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Carro de combate médio



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T-34/76C m.1943
Carro de combate médio

T-34/85 m.1944
Carro de combate médio

Type-63 SPAAG
Sistema defesa antiaérea Curto/Médio alc.

 

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Invasão de Chipre «Operação Áttila»
Operação Bagration

T-34/85 m.1944
Carro de combate médio (Soviet State Factories)
T-34/85 m.1944

Projeto: Soviet State Factories
União Soviética
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.29
8.15m
3m
2.75M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
29.9t
32t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
W-2-34 Diesel / 12cyl
500cv
55 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
810 Litros
350Km
5
50º
30º
0.9M
2.6M
0.71M

Armamento básico
- 1 x 85mm/50 ZIS S-53 (Calibre: 85mm - Alcance estimado de 1.5Km a 2.5Km)
- 2 x 7.62 DT Degtiarev (Calibre: 7.62mm - Alcance estimado de 0.8Km a 0.8Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Guiné-Bissau
Designação Local:T-34
Qtd: Máx:10 - Qtd. em serviço:0
Situação: Desconhecido
Operacionalidade:
Existem algumas dúvidas sobre a chegada dos carros T-34 à Guiné Bissau. Algumas fontes afirmam que os T-34 já estavam a operar no país antes da independência e outras afirmam que só depois da independência as forças armadas do movimento PAIGC receberam estes carros de combate.

No entanto, já em 1998, durante o golpe de estado e consequente situação de instabilidade, embora tenham sido feitas tentativas para recuperar três destes carros, o seu estado era tão mau, que a tentativa se revelou infrutífera.

Em 1973, durante um determinado periodo, que coincidiu com as ofensivas do PAIGC contra as forças portuguesas, chegaram a ser referenciados pelas forças portuguesas, carros de combate sobre lagartas, que poderiam ser T-34. Esta informação gerou receios em Bissau, porque as tropas portuguesas não estavam preparadas para resistir aquele tipo de veículo, dado não haver meios anti-tanque. O PAIGC. no entanto terá de facto utilizado veículos de lagartas, mas não o T-34. O veículo referênciado foi provavelmente um PT-76 anfibio, o que fazia aliás muito mais sentido, num país cortado por rios, onde a operação do T-34 sería muito complicada.

Os veículos deixaram de estar operacionais depois de 1990.

T-34
Tanques T-34 / 85 da Guiné Bissau inoperacionais.


Aquando do golpe de Ansumane Mané em 1998, os T-34 da Guiné-Bissau, não estavam operacionais, e não puderam ser utilizados contra as tropas do Senegal, embora fossem referidas tentativas de colocar duas ou três unidades operacionais.


Forum de discussão

Quando em Janeiro de 1943, os soviéticos capturaram o primeiro carro de combate pesado Panzer VI ou «Tiger I», ficaram de imediato preocupados, pois tinha-se tornado evidente que o T-34 não estava suficientemente armado para responder à ameaça.

A blindagem frontal do Tiger-I era virtualmente imune ao canhão de 76mm do T-34, excepto a distâncias muito curtas e absolutamente suicidas, dado que o Tiger-I armado com o poderoso canhão de 88mm podia facilmente perfurar a blindagem do T-34 a distâncias superiores a 1500m.
Ainda no inicio de 1943, novas informações chegaram às autoridades soviéticas sobre e eminente introdução pelos alemães de um novo tipo de carro de combate médio, o Panzer-V ou Panther.

Os soviéticos tinham em desenvolvimento um novo tanque a que chamaram T-43, mas para esse veículo estava previsto o mesmo armamento de 76mm. O T-43 chegou a ser aprovado, mas a necessidade de um carro de combate com armamento de maior calibre que pudesse ser produzido em tempo útil levou as autoridades soviéticas a tentar uma solução de emergência.
Para substituir o armamento standard de 76mm, considerou-se a possibilidade de desenvolver uma versão de cano longo desse calibre, mas a industria soviética dava sinais de não ser capaz de produzir em tempo útil uma arma eficiente.
Tentativas de desenvolver um canhão de 57mm de alta velocidade tinham-se demonstrado infrutíferas.

T-34/85 (modelo 1943)

O T-34/85 receberia a mesma torre que tinha sido desenhada para o tanque T-43, e estaria armado com o canhão de 85mm modelo D-5T. Mas embora já tivesse sido utilizada no caça-tanques Su-85 e no carro de combate KV-85, o D-5T era demasiado volumoso para a torre do T-34, o que complicava a operação da viatura.
Ainda assim, a urgência soviética no desenvolvimento de uma arma que pudesse enfrentar a ameaça dos alemães levou a que o T-34/85 com canhão D-5T recebesse autorização para produção em Dezembro de 1943. A produção começou na fábrica nr.112 (Sormovo) de Gorki, a primeira a introduzir soluções provisórias para o problema do espaço dentro da torre. Em Janeiro de 1944 foram produzidos 25 tanques e em Fevereiro saíram da fábrica 75 exemplares a que se juntaram mais 250 unidades em Março do mesmo ano. O T-34/85 com o canhão D-5T ficou conhecido como T-34/85 mod. 1943.

