Dados sobre países utilizadores:


Listar veículos do tipo
Canhão de assalto



Veículos idênticos ou relacionados:


SturmPanzer 43 «Brummbar»
Canhão de assalto

Hummel
Artilharia Auto propulsada

SturmGeschutz IV F (Pz.IV)
Canhão de assalto

Nashorn
Caça-tanques

PanzerJager IV L/70(V) «Pz.IV»
Caça-tanques

 

Acontecimentos relacionados
Batalha de Kursk

SturmGeschutz IV F (Pz.IV)
Canhão de assalto (Daimler-Benz)
SturmGeschutz IV F  (Pz.IV)

Projeto: Daimler-Benz
Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.9
6.7m
2.95m
2.2M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
25.9t
23.2t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM V12
300cv
38 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
200Km
4
20º
30º
0.8M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.40 L/48 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.5Km a 1.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: III Reich / Alemanha
Designação Local:SdKfz 163
Qtd: Máx:1141 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
O exército alemão começou a receber os primeiros canhões de assalto baseados no tanque IV apenas no inicio de 1944, depois de o conceiro de «Canhão de Assalto» ter provado ser eficiente com as adaptações do tanque Panzer-3


Forum de discussão

O Sturmgeschutz IV, foi construido a partir do chassis do Panzer-IV, adaptando-se a sua estrutura para a colocação de uma peça de 75mm.
Os primeiros veículos deste tipo, tinham como objectivo substituir ao serviço os Stug-III baseados no chassis do mais pequeno Panzer-III.

O veículo foi construido a partir do chassis do Panzer-IV sem a torre e com um canhão instalado no casco. O conceito de Sturmgeschutz, ou canhão de assalto, aplica-se mais a um veículo apropriado para apoiar a infantaria em operações de ataque.

As necessidades da guerra, levaram a que este carro de combate tivesse assumido uma importância maior, principalmente devido ao seu menor custo de produção e porque se verificou que ele poderia ser utilizado com algum sucesso contra os carros de combate soviéticos.

A versão «F» é uma modificação relativamente simples onde a parte frontal do veículo mantém grande parte das características do carro de combate do qual deriva.

Os Sturmgeschutz-IV, são uma solução intermédia, que entrou ao serviço até que fosse desenvolvido o caça tanques Jagdpanzer-IV. Os atrasos de desenvolvimento no inicio de 1944, são atribuidos entre outras razões à falta de canhões adequados de 75mm e 70 calibres, pois os tanques «Panther» tinham preferência.

É por essa razão que se aplicou a superestrutura preparada para o Sturmgeschutz-III no chassis do Panzer-IV.

Só alguns meses mais tarde, durante o Verão de 1944, serão tomadas acções para garantir a produção do Jagdpanzer-IV, embora o Sturmeschutz continue a ser fabricado.

A última versão

Informação genérica:
O carro de combate conhecido como Panzer IV ( ver a ficha para estes modelos), foi o mais numeroso dos carros de combate utilizados pela Alemanha durante a II Guerra Mundial.
Por se tratar de uma viatura importante e produzida em grande quantidade, o seu chassis também foi utilizado como plataforma para viaturas blindadas com características diferentes do carro de combate convencional.

Entre as principais derivações do PzKpfw VI, também designado por Panzer 4 (ou tanque 4) está aquela que se destinou a converter o carro de combate num canhão de assalto.

O canhão de assalto era bastante mais económico que o tanque convencional e foi concebido mais para arma de artilharia que como arma anti-tanque.

A sua peça de 75mm destinava-se a apoiar o avanço da infantaria e a atacar pontos bem defendidos. A sua arma principal não disparava uma munição perfurante mas sim uma munição explosiva destinada a atingir fortificações provisórias e soldados.

O primeiro canhão de assalto derivado do Panzer-4 foi o SturmGeschutz-IV armado com uma peça de 75mm e 48 calibres.
Com o evoluir do conflito, e em parte como medida de emergência, o canhão de 75mm foi aproveitado para atacar tanques soviéticos, embora essa não fosse a sua função principal.

