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T-62
Carro de combate médio (Soviet State Factories)
T-62

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.63
9.335m
3.3m
2.395M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
38t
40t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-55-5 V12
580cv
50 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
675 Litros
450Km
4
60º
30º
1.1M
2.85M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 115mm U5T - 2A20 (Rapira) (Calibre: 115mm - Alcance estimado de 1.3Km a 3Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Coreia do Norte
Designação Local:T-62
Qtd: Máx:970 - Qtd. em serviço:900
Situação: Em serviço
Operacionalidade:
Embora obsoleto o T-62 é o carro de combate mais poderoso ao serviço na Coreia do Norte.

Trata-se de veículos que começaram a ser fornecidos nos anos 70 à Coreia do Norte, depois de terem sido retirados de serviço de primeira linha, à medida que nos países do Pacto de Varsovia (especialmente na União Soviética) os carros T-62 iam sendo substituidos por T-64 e T-72.

Com o seu armamento principal de 115mm «Rapira» o T-62 estava n os anos 70 melhor armado que os carros de combate do exército da Coreia do Sul, que na altura contava com M-47 e M-48 armados na sua maioria com canhões de 90mm e 105mm.

A Coreia do Norte recebeu um primeiro lote de 350 tanques entre 1971 e 1975, que foram reforçados com um segundo lote de 150, recebidos entre 1976 e 1978 e por um terceiro lote que foi negociado em 1976 e que foi fornecido entre 1980 e 1989 que atingiu 470 unidades. O parque de carros T-62 da Coreia do Norte, elevou-se a 970 exemplares.

Por falta de opções, calcula-se que o parque de carros T-62 seja mantido nas melhores condições possíveis.
Em 2002 foi lançada uma versão modificada do T-62, que se pensava estar armada com um canhão de 125mm. No entanto o modelo M2002, aparenta ser um derivado do T-62, mantendo a mesma peça principal de 115mm.


Forum de discussão

Em Janeiro de 1961, um militar iraniano desertou para a União Soviética e levou consigo um carro de combate americano M60A1, armado com um canhão de 105mm.

Os militares soviéticos imediatamente analisaram o tanque e emitiram directivas de emergência para que os novos tanques soviéticos dispusessem de armamento superior ao americano [1].

O principal carro de combate médio soviético era o T-55 e por isso foi iniciado um programa de emergência para modernizar o carro de combate T-55, equipando-o com uma arma mais poderosa.

O T-62 é mais longo que o T-55 e distingue-se daquele principalmente pela incorporação do novo canhão de 115mm «Rapira». Além do armamento principal, o T-62 identifica-se facilmente quando em comparação com o T-55 pois há uma alteração na suspensão facilmente identificável: Ao contrário do T-55, o T-62 deixou de ter a tradicional maior distância de separação entre a primeira e a segunda rodas, tão tipica dos modelos da familia T-54 e T-55, que também se encontra nos modelos de fabrico chinês.

No T-62, nota-se que as duas rodas traseiras não se encontram à mesma distância, o que foi resultado do aumento nas dimensões do casco do tanque.

A resposta dos técnicos soviéticos veio logo em Julho de 1961, com a apresentação da nova versão do T-55 alongado que recebeu a nova designação de T-62. A produção em série começou em 1 de Julho de 1962. A entrada em produção do T-62 levou ao cancelamento da produção de muitos dos T-55 previstos.
A produção só foi encerrada em 1967 em Karkov (onde passou a ser produzido o T-64) e em Nizhni-Tagil em 1971, para dar lugar à produção do T-72.

Características
O T-62 era na prática um T-55 alongado e melhor armado. Por isso ele continuou a sofrer de parte dos problemas que já vinham do T-55. A rotação da torre por exemplo era extremamente lenta (rotação total em 21 segundos, contra menos de 10 segundos para os tanques ocidentais).
O problema da deficiente blindagem que afectou sempre o tanque T-55 também não foi resolvido com o T-62, que continuou por isso a ser muito inferior aos tanques ocidentais. A maior potência da arma principal, colocava problemas a carros de combate como o Leopard, M-60 e Centurion, mas em termos defensivos o T-62 não apresentava grandes melhorias relativamente ao seus antecessores.