T-34/85 (modelo 1944)

O desenvolvimento de uma versão definitiva do T-34 prosseguiu, com os estudos para a instalação de outras armas. A escolha acabou por cair no canhão S-53, uma versão adaptada do canhão anti-aéreo soviético de 85mm modelo 52-K. A autorização para o desenvolvimento foi emitida ainda em Janeiro de 1944.

A opção pelo canhão S-53 foi muito influenciada pelo engenheiro Vassili Grabin, dirigente de um dos organismos industriais, que tinha desenvolvido esforços não autorizados para garantir a aprovação do modelo. A insistência de Grabin foi a principal razão que explicou que os primeiros carro T-34/85 com canhão S-53 começassem a ser produzidos ainda em Fevereiro de 1944 na fábrica nr.143.

O canhão modelo S-53 era mais longo e pelo menos 250kg mais leve que o D-5T. Além disso ele tinha uma esperança de vida superior, podendo efectuar mais disparos que o seu antecessor. A fábrica de Nizny-Tagil começou a entregar os carros logo em Março, enquanto que a fábrica de Omsk começou a entrega-los em Junho.
Em Outubro de 1944, uma nova versão do canhão de 85mm foi lançada, conhecida como ZiS-S-53, que seria produzida até ao final do conflito e que coincidiu com a introdução de um sistema eléctrico para rodar a torre.

Ainda que se tratasse do mesmo veículo, os T-34/85 apresentam muitas diferenças entre si, conforme a fábrica onde foram produzidos. As diferenças encontram-se na torre e nos sistemas complementares que foram sendo introduzidos. A torre mais distinta, é a produzida na fábrica de Gorki, que é composta por oito placas soldadas, em vez de ser moldada numa única peça.
As dificuldades em produzir os números solicitados de tanques T-34/85 resultaram em problemas de qualidade que nunca foram superados durante o conflito.

Depois do fim da guerra, continuou a ser fabricado na Polónia e na Checoslováquia. A Jugoslávia também adquiriu uma licença de produção, embora o T-34 jugoslavo tivesse modificações específicas introduzidas no país que o distinguem dos restantes modelos do T-34, ainda que a arma principal seja a mesma.
Também há relatos não confirmados de que a China terá produzido a sua própria versão não autorizada do T-34.

Os problemas de qualidade foram no entanto ultrapassados já depois do fim da guerra, altura em que a qualidade média dos carros de combate aumentou bastante.

Os T-34/85, foram fornecidos aos paises africanos pela União Soviética e para o teatro de operações africano foi considerado suficiente, dado as ameaças potenciais serem poucas e o veículo ser mais para uso interno.
A União Soviética dispunha em 1975 de grandes quantidades de carros T-34 na reserva. Alguns estrategas chegaram a calcular que a URSS tinha conservado até 10.000 tanques T-34 depois da guerra e que uma parte destes veículos estaria ainda operacional.

Transportava normalmente 55 cargas (36 de alto explosivo, 14 perfurantes e 5 de metralha).




Informação genérica:
O T-34 foi provavelmente o melhor tanque da II guerra mundial, até à chegada do tanque alemão «Panther» em 1943, o qual era melhor armado e melhor blindado que o seu congénere russo.

O T-34 é um desenvolvimento derivado do tanque leve da família BT, da qual herdou o sistema de suspensão «Christie» desenvolvido nos Estados Unidos no final dos anos 20 do século XX.
Entre os dois modelos, foi desenvolvido o A20 e o A-32, mas ambos ficaram em fase de protótipo.

O A-20 (também designado BT-20) era um tanque rápido, destinado a substituir o tanque BT, que tinha sido considerado insuficiente para as necessidades soviéticas, na sequência das análises do que acontecera na guerra civil de Espanha.

O tanque rápido A-20 (à esquerda) e o tanque rápido A-32 (à direita), durante testes antes do inicio da II guerra em Setembro de 1939.
O A-20 tinha quatro rodas laterais ao contrário do A-32 que tinha cinco. Os dois tanques podiam mover-se a alta velocidade quando se removiam as lagartas. O A-20 estava armado com o mesmo armamento do BT-7 mas o A-32 recebeu a mesma torre, mas uma peça de 76mm.
O A-20 era ligeiramente mais leve que o A-32 (17.8t contra 19t).
A blindagem máxima dos dois veículos foi considerada insuficiente. O A-20 tinha uma blindagem de 25mm enquanto o A-32 tinha uma blindagem máxima de 30mm


A preferência soviética foi para o A-32 que tinha melhor armamento e maior blindagem, mas acima de tudo, por causa de ter mais uma roda, podia receber com facilidade uma proteção mais pesada. Uma versão do A-32 com blindagem reforçada foi produzida para testes no final de 1939, recebendo a designação de A-34. Quando a produção foi autorizada, o A-34 passou a designar-se T-34.