Embora muitos militares alemães não gostassem do conceito, o seu menor custo levou a que o próprio Hitler tenha pressionado para que se desenvolvesse mais o conceito.

O primeiro caça-tanques baseado no Panzer-IV foi o «Nashorn», que foi uma adaptação de emergência, armado com uma poderosa peça de 88mm. No entanto, porque era uma adaptação de emergência ele não foi um sucesso e rapidamente se tornou claro que seria necessária uma solução de raiz, construída propositadamente para caça-tanques com um perfil baixo.

A partir do Sturmgeschutz-IV foi então desenvolvido um veículo propositadamente concebido para caça tanques, com uma arma com o mesmo calibre mas com um cano mais longo e mais eficiente contra carros de combate.
Tratou-se do «Panzerjager-IV», que foi produzido em três sub-séries distintas.


Artilharia auto propulsada
O chassis do Panzer 4 foi igualmente utilizado como base para um sistema de artilharia auto propulsado, que focou conhecido como «Hummel», o qual transportava uma peça de artilharia convencional, instalada no chassis.

Canhão de assalto pesado

No inicio de 1942 a Alkett recebeu uma encomenda para desenvolver um verdadeiro canhão de assalto «Sturmgeschutz» com peça principal de 150mm que poderia ser utilizado para tiro direto.
O veículo foi apresentado e entrou em produção ainda a tempo de participar na batalha de Kursk no verão de 1943.

Sturmgeschutz
Quando nos anos 30 a arma alemã de blindados começou a ser desenvolvida, os alemães (nomeadamente o general Von Manstein, um especialista em tácticas de combate), sentiram necessidade de desenvolver um veículo que servisse de apoio à infantaria, permitindo que esta pudesse ser facilmente apoiada pelo poder decisivo dado pela introdução de uma peça de artilharia autopropulsada suficientemente protegida por blindagem e capaz de disparar um projectil de alto poder explosivo.

Este conceito, resultou da análise que os alemães fizeram das suas campanhas durante a I Guerra Mundial, em que as tropas alemãs efectuavam grandes ataques com sucesso, que acabavam por fracassar, porque a artilharia alemã não conseguia acompanhar a infantaria conforme esta avançava no terreno.
O resultado das conclusões alemães e a solução para o problema, apareceu nos anos 30 e foi conhecido como canhão de assalto ou «Sturmgeschutz», um canhão apoiado no casco de um carro de combate, sem torre.

Inicialmente os teóricos dos tanques, como o famoso Heinz Guderian, autor do livro «Atenção blindados!» recusavam a utilização deste tipo de veículo juntamente com os carros de combate principais, o que aliás era normal, pois ele não tinha sido desenvolvido com esse objectivo em mente.
Guderian, não se mostrou nada interessado no conceito, e os generais alemães dos blindados também não viam com bons olhos a introdução desta arma, pelo que os canhões de assalto foram inicialmente considerados como equipamentos para a arma de artilharia.

O conceito de canhão de assalto mostrou no campo de batalha ser extremamente útil e capaz. Entre outras vantagens, o canhão de assalto podia utilizar uma peça principal de maior calibre que o canhão instalado nos carros de combate. Enquanto o tanque Panzer-III estava inicialmente armado com um canhão de 37mm e posteriormente com um de 50mm instalado numa torre, a versão Stug-III, utilizando o mesmo chassis, recebia uma peça de 75mm de calibre.

O sucesso do conceito, foi de molde a que se produzissem canhões de assalto com armamento maior e mais letal, ao ponto de se decidir adaptar o conceito para a luta anti-tanque, quando na frente leste as coisas começaram a correr mal à Alemanha.
Os canhões de assalto equipados com uma peça principal de alta velocidade e grande capacidade anti-tanque evoluiram para um conceito derivado, conhecido como «blindados caça tanques» ou «Panzejager».