todas as frentes, desde a Itália à frente leste, passando por combates contra os americanos e britânicos na Normandia.

A maior crítica a esta arma, decorria da potência do seu motor e da dimensão do chassis, que não permitia motores maiores e mais potentes.
Para garantir a mobilidade do veículo, a sua blindagem era bastante reduzida, limitando-se 15mm.

Informação genérica:
Os veículos desta familia de carros de combate são baseados no tanque de origem Checoslovaca baptizado de «TNHP-S 38» pela empresa checoslovaca CKD e conhecido como LT vz 38, designação dada pelo exército da Checoslováquia. O veículo foi posteriormente baptizado pelos alemães de PzKpfw 38(t), e o (t) quer dizer Tchecoslovaco e não Toneladas.

São dos veículos menos conhecidos e muito mais importantes para o esforço de guerra alemão que o que é geralmente notado.

O PzKpfw 38(t) foi utilizado no inicio da II guerra mundial e era na altura um veículo de poder e capacidade superior aos Panzer II alemães. O calibre do seu armamento colocava-os mais próximo do tanque Panzer-III, embora o seu canhão não tivesse a mesma capacidade de perfuração.

A família deu também origem ao caça tanques Hetzer, hoje considerado o melhor blindado caça-tanques alemão (pela sua excelente relação entre preço e poder de fogo) e ao veículo de artilharia Marder.

Alguns dos veículos desta família foram exportados para O Peru e o Irão antes da guerra (versões iniciais menos blindadas e também mais leves). Durante a guerra foram exportados para a Hungria e a Romenia, e depois da guerra os Hetzer chegaram a ser exportados para a Suiça. A Suécia fabricou o tanque sob licença, sob a designação Strv-M/41 e posteriormente uma viatura blindada de transporte de pessoal com base no mesmo chassis, conhecida como Pbv-301 e que deu origem a uma linha completamente nova de veículos suecos.

Notar ainda que parte dos veículos da marca CKD/Tatra (conhecida como BMM durante a ocupação alemã), foram igualmente fabricados pela sua concorrente Skoda, para aproveitar a capacidade de produção das fábricas checoslovacas.

Carros de combate

PzKpfw 38(t) Ausf A - Modelo original checoslovaco (1939)
9,4t e canhão SKODA A-7
Blindagem frontal de 25mm e lateral de 15mm

PzKpfw 38(t) Ausf B (Jan-Mai 1940)
Introduz as primeiras modificações exigidas pelos alemães, ainda que muito ligeiras.

PzKpfw 38(t) Ausf C (Jun-Sep 1940)
Proteção adicional no anel da torre, um radio alemão: 110 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf D (Sep-Nov 1940)
Modificações ao nível da blindagem frontal:
105 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf E / Ausf F (Nov-1940 Mai-1941)
Blindagem frontal de 50mm, blindagem lataral de 15mm, com placa adicional de mais 15mm: 275 produzidos

PzKpfw 38(t) Ausf G - Versão de comando: 324 produzidos.

Canhões de assalto pesados:
- Grille ausf.H
- Grille ausf. M

Caça-tanques:
Hetzer

Canhão de assalto pesado

Canhão de assalto / Sturmeschutz / pesado
Entendendo que eventuais ofensivas blindadas alemãs teriam que enfrentar a tática do «ouriço», os alemães consideraram a necessidade de canhões de assalto, que acompanhassem a infantaria destruindo os pontos fortes do inimigo, mas também consideraram a necessidade de um canhão de assalto pesado, que pudesse ser utilizado com eficácia contra posições especialmente protegidas.

Esta necessidade levou à incorporação de uma arma de campanha de grande calibre 150mm, com capacidade para tiro direto contra fortificações.
Como a arma de infantaria era demasiado pesada, desde o inicio da guerra que se considerou a necessidade de instalar essas peças em plataformas móveis.

Daí surgiu o conceito do blindado de assalto pesado.
A arma de 150mm, embora seja do mesmo calibre dos óbuses de artilharia alemães, é no entanto adequada para tiro direto, o que é especialmente adequado para destruir fortificações poderosas.

Além da Alemanha, a União Soviética também desenvolveu peças de artilharia de assalto, na fase final da guerra, com calibre 152mm.

Defesa em «ouriço»
Defesa contra a Blitzkrieg antes de ter sido inventada


Depois de terem inventado o ataque de blindados, que finalmente conseguiu vencer o impasse da guerra de trincheiras na Flandres em 1918, levando ao fim da I guerra mundial, tanto os britânicos como os franceses estudaram cuidadosamente as táticas que seria necessário desenvolver, caso fossem eles os defensores e não os atacantes.

Surgiu assim uma doutrina que defendia que a defesa contra o avanço dos blindados e de infantaria e artilharia mecanizada poderia ser eficaz se fosse criada uma rede de fortificações fortemente defendidas, capazes de resistir perante um cerco prolongado.

Dessa forma, imobilizavam-se forças inimigas na operação de cerco, reduzindo-se a capacidade atacante de aplicar toda a sua força num só ponto. Ao mesmo tempo, estas fortificações poderiam ser utilizadas para atacar com artilharia as linhas de abastecimento da vanguarda do exército inimigo.

A linha defensiva era portanto permeável e não uma linha contínua.
A linha Maginot, que nunca chegou a ser completamente construida, foi influenciada por este pensamento. Durante a invasão da França em 1940 os franceses tentaram implementar ouriços, mas a debilidade da força aérea francesa levou a que a sua eficácia fosse muito reduzida.

Os alemães utilizaram a mesma tática quando se defenderam da primeira ofensiva soviética em 1941 na região de Moscovo e os soviéticos por seu lado utilizaram-na em Kursk no verão de 1943. A última defesa deste tipo ocorreu na cidade de Bastogne, onde os americanos, cercados, se opuseram à última ofensiva blindada alemã a ocidente.

Ouriço com apoio aéreo

Desde a II guerra mundial, que se tornou aparente que existe uma relação direta entre a capacidade de manter o ouriço e a capacidade para controlar ou pelo menos contestar a utilização do espaço aéreo. Os alemães conseguiram neutralizar as defesas francesas em 1940, mercê da sua total superioridade aérea. Sempre que os ouriços não contaram com proteção aérea, tiveram sucesso.