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Caça-tanques



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Hummel
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Canhão de assalto

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Caça-tanques

PanzerJager IV L/70(V) «Pz.IV»
Caça-tanques

 

PanzerJager IV L/70(V) «Pz.IV»
Caça-tanques (VOMAG)
PanzerJager IV L/70(V) «Pz.IV»

Projeto: VOMAG
III Reich / Alemanha
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.9
8.58m
2.93m
1.96M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
24t
25.8t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Maybach HL 120TRM 12V
265cv
35 Km/h
15 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
214Km
4
30º
40º
0.8M
2.3M
0.6M

Armamento básico
- 1 x 75mm KwK Mod.42 L/70 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 2Km a 2Km)
- 1 x 7.92mm MG-34 L/57 «Dreyse» (Calibre: 7.92mm - Alcance estimado de 1.2Km a 1.2Km)
Sistema de radar auxiliar:


Forum de discussão

Em meados de 1944, o sucesso e a vantagem proporcional em termos de produção, levaram a que se aplicasse ao canhão de assalto baseado no tanque Panzer-IV um canhão mais poderoso e longo.
O Panzerjager IV, na sua última versão (conhecido como L/70) era um veículo que beneficiava de um perfil relativamente baixo (menos de dois metros) e de um poderoso canhão anti-tanque que podia destruir qualquer tipo de tanque russo.

Ao contrário dos outros veículos caça-tanques alemães, o Panzerjager IV, embora utilizando como base o tanque Panzer-IV foi alvo de um redesenho completo e pode-se considerar o primeiro caça-tanques propositadamente construido para essa função.
O Panzerjager-IV L/70 estava equipado com o mesmo canhão de 70 calibres que armava o tanque «Panther».

A necessidade destes carros era tanta que além da produção encomendada à VOMAG, também a empresa Nibelungenwerke, recebeu encomendas.

A versão inicial do Jagdpanzer-IV durou de Janeiro a Novembro de 1944, com 784 unidades produzidas

A partir de Julho, outras fábricas foram chamadas a produzir este blindado, várias soluções de emergência foram adoptadas. Por isso parte dos Panzerjager-IV são conhecidos como Panzerjager-IV L/70(A) e L/70(V), e que eram basicamente cascos do tanque PzKpfw-IV sem a torre, e com o canhão de 75mm L/70 colocado em cima. Foram construidas 278 unidades deste modelo na fabrica austriaca Nibelungenvwerfe.

A partir de Agosto de 1944, Hitler ordenou que se terminasse o fabrico do tanque PzKpfw-IV-Ausf.J, para que em sua substituição se fabricassem caça tanques.
O general Guderian no entanto era contrário ao fim de produção da versão «tanque» do Panzer-IV, porque pura e simplesmente não havia tanques em numeros suficientes.

O numero de carros Jagdpanzer produzidos foi o seguinte:

Panzerjager-IV L/48 - 769
Panzerjager-IV L/70(V) - 940
Panzerjager-IV L/70(A) - 278




Na foto acima, o Panzerjager IV L/70(A) fabricado pela Alkett, uma fábrica que tinha deixado de produzir o Panzer-III. Este modelo, do qual foram produzidas 278 unidades resultou do aproveitamento de chassis já construidos e que deveriam ser utilizados para tanques Panzer-IV «J».
A superestrutura do «Panzerjager» não podia ser utilizada nos chassis propositadamente feitos para um tanque e por isso foi necessária esta solução de recurso, de que resultou um veículo mais alto, embora as suas qualidades fossem, idênticas às do modelo standard do Panzerjager IV L/70(V).

Informação genérica:
O carro de combate conhecido como Panzer IV ( ver a ficha para estes modelos), foi o mais numeroso dos carros de combate utilizados pela Alemanha durante a II Guerra Mundial.
Por se tratar de uma viatura importante e produzida em grande quantidade, o seu chassis também foi utilizado como plataforma para viaturas blindadas com características diferentes do carro de combate convencional.

Entre as principais derivações do PzKpfw VI, também designado por Panzer 4 (ou tanque 4) está aquela que se destinou a converter o carro de combate num canhão de assalto.

O canhão de assalto era bastante mais económico que o tanque convencional e foi concebido mais para arma de artilharia que como arma anti-tanque.

A sua peça de 75mm destinava-se a apoiar o avanço da infantaria e a atacar pontos bem defendidos. A sua arma principal não disparava uma munição perfurante mas sim uma munição explosiva destinada a atingir fortificações provisórias e soldados.

O primeiro canhão de assalto derivado do Panzer-4 foi o SturmGeschutz-IV armado com uma peça de 75mm e 48 calibres.
Com o evoluir do conflito, e em parte como medida de emergência, o canhão de 75mm foi aproveitado para atacar tanques soviéticos, embora essa não fosse a sua função principal.

