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Carro de combate pesado



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Projeto: Leyland
Reino Unido
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.823
9.854m
3.39m
3.009M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
49.5t
51.82t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Rolls Royce Mk.IV-B 12 cyl
650cv
35 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1037 Litros
190Km
4
60º
40º
1.45M
3.352M
0.914M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O Centurion, tinha sido desenhado com um objectivo em mente: Produzir um tanque britânico que conseguisse competir em termos de blindagem e poder de fogo com os tanques de que os alemães dispunham na fase final da II Guerra Mundial. Ele foi desenvolvido na sequência dos estudos que resultaram no tanque «A-34 Comet».

Os primeiros Centurion estavam equipados com armamento de 76mm e posteriormente foram armados com uma peça de 83mm.
Esse armemento era adequado numa altura em que o principal carro de combate soviético era o T-34/85 armado com uma peça de 85mm. Mas quando a URSS começou a introduzir novos modelos, especialmente o T-54 (e o seu derivado T-55) tornou-se necessário que os carros de combate a ocidente acompanhassem o aumento de poder dos seus rivais soviéticos.

Surge assim o Centurion Mk.10 que soma as modificações de blindagem que foram sendo incorporadas nos vários veículos Centurion anteriores, e que junta a esse chassis/torre, a nova arma britânica de 105mm modelo L7-A1. Em testes em 1960, o Centurion demonstrou as capacidades dessa peça ao disparar 17 tiros num minuto, com 100% de acertos.

Ficou claro com essa demonstração que o Centurion estava perfeitamente adequado para receber a nova arma, além de também ter provado a qualidade da própria arma da Vickers que se viria aliás a tornar padrão entre os países da NATO.

Em termos mecanicos o Centurion Mk.10 continuou a utilizar o mesmo tipo de motor, sendo basicamente idêntico ao Mk.8.

A substituição do Centurion ou o seu complemento por outro veículo mais pesado, implicou que várias características deste carro de combate fossem aproveitadas e servissem de inspiração para desenhar o Chieftain no final dos anos 60. Os britânicos foram os primeiros a implementar a politica de armar os seus carros de combate pricipais com canhões de 120mm pelo que no exército britânico o Centurion começou a ser substituido a partir de 1967.
Muitos deles, armados com o canhão de 105mm seriam vendidos a Israel. A Jordânia, que também tinha recebido várias versões anteriores com canhão de 76mm também esteve entre os que receberam o Centurion.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.