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Carro de combate médio



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T-62
Carro de combate médio (Soviet State Factories)
T-62

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.63
9.335m
3.3m
2.395M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
40t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-55-5 V12
580cv
50 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
675 Litros
450Km
4
60º
30º
1.1M
2.85M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 115mm U5T - 2A20 (Rapira) (Calibre: 115mm - Alcance estimado de 1.3Km a 3Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Angola
Designação Local:T-62
Qtd: Máx:364 - Qtd. em serviço:50
Situação: Reserva
Operacionalidade:
Os T-62 angolanos chegaram ao país no inicio dos anos 80, quando a situação no sul do país se tornou mais complicada e perante a ineficiencia demonstrada pelos outros equipamentos na luta contra forças de infantaria da África do Sul.
No entanto o T-62 não teve qualquer impacto no conflito, onde quer os T-62 quer os T-54 tinham extrema dificuldade em progredir no terreno, por causa da vegetação alta e da inexperiência das tripulações do MPLA e ineficiência das tripulações cubanas.
Os T-62, foram os mais sofisticados carros de combate angolanos até à chegada dos T-72.

A primeira encomenda foi efectuada em 1980 para 175 tanques, que foram sendo entregues entre 1981 e 1985. Já em 1987 foram entregues mais 35, que foram reforçados com mais 100 unidades recebidas em 1987-1988.
O total de T-62 recebidos ascendeu na altura a 310.

Com o reacendimento da guerra em Angola em 1992, o governo de Luanda efectuou várias compras de emergência, de entre as quais várias de carros T-62.

Entre 1993 e 1994, foram recebidos 30 T-62 usados de origem russa.
Também em 1993, foram adquiridos 24 à Bulgária

Embora ainda existam referências à presença no efectivo angolano de carros de combate T-62 não é de prever que existam veículo operacionais, ainda mais quando os carros T-55AM2 recebidos em grande quantidade podem-se considerar superiores aos T-62.


T-62 da UNITA ?Algumas publicações internacionais, chegaram a referir que no final dos ano 90, com o recrudescimento da guerre civil em Angola, a UNITAa teria adquirido carros de combate T-62. Segundo as mesmas fontes, esses carros de combate teriam sido fornecidos através do Uganda. No entanto não é muito credível que alguma vez eles tenham sido fornecidos, ainda mais que as mesmas notícias apontavam o fornecimento de peças de artilhar autopropulsada do tipo G-6 de fabrico sul africano. Depois do fim da luta armada, nunca foram encontradas tais armas, ou vestigios de que alguma vez tenham de facto sido adquiridas.


Forum de discussão

Em Janeiro de 1961, um militar iraniano desertou para a União Soviética e levou consigo um carro de combate americano M60A1, armado com um canhão de 105mm.

Os militares soviéticos imediatamente analisaram o tanque e emitiram directivas de emergência para que os novos tanques soviéticos dispusessem de armamento superior ao americano [1].

O principal carro de combate médio soviético era o T-55 e por isso foi iniciado um programa de emergência para modernizar o carro de combate T-55, equipando-o com uma arma mais poderosa.

O T-62 é mais longo que o T-55 e distingue-se daquele principalmente pela incorporação do novo canhão de 115mm «Rapira». Além do armamento principal, o T-62 identifica-se facilmente quando em comparação com o T-55 pois há uma alteração na suspensão facilmente identificável: Ao contrário do T-55, o T-62 deixou de ter a tradicional maior distância de separação entre a primeira e a segunda rodas, tão tipica dos modelos da familia T-54 e T-55, que também se encontra nos modelos de fabrico chinês.

No T-62, nota-se que as duas rodas traseiras não se encontram à mesma distância, o que foi resultado do aumento nas dimensões do casco do tanque.

A resposta dos técnicos soviéticos veio logo em Julho de 1961, com a apresentação da nova versão do T-55 alongado que recebeu a nova designação de T-62. A produção em série começou em 1 de Julho de 1962. A entrada em produção do T-62 levou ao cancelamento da produção de muitos dos T-55 previstos.
A produção só foi encerrada em 1967 em Karkov (onde passou a ser produzido o T-64) e em Nizhni-Tagil em 1971, para dar lugar à produção do T-72.