O T-62 também demonstrou sofrer de problemas de concepção, resultado da tradição soviética de modificar desenhar novos modelos com base nos modelos anteriores. Exemplo disto é o problema com a simples mudança de oleo, ou verificação do nível de óleo do motor do T-62. Para realizar esta operação, que num carro M60 Patton, é feita com toda a facilidade, no carro russo é necessario remover 28 (vinte e oito) parafusos de dimensões diferentes.


[1] - A opção dos países da NATO pelo calibre 105, esteve diretamente relacionada com a análise feita na Hungria durante a revolta anti-comunista daquele país. Um tanque T-55, com o seu canhão de 100mm foi analisado pelos adidos militares da embaixada e as suas características foram enviadas para o ocidente.

Informação genérica:
O T-62, é o resultado da análise efectuada pelos soviéticos sobre a possibilidade de sobrevivência do tanque T-54 / T-55 no teatro de operações da Europa Ocidental na presença dos tanques ocidentais como o M-47 e o M-48, bem assim como das armas anti-carro empregues pelos exércitos na NATO.

Ainda que os carros de combate T-55 estivessem equipados com uma arma principal de 100mm, um calibre superior ao standard dos países da NATO, que era de 90mm, verificou-se que aquele armamento não era eficiente contra a blindagem frontal dos carros de combate M-47 e M48-A3 de construção norte-americana.

A utilização de munição mais potente nos canhões de 100mm era considerada economicamente inviavel, pois não só a munição era cara, como reduzia ainda mais a esperança de vida do armamento principal. A solução é introduzir um novo canhão (Conhecido como Rapira) de calibre 115mm.

Mas o tanque T-55 tem um anel da torre relativamente pequeno e inadequado para a instalação da nova arma. Isso leva a que os engenheiros das fabicas de tanques soviéticas desenvolvam uma versão alonmgada do T-55 que inclui um anela da torre de maiores dimensões, permitindo então a instalação do novo canhão.

Por isso, o T-62 é muitas vezes visto como uma derivação do T-54 / T-55 pois na prática trata-se de um T-55 mais longo e com uma torre ligeiramente modificada com um novo canhão.

Assim, a característica que mais distingue este carro de combate soviético, é o canhão de 115mm, que pela sua maior potência, tinha capacidade para perfurar a blindagem dos carros de combate ocidentais a uma distância segura.

É o aparecimento do tanque T-62 que vai levar os ocidentais a apressar a introdução do canhão de 105mm britânico como armamento standard dos carros de combate na NATO.
Os carros ce combate M60, vão passar a incorporar a nova arma de 105mm e muitos dos M48 também serão convertidos para receber a nova arma.
Os alemães também vão construir os seus tanques Leopard com a mesma arma.

Os problemas mais complicados que foram detectados no T-62, é que embora ofocialmente a esperança de vida do cano fosse muito superior, na prática o canhão Rapira só podia efectuar 100 disparos antes de ter que se substituir. Em comparação o seu equivalente ocidental de 105mm, o L-7 podia efectuar até 400 disparos antes de ser necessário substituir o cano.

T-62M

O T-62 foi o carro de combate mais importnate da União Soviética durante os anos 60.

Os soviéticos introduziram entretanto o T-64, um projecto que ainda que com a mesma base era muito diferente, tinha uma suspensão radicalmente diferente e um armamento de 125mm.

O T-62 foi até meados dos anos 70 o principal veículo de combate fornecido pela URSS aos seus satélites, uma vez que o T-64 nunca chegou a ser exportado por causa do seu elevado custo.

Quando foi lançado o T-72, ele substituiu o T-62 como principal carro sovietico de exportação.

Ainda assim, durante os anos 80, foi iniciado um programa de modernização dos carros T-62. A versão do T-62 modernizado, foi conhecida como T-62M.