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Carro de combate médio



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M4A3 Sherman «Firefly»
Carro de combate médio (General Motors)
M4A3 Sherman «Firefly»

Projeto: General Motors
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.27
7.52m
2.68m
3.43M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
30.2t
32.284t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Ford Mod.GAA V-8
400cv
47 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
160Km
4
35º
30º
0.91M
2.26M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 76mm / Mk.2 HV (17 pounder) (Calibre: 76.2mm - Alcance estimado de 0.5Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Paraguai
Designação Local:Sherman Firefly
Qtd: Máx:3 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O Paraguai recebeu por doação da Argentina, um total de três destes carros de combate nos anos 80, quando o Firefly começou a ser descontinuado do exército argentino.

No entanto, estes veículos não estão mais operacionais, e os dados conhecidos embora apontem para a existência de tanques Sherman no Paraguai, referem que eles estão equipados com canhão de 105mm.

Em substituição dos três Sherman Firefly doados, foram igualmente doados ao Chile três «Super Sherman» argentinos, equipados com o canhão de 105mm CN-105


Forum de discussão

O M4A3, Sherman «Firefly» foi o mais poderoso de todos os tanques Sherman ao serviço durante a II Guerra Mundial.
De entre todos os modelos do tipo, o «Firefly» era o único que os proprios alemães afirmavam ser de temer. A afirmação permite ter uma ideia da opinião geral que os alemães tinham dos tanques utilizados pelos países aliados, que na sua generalidade eram inferiores aos seus.

Essa premissa não se parece ter aplicado ao Sherman «Firefly», que estava equipado com o canhão de 17 libras que tinha começado a ser desenvolvido pelos britânicos como medida de precaução. Prevendo que os alemães estivessem a desenvolver armamento principal mais poderoso que as peças de 37mm e 50mm que caracterizaram os carros de combate alemães durante a 1ª fase da II Guerra, os britânicos iniciaram o desenvolvimento desta arma ainda em 1940, o que levou a que ficasse disponível ainda em 1943.

Firefly
O Sherman Firefly
Para conseguir colocar uma peça bastante pesada como aquele canhão de 76mm de alta velocidade, foi necessário efectuar alterações consideraveis no «Sherman» especialmente ao nível da torre.
A peça principal foi colocada numa posição muito avançada, o que levou a que fosse necessário incluir contrapesos na arma.

Antes da invasão da Normandia, os britânicos previam a utilização de um numero relativamente pequeno destes carros, pois inicialmente estava previsto que ele operasse juntamente com outros carros armados com canhões com menos velocidade de disparo mas mais poder explosivo (mais adequados contra infantaria).

Pressão dos blindados alemães

A superioridade dos carros de combate alemães e o grande numero de viaturas que estavam disponíveis para o combate em França, levaram a que o «Firefly» se tornasse muito mais necessário que o que tinha sido previsto.
Este carro de combate era o único, de entre os veículos alidados, que estava equipado com uma arma suficientemente poderosa para desafiar os carros de combate Panther alemães a distâncias maiores.

Foram distribuidos «Firefly» em pelotões juntamente com Sherman M4 de modelos standard ou com carros de combate Cromwell de fabrico britânico, armados com peças de 57mm ou de 75mm de menor potência.

Os alemães rapidamente se aperceberam da existência do Sherman de cano longo e grande poder de tiro e perceberam que os britânicos os distribuiam na proporção de um por cada pelotão.
Os alemães começaram a procurar os Firefly que eram identificados pelo cano longo, para depois atingirem os restantes carros do pelotão.
Os comandantes dos Firefly, começaram por isso a adotar um esquema de camuflagem, que consistia em pintar o cano, de forma a disfarçar a dimensão real, confundindo o Firefly com os outros Sherman.

Foram produzidos aproximadamente 1200 unidades do Firefly para o exército britânico.
Chegaram a ser efectuados testes do Sherman armado com o canhão britânico de 17 libras, com o intuito de incorporar a arma nos carros americanos como armamento standard.
Ficou provado, que o canhão de 76mm britânico de alta velocidade era mais eficaz a perfurar blindagem, que o canhão de 90mm que os norte-americanos introduziram no final de 1944. Ainda assim, os vários interesses das fábricas norte-americanas e os erros de análise sobre os potênciais riscos que os carros de combate alemães representavam, levaram a que essa possibilidade fosse recusada, mesmo quando os britânicos se comprometeram a fornecer 3,000 canhões por mês.