Características
O T-62 era na prática um T-55 alongado e melhor armado. Por isso ele continuou a sofrer de parte dos problemas que já vinham do T-55. A rotação da torre por exemplo era extremamente lenta (rotação total em 21 segundos, contra menos de 10 segundos para os tanques ocidentais).
O problema da deficiente blindagem que afectou sempre o tanque T-55 também não foi resolvido com o T-62, que continuou por isso a ser muito inferior aos tanques ocidentais. A maior potência da arma principal, colocava problemas a carros de combate como o Leopard, M-60 e Centurion, mas em termos defensivos o T-62 não apresentava grandes melhorias relativamente ao seus antecessores.

O T-62 também demonstrou sofrer de problemas de concepção, resultado da tradição soviética de modificar desenhar novos modelos com base nos modelos anteriores. Exemplo disto é o problema com a simples mudança de oleo, ou verificação do nível de óleo do motor do T-62. Para realizar esta operação, que num carro M60 Patton, é feita com toda a facilidade, no carro russo é necessario remover 28 (vinte e oito) parafusos de dimensões diferentes.


[1] - A opção dos países da NATO pelo calibre 105, esteve diretamente relacionada com a análise feita na Hungria durante a revolta anti-comunista daquele país. Um tanque T-55, com o seu canhão de 100mm foi analisado pelos adidos militares da embaixada e as suas características foram enviadas para o ocidente.

Informação genérica:
O T-62, é o resultado da análise efectuada pelos soviéticos sobre a possibilidade de sobrevivência do tanque T-54 / T-55 no teatro de operações da Europa Ocidental na presença dos tanques ocidentais como o M-47 e o M-48, bem assim como das armas anti-carro empregues pelos exércitos na NATO.

Ainda que os carros de combate T-55 estivessem equipados com uma arma principal de 100mm, um calibre superior ao standard dos países da NATO, que era de 90mm, verificou-se que aquele armamento não era eficiente contra a blindagem frontal dos carros de combate M-47 e M48-A3 de construção norte-americana.

A utilização de munição mais potente nos canhões de 100mm era considerada economicamente inviavel, pois não só a munição era cara, como reduzia ainda mais a esperança de vida do armamento principal. A solução é introduzir um novo canhão (Conhecido como Rapira) de calibre 115mm.

Mas o tanque T-55 tem um anel da torre relativamente pequeno e inadequado para a instalação da nova arma. Isso leva a que os engenheiros das fabicas de tanques soviéticas desenvolvam uma versão alonmgada do T-55 que inclui um anela da torre de maiores dimensões, permitindo então a instalação do novo canhão.

Por isso, o T-62 é muitas vezes visto como uma derivação do T-54 / T-55 pois na prática trata-se de um T-55 mais longo e com uma torre ligeiramente modificada com um novo canhão.

Assim, a característica que mais distingue este carro de combate soviético, é o canhão de 115mm, que pela sua maior potência, tinha capacidade para perfurar a blindagem dos carros de combate ocidentais a uma distância segura.

É o aparecimento do tanque T-62 que vai levar os ocidentais a apressar a introdução do canhão de 105mm britânico como armamento standard dos carros de combate na NATO.
Os carros ce combate M60, vão passar a incorporar a nova arma de 105mm e muitos dos M48 também serão convertidos para receber a nova arma.
Os alemães também vão construir os seus tanques Leopard com a mesma arma.

Os problemas mais complicados que foram detectados no T-62, é que embora ofocialmente a esperança de vida do cano fosse muito superior, na prática o canhão Rapira só podia efectuar 100 disparos antes de ter que se substituir. Em comparação o seu equivalente ocidental de 105mm, o L-7 podia efectuar até 400 disparos antes de ser necessário substituir o cano.

T-62M

O T-62 foi o carro de combate mais importnate da União Soviética durante os anos 60.

Os soviéticos introduziram entretanto o T-64, um projecto que ainda que com a mesma base era muito diferente, tinha uma suspensão radicalmente diferente e um armamento de 125mm.

O T-62 foi até meados dos anos 70 o principal veículo de combate fornecido pela URSS aos seus satélites, uma vez que o T-64 nunca chegou a ser exportado por causa do seu elevado custo.

Quando foi lançado o T-72, ele substituiu o T-62 como principal carro sovietico de exportação.

Ainda assim, durante os anos 80, foi iniciado um programa de modernização dos carros T-62. A versão do T-62 modernizado, foi conhecida como T-62M.