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Carro de combate pesado



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Olifant Mk.1A
Carro de combate pesado (BAE Systems / Land systems S.A.)
Olifant Mk.1A

Projeto: BAE Systems / Land systems S.A.
África do Sul
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
8.29
10.2m
3.39m
2.94M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
54.5t
58t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
V-12 Diesel
750cv
48 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1240 Litros
350Km
4
60º
40º
1.5M
3.35M
0.9M

Armamento básico
- 1 x 105mm L-7 (Calibre: 105mm - Alcance estimado de 4.4Km a 4.4Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

O carro de combate Olifant, é um programa sul africano de modernização dos carros de combate Centurion adquiridos pela África do Sul.

O Olifant, teve por objectivo garantir possibilidade de o exército sul africano dispor de um carro de combate capaz de competir com equipamentos recentes, sem ter que depender de importações, numa altura em que os embargos internacionais de armamento colocavam em causa a operacionalidade das forças armadas sul africanas.

No entanto, ele é basicamente um tanque Centurion, sem especiais sofisticações. Ele tem sistema NBC nem sistema de tiro computorizado, contando no entanto com um telemetro a laser de fabrico local, além de um sistema sul africano de visão nocturna.

A África do Sul também nacionalizou o canhão L-7A1 de 105mm e adaptou-o para substituir o antigo canhão de 20 libras britânico que equipava as versões mais antigas do Centurion. Adicionou um novo motor a Diesel mais potente, menos gastador e com possibilidade de ter a sua manutenção feita na África do Sul.

A versão Mk.1B do Olifant, que foi mostrada pela primeira vez em 1993, foi bastante modificada relativamente à versão Mk.1A. Entre as principais alterações está o reforço da suspensão, blindagem adicional, quer no casco quer na torre, que foi completamente redesenhada. No entanto, o Olifant Mk.1B, não é na realidade um novo modelo, tratando-se de facto de estudos de viabilidade sobre um novo veículo. O exército da África do Sul, utiliza o modelo Mk.1A e os Mk.1.B mais modernos estão na situação de reserva, nunca tendo sido utilizados operacionalmente.

Olifant Mk2
O Olifant Mk.2 É a ultima versão proposta do carro de combate Olifant. No entanto o veículo continua apenas a ser uma possibilidade de estudo. Depois do Olifant Mk.2, já apareceram veículos armados com canhão de 120mm, porque o exército da África do Sul, considera que o canhão de 105mm L-7 já não é adequado para as actuais necessidades. Juntamente com estas análises, outras afirmam que para o cenário sul africano, a existência de unidades blindadas convencionais deixou de fazer sentido.




Notas: A Vickers Defense, comprou a Reumech/OMC, que foi a empresa que efectuou as conversões do Olifant. A empresa passou a chamar-se Vickers OMC. Posteriormente a Vickers foi adquirida pela Alvis, que por seu turno passou a fazer parte da BAE Systems. Hoje, o fabricante do veículo chama-se BAE Systems Land systems South Africa.

Informação genérica:
O desenvolvimento do carro de combate Centurion teve inicio em 1943, com o objectivo de construir um carro de combate que tivesse as mesmas características que os veículos blindados alemães da altura.

Os britânicos, ainda consideravam a necessidade de possuir dois tipos diferentes de carro de combate, o que implicava a necessidade de dois tipos diferentes de chassis. Um pesadamente blindado destinado à infantaria e outro mais ligeiro e que poderia atingir altas velocidades, armado com um canhão anti-tanque com capacidade para perfurar a blindagem de veículos inimigos.

A prática e especialmente a guerra no deserto provaram que o conceito não era muito eficaz. Os pesados tanques de infantaria não podiam acompanhar os rápidos avanços das formações mecanizadas e os tanques «cruzadores» destinados a engajar os tanques inimigos careciam de protecção razoável, especialmente perante as peças de 88mm dos alemães, pensadas para a função anti-.aérea mas que os alemães utilizavam como armamento anti-tanque quando encontravam tanques pesados.

Em 1943, o exército britânico solicitou um tanque cruzador pesado. O conceito era nada mais nada menos que a junção dos dois conceitos de tanque num só. Juntava-se assim a pesada blindagem do tanque de infantaria, com a alta velocidade do tanque cruzador.
Evidentemente que isso implicava o desenvolvimento d emotor e suspensão especialmente poderosos para garantir a eficiência do veículo e por isso o desenvolvimento do Centurion não foi rápido. As primeiras unidades de pré-produção foram enviadas para a Europa no inicio de 1945. Estavam equipadas com o canhão de 76mm/17 libras que era o mais poderoso canhão anti-tanque britânico na altura, podendo enfrentar os poderosos «Panther» alemães.

O Centurion, não chegou a ver combates, mas nasceu como um tanque pesado, poderosamente armado, e com uma blindagem que o ajudou a continuar em serviço como um carro de combate poderoso, sendo sujeito a várias modernizações, sendo produzidos cerca de 4400 unidades.

Esteve ao serviço na Grã Bretanha, em Israel, na Jordânia e está ainda em serviço na África do Sul, onde é conhecido como Olifant.




Vários países utilizadores do Centurion adaptaram-no para as suas necessidades. Israel, quando os Centurion foram substituídos por veículos mais modernos, adaptou-os para veículos de combate de infantaria, especialmente adequados para as suas necessidades específicas.

Mais recentemente a Jordânia, também desenvolveu uma viatura baseada no Centurion, embora completamente redesenhada, chamada Temsah, que também é um veículo blindado de infantaria.