Existiram dois tipos distintos de Firefly, o «Serman Vc» ou M4A4 na designação norte-americana e que foram utilizados pelo Canadá a partir de 1944 e o «Sherman Ic» baseado nos M4 mais antigos que resultou de chassis modernizados, aos quais foi retirada a antiga peça de 75mm.

Informação genérica:
O carro de combate médio M4, que é mais conhecido pela designação que lhe foi dada pelos militares britânicos «SHERMAN» foi o mais produzido carro de combate americano da II Guerra Mundial, e continuou ao serviço durante muito tempo, mesmo até aos anos 80 em alguns continentes.

No ano de 1941, ainda os Estados Unidos não tinham entrado na guerra e quando ainda não tinha tido inicio a produção do tanque médio M3 «Lee», e já a comissão americana encarregada da especificação dos tanques para o exército emitia a especificação para um novo tanque equipado uma torre armada com uma canhão de 75mm com capacidade de rodar a 360º

A especificação exigia que o novo tanque, que receberia a designação « Medium Tank M4 » tivesse a possibilidade de receber diferentes sistemas de armas, abrindo caminho para a sua eventual utilização (por exemplo) como óbus auto-propulsado.

O caminho mais rápido

O Sherman foi um desenvolvimento relativamente apressado e a solução mais rápida para responder às necessidades da especificação, foi a de utilizar como base para o M4, o chassis do M3-Lee/Grant e redesenhar completamente a parte superior.

O inicio dos estudos do carro M4, coincidiram praticamente com a entrada da América na guerra, após o ataque a Pearl Harbour no inicio de Dezembro de 1941. Nessa altura previa-se que fossem construidos 1000 tanques por mês, mas os objectivos foram prontamente alterados para 2000 tanques por mês, construidos em onze fábricas diferentes nos Estados Unidos.

As diferentes versões do Sherman podem reconhecer-se pelo casco do carro de combate. Enquanto que nas primeiras versões se optou pelo casco moldado, o que dava a aparência arrendondada ao Sherman, as versões A2 e A3 caracterizam-se já por um casco com laterais soldadas, o que lhe dá uma aparência menos arredondada pois são perfeitamente identificáveis as arestas.

O armamento de 75mm foi inicialmente julgado suficiente, mas quando o Sherman entrou pela primeira vez em combate no norte de África contra os tanques alemães, tornou-se evidente que não estava à altura da blindagem dos cada vez mais poderosos carros de combate do III Reich.

Também por isso, existem muitas versões e séries do carro de combate Sherman que foram resultado de várias modificações.

Não só foi posteriormente instalado um novo canhão de 76mm (que mesmo assim demonstrou ser insuficiente, levando a que fosse proposta ainda mais uma substituição de canhão) como foi completamente modificado o sistema de suspensão que ficou conhecido como «easy eight».
Existem carros de combate M4A1 (da primeira versão) que receberam tanto modificações ao nível do armamento como ao nível da suspensão. Estas modificaçõe por seu lado, também podiam implicar a substituição do motor por um mais poderoso.

Sherman suspensão HVSS
Comparação entre os dois tipos de suspensão utilizados pelos tanques Sherman. A HVSS introduzida em 1944 e a mais antiga VVSS, já presente nos tanques americanos anteriores à guerra
Além das versões conhecidas do Sherman M4 A1/A2/A3/A4/Firefly etc. Também foram produzidas muitas versões distintas, para os mais diversos fins.

De entre as mais siginificativas está a versão Óbus, que consistia basicamente num Sherman standard equipado com um óbus de 105mm na torre.
Foi também produzida uma versão adequada para as unidades de artilharia, conhecida como Priest.

Problemas
Ainda que milhares de Sherman nas suas várias versões tenham sido produzidos, o carro de combate nunca se destacou nem pelo poder de fogo (que era inferior ao dos seus congéneres) nem pela blindagem, que era igualmente débil .

De entre os problemas que surgiram e das criticas que foram sendo apontadas ao Sherman a mais grave foi a da blindagem débil.

Por causa da débil proteção o veículo passou a ser conhecido como "Ronson" uma famosa marca de isqueiros, pela sua característica capacidade de explodir ou se incendiar com facilidade (a propaganda do isqueiro Ronson afirmava que «acende sempre à primeira»).

Esta deficiência levou a que os Sherman recebessem modificações que incluiam a utilização de uma camera de água envolvendo o compartimento dos projecteis, para evitar que explodissem. A fraca blindagem também levou à aplicação de placas de blindagem adicional nas laterais do veículo.
Os americanos chegaram a considerar que necessitavam de até cinco Sherman para derrotar um só tanque Panther alemão.

