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Carro de combate médio



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EE-T1/T2 - Osório
Carro de combate médio (Engesa)
EE-T1/T2 - Osório

Projeto: Engesa
Brasil
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
7.13
10.1m
3.26m
2.89M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
41t
43t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
MWM TBD 234-V12
1040cv
70 Km/h
50 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
1354 Litros
550Km
4
60º
40º
1.2M
3M
1.15M

Armamento básico
- 1 x 120mm CN-120/52 (Calibre: 120mm - Alcance estimado de 6.5Km a 6.5Km)
- 1 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7mm - Alcance estimado de 1.5Km a 2.4Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Brasil
Designação Local:Osório 1 / Osório 2
Qtd: Máx:3 - Qtd. em serviço:2
Situação: Reserva
Operacionalidade:
Os carros que sobreviveram ao fim da ENGESA, foram recuperados pelo exército brasileiro e têm sido mostrados, aparentemente em estado operacional em desfiles militares e podem ser utilizados para instrução.

No entanto, não existe qualquer plano para fabricar este veículo, principalmente porque entretanto o Osório se tornou num veículo algo desactualizado, quando comparado com os carros de combate mais actuais, e mesmo com as versões modernizadas de carros de combate dos anos 70 e 80.


Forum de discussão

O carro de combate EE-T1 Osório, representou o auge da maior indústria de armamentos da América latina. Depois da Engesa ter fechado as portas, nenhuma outra empresa com aquela dimensão voltou a aparecer.

Inicialmente apresentado com canhão L/7 de 105mm, foi posteriormente apresentada também uma versão com canhão de 120mm.

Tratou-se de um projecto independente, que não contou como nos casos de outros veículos da ENGESA com o apoio do governo do Brasil, nomeadamente com encomendas firmes ou sequer intenções de adquirir o tanque.

A concorrência que existia entre a Engesa e a empresa brasileira Bernardini, que tinha começado o desenvolvimento de um tanque médio, terá levado a Engesa a entrar no mercado dos veículos medios/pesados com lagartas, que tanto poderia concorrer com o modelo da Bernardini, caso o exército brasileiro pretendesse adquirir novos veículos como poderia ser exportado..

O EE-T1/T2 foi apresentado ao exércido da Arábia Saudita, e inicialmente parecia ter possibilidades de vir a ser escolhido numa concorrência para 1000 tanques, mas várias complicações com o projecto, e especialmente a proibição de exportação do canhão Rheinmetal de 120mm (que equipava o Leopard-II e do qual era derivado o canhão de 120mm do Abrams americano) pela Alemanha, conjuntamente com uma oferta de última hora pelos Estados Unidos da versão mais recente do tanque Abrams[1], acabaram por resultar na vitória do veículo norte-americano.

O resultado da concorrência internacional acabou ditando o fim da empresa ENGESA, que nunca recuperou do investimento de 100 milhões de Dolares que gastou no desenvolvimento do Osório.

[1] - Inicialmente os Estados Unidos tinham apresentado como competidor do Osório, um carro de combate equipado apenas com um canhão de 105mm.

Informação genérica:
Desde o inicio da década de 1970 que a industria militar brasileira sofreu um considerável crescimento, resultado das opções do governo militar imposto pelo golpe de 1964.

Na altura, o Brasil foi sujeito a várias pressões internacionais e a restrições severas no que respeita ao fornecimento de material militar de primeira linha pelos Estados Unidos, que tinham sido o principal fornecedor de material brasileiro pelo menos desde a II guerra mundial.

Com uma estrutura industrial enriquecida pela experiência da instalação de grandes fábricas de automóveis, o Brasil de 1970 dispunha de alguma capacidade para desenvolver os seus próprios projetos, de forma a garantir alguma autonomia.


Alguns modelos foram modificados ou produzidos em pequenas séries, outros não chegaram ao estágio de produção.




Entre os veículos experimentais que apenas chegaram à fase de produção, estão os derivados brasileiros do carro de combate leve M3/M5 Stuart.
O último derivado, é o único que pode realmente ser considerado um produto brasileiro, mas menos de 20 deles chegaram a ser produzidos.

A viatura blindada M113, passou por uma radical modificação no Brasil. Muitos M113 foram adaptados e modificados para que pudessem utilizar componentes brasileiros reduzindo drásticamente os custos de produção.

O que é menos conhecido, é que utilizando o conhecimento técnico desenvolvido com aquele programa, uma empresa brasileira a MOTOPEÇAS, desenvolveu uma viatura blindada de transporte de pessoal, que teria eventualmente capacidade para substituir o M113.

Vários problemas, de entre os quais se destaca a dificuldade para ser utilizado em águas com alguma ondulação, levaram ao cancelamento do projeto.

Caminho idêntico foi o do carro de combate M41, de que o Brasil tinha recebido vários exemplares. Um programa de modernização dessas viaturas levou a industria brasileira BERNARDINI a desenvolver uma viatura própria, que ficou conhecida como Tamoyo.

Porém, provavelmente o mais famoso e efémero dos projetos da industria militar brasileira da década de 1980 tenha sido o carro de combate EE-T1 Osorio.

A viatura desenvolvida ainda durante a guerra do golfo, apresentava características muito interessantes que a colocavam numa posição interessante no mercado internacional.

No entanto, considera-se hoje que demasiado optimismo, dificuldade em garantir o fornecimento de elementos chave, como o armamento principal e o desinteresse do exército brasileiro, levaram ao abandono do projeto.