Embora muitos militares alemães não gostassem do conceito, o seu menor custo levou a que o próprio Hitler tenha pressionado para que se desenvolvesse mais o conceito.

O primeiro caça-tanques baseado no Panzer-IV foi o «Nashorn», que foi uma adaptação de emergência, armado com uma poderosa peça de 88mm. No entanto, porque era uma adaptação de emergência ele não foi um sucesso e rapidamente se tornou claro que seria necessária uma solução de raiz, construída propositadamente para caça-tanques com um perfil baixo.

A partir do Sturmgeschutz-IV foi então desenvolvido um veículo propositadamente concebido para caça tanques, com uma arma com o mesmo calibre mas com um cano mais longo e mais eficiente contra carros de combate.
Tratou-se do «Panzerjager-IV», que foi produzido em três sub-séries distintas.


Artilharia auto propulsada
O chassis do Panzer 4 foi igualmente utilizado como base para um sistema de artilharia auto propulsado, que focou conhecido como «Hummel», o qual transportava uma peça de artilharia convencional, instalada no chassis.

Canhão de assalto pesado

No inicio de 1942 a Alkett recebeu uma encomenda para desenvolver um verdadeiro canhão de assalto «Sturmgeschutz» com peça principal de 150mm que poderia ser utilizado para tiro direto.
O veículo foi apresentado e entrou em produção ainda a tempo de participar na batalha de Kursk no verão de 1943.

Panzerjagger
O veículo alemão do tipo caça-tanques, é uma evolução dos veículos do tipo «canhão de assalto».

Ao contrário dos tanques tradicionais típicos da arma blindada, (com uma torre e um canhão que dispara projecteis a alta velocidade destinados a perfurar a blindagem), os veículos blindados equipados com um canhão no casco (com quase nenhuma capacidade de deriva) eram vistos como inadequados pelos especialistas em blindados.

O general Guderian (ao lado), o maior especialista alemão em blindados, não gostou da ideia co «canhão de assalto», mas os custos do equipamento (mais reduzidos que os de um tanque) e a predilecção de Hitler pelo conceito condicionaram, a evolução deste tipo de armamento.

Muito por influência de Hitler, mas também como resultado da necessidade de peças anti-carro móveis na frente leste, o canhão de assalto vai ser modificado, recebendo armamento adequado para ataque contra tanques em substituição da peça de artilharia adequada para atacar infantaria. Nascerá assim o caçador de tanques ou Panzerjagger.

O facto de esse tipo de solução ser muito mais económica que o tanque convencional também levou a que cada vez maiores quantidades destes veículos fossem construídas.
O Chassis utilizado para este tipo de veículo, foi inicialmenteo o chassis do Pz.IV, e posteriormente também o tanque «Panther», foi adaptado para a aplicação deste conceito, no que resultou no mais eficiente caça-tanques da guerra.

O canhão sem deriva foi igualmente aplicado em chassis pesados, como os do tanque «Tiger-I» e «Tiger-II» e em chassis mais leves como o do tanque 38(t), de que resultou o blindado «Hetzer».

Embora eficiente contra os tanques russos, por causa do potente armamento que levava instalado, o principal problema dos caça-tanques residia no facto de para disparar, todo o veículo ter que ser apontado para o alvo.

Conceito eminentemente defensivo

Os vários tipo de «Panzerjagger» ou caça-tanques têm um armamento principal mais poderoso que os tanques convencionais de chassis equivalente, mas ao contrário do que o nome «caça tanques» pode indicar, ele não se destinava a procurar tanques inimigos para os destruir.
Na verdade o «caça tanques», é uma arma eminentemente defensiva, com função anti-tanque.

A doutrina que preside à utilização desta arma implica que o caça-tanques deveria aguardar a aproximação do inimigo para o destruir desde uma posição oculta e segura, aproveitando ao mesmo tempo a vantagem táctica dada por um canhão de maior alcance.

Os caça-tanques deveriam posicionar-se em grupos, ocultos nos flancos de uma área por onde se esperasse o avanço dos blindados inimigos, estabelecendo um corredor defensivo.
Eles poderiam ser utilizados em conjunção com os tanques, como apoio para o avanço. De posições fixas, eles aproveitariam a vantagem do calibre, para destruir alvos inimigos, apoiando o avanço dos tanques. Depois de tomada uma posição, os caça tanques voltariam a avançar para novas posições fixas de onde repeteriam a operação.

Caso os tanques tivessem que retirar, a área de retirada seria sempre por um caminho pré definido, onde os caça-tanques estivessem em posição, nos flancos, para atacar o inimigo que viria em perseguição dos tanques.

Grandes quantidades de tanques Sherman, T-34, KV-1 e IS-2 foram destruídos por armas deste tipo, especialmente na fase final da II guerra mundial, conflito durante o qual, as industrias norte-americana e soviética, demonstraram no entanto capacidade para fabricar carros de combate a um ritmo mais elevado que aquele a que eles eram destruídos pelos alemães.