Carro de combate Sherman M4A1(76), modificado com suspensão Easy Eight
Quando os americanos chegaram à Normandia em 1944 e as perdas de carros de combate Sherman começaram a ser alarmantes, era demasiado tarde para procurar soluções. Como na altura estava em desenvolvimento o tanque pesado M26 «Pershing», armado com uma peça de 90mm, os militares norte-americanos preferiram aguardar pela introdução do novo veículo, para evitar problemas com um programa de emergência destinado a substituir o armamento principal dos carros Sherman ao serviço.

Considera-se hoje, que os norte-americanos erraram na sua análise sobre as necessidades do campo de batalha, não prevendo encontrar grandes numeros de carros de combate equipados com canhões de 75mm muito superiores aos seus.
Os técnicos norte-americanos sabiam por exemplo que a Alemanha estava a introduzir o tanque Panther, armado com uma peça de 75mm, mas concluiram erradamente que o Panther era um tanque pesado, que seria introduzido em pequenos numeros pelos alemães, tal como tinha acontecido com o tanque pesado Tiger-I.
Na verdade o Panther era um tanque médio, destinado a grande produção e mais preocupante que isso, o canhão longo de 75mm era a arma standard média dos carros de combate que os Sherman teriam que enfrentar.

Depois da guerra

Em Janeiro de 1946, todos os carros de combate M4 Sherman, com excepção do M4A3 foram declarados obsoletos.
Em 26 de Maio de 1946, todos os carros de combate norte-americanos foram reclassificados.

Após terem sido retirados de serviço, muitos Sherman foram vendidos para países em diversos pontos do mundo e fornecidos a países aliados.

Destes, destaca-se Israel que não só utilizou o Sherman, como o submeteu a vários processos de modernização, destinados a aumentar o seu valor militar.
Foram produzidas versões de artilharia auto-propulsada de 155mm copmo o Sherman-Soltam.

Veículos do tipo foram também utilizados na América do Sul, onde estiveram ao serviço até meados dos anos 90.

Modelos derivados
O Sherman é idêntico ao carro de combate RAM, desenvolvido paralelamente no Canadá, também partindo do M3 como base.

Na Argentina foi desenvolvido um carro de combate que aparentemente é igualmente derivado do Sherman, que ficou conhecido como Nahuel.

Artilharia autopropulsada
Ainda antes do final da guerra, com base no Sherman com suspensão «Easy Eight» foi desenvolvido o M40, equipado com o óbus de 155mm «Long Tom», o qual foi essencialmente utilizado na Coreia.


Relação dos modelos produzidos e quantidades.
Modelo
Descrição básica
Quantidade produzida

Entregas:

de
até
M4 Casco soldado - motor Continental R975 - Armamento de 75mm cano curto nontagem M34
6748

07/1942

01/1944
M4A1Idêntico ao anterior mas com casco moldado. O armamento principal é o M2 de 75mm (substituido mais tarde pelo M3 de 75mm)
6281
02/1942
12/1943
M4A2Idêntico ao M4, com casco soldado - Motorização General Motors, com dois motores 6-71 Diesel
8053
04/1942
05/1944
M4A3Casco soldado, motor Ford GAA-8 de 500cv. Arma principal de 75mm
1690
06/1942
09/1943
M4A4Versão «longa» quase exclusivamente utilizada pelos britânicos, equipada com motor Chrysler A-57.
7499
07/1942
09/1943
M4A5Trata-se de uma designação reservada ao tanque RAM do Canadá
M4A6Fabricados pela Caterpillar, receberam um motor D200A «Multifuel», um dos primeiros motores do tipo.
75
10/1943
02/1944
M4 (105)Sherman equipado com óbus de 105mm adequado para apoio de fogo.
1641
02/1944
03/1945
M4A1(76)WModernização do M4A1 com novo armamento e nova torre
3426
01/1944
07/1945
M4A2(76)WModernização do M4A2 com novo armamento e nova torre. Mais de dois terços destinados à União Soviética.
2915
05/1944
05/1945
M4A3(75)WModernização do M4A3 mantendo o canhão de 75mm mas modificando a torre
3071
02/1944
03/1945
M4A3(76)WModernização do M4A3, mas

4542

03/1944
04/1945
M4A3(105)Versão do Sherman A3 (motor Ford) com óbus de 105mm para apoio de fogo
3039
05/1944
06/1945
M4A3E8Versão do Sherman M4Ae com a nova suspensão «Easy Eight» que inclui nova torre e novo canhão
254
06/1944
07/1944