Naturalmente que várias características do T-34 foram herdadas directamente dos tanque BT-5 e BT-7, como por exemplo a capacidade para andar sobre rodas nas estradas (sem a utilização das lagartas). Esta característica permitia atingir uma velocidade muito maior, mas essa vantagem cedo foi julgada desnecessária, quer por ser pouco prática, quer porque o custo final de cada viatura ficava demasiado caro.

Imagem do T-34/76, o mais produzido de todos. No entanto, a maioria dos carros T-34 encontrados pelos alemães eram da versão anterior
O T-34, é o resultado de uma evolução do BT-7 e após o seu lançamento foi evoluindo, como resultado dos desenvolvimentos durante o conflito e da necessidade de combater os carros de combate alemães. Durante a guerra, foram introduzidas constantes modificações, de entre as quais se destaca a substituição do armamento principal do carro de combate. As primeiras versões do T-34 foram equipadas com um canhão de cano curto de 76mm, e as versões posteriores receberam canhões do mesmo calibre, com cano mais longo e maior velocidade de disparo.

Até 1943, foi considerado por alguns especialistas alemães o mais poderoso tanque de qualquer exército do mundo. O seu aparecimento no campo de batalha em 1941 deixou pela primeira vez preocupados os militares da Wermacht, cujos tanques se viam perante um carro de combate que podia destrui-los antes que estivessem suficientemente perto para disparar.
No entanto as vantagens do T-34 acabaram por não ser aproveitadas pelos soviéticos, ao mesmo tempo que problemas como a falta de munição adequada ou a qualidade de fabrico, resultaram em enormes perdas.

Desdenhado por Hitler
Hitler ficou curioso quando foi informado da existência de um novo modelo de tanque soviético cuja existência era desconhecida. Porém, quando foi levado junto a um T-34 destruido, Hitler ficou pouco impressionado. Na realidade, a qualidade de construção e o acabamento do tanque eram tão maus, que Hitler chegou a apontar a má qualidade do T-34 como um sinal de que a Alemanha ganharia a guerra.


Vista frontal de um T-34 do modelo original e de uma das últimas versões antes da introdução do canhão de 85mm
A resposta alemã, passou pela introdução de carros de combate equipados com uma peça de 75mm, inicialmente nos carros Panzer IV. Este armamento era superior ao do T-34, mas o Panzer IV só podia enfrentar o T-34, com recurso a saias adicionais de protecção e continuava a ser mais lento.
Chegou a ser considerada a produção de uma cópia do T-34, mas questões políticas e mesmo técnicas, como a impossibilidade de produzir o bloco do motor em aluminio, tornaram a possibilidade inviável. Só quando aparecem os primeiros tanques pesados Tiger-I e os Panther é que a superioridade do T-34 no campo de batalha deixa de existir. A resposta soviética começou a ser estudada ainda em 1943, quando foi determinada a necessidade de substituir o armamento de 76mm por outro mais poderoso.

Nascia assim o T-34/85, equipado com um canhão de 85mm que começou a ser introduzido em números consideráveis a partir de meados de 1944. Já próximo do final da guerra, em 1945 foi estudado um protótipo de T-34/100 equipado com uma peça de 100mm, mas o fim do conflito cancelou os projectos e o armamento de 100mm seria alguns anos mais tarde instalado no sucessor directo do T-34: O carro de combate médio T-54.

Viaturas derivadas do T-34
Com base no chassis do T-34, foram produzidas vários outros veículos de combate, que aproveitaram a mesma plataforma. Esta solução foi muito utilizada durante a guerra por todos os exércitos. De entre as viaturas derivadas podemos destacar por exemplo o canhão de assalto Su-122.
Problema com o sistema de suspensão
Embora famoso pela inovação que representou a sua blindagem inclinada e a sua mobilidade, são normalmente menos conhecidos os problemas que afectaram o desenvolvimento do T-34. De entre esses problemas, destaca-se o facto de os militares soviéticos nunca terem considerado o T-34 como realmente satisfatório, apontando-lhe em todas as análises efectuadas, vários defeitos. O principal problema - o qual nunca foi resolvido - foi o do sistema de suspensão «Christie» inventado nos Estados Unidos nos anos 20, e que foi comprado pelas autoridades soviéticas e desenvolvido desde o inicio da década de 1930. Esse sistema de suspensão foi introduzido nos carros de combate BT-5 e BT-7 e também no T-34.
Os militares soviéticos queixavam-se de que a suspensão utilizava molas extremamente volumosas, que ocupavam grande quantidade de espaço dentro do veículo. Foram feitas várias tentativas para resolver o problema, mas o aparecimento dos carros de combate alemães «Panther» levaram a que todos os esforços de desenvolvimento do T-34 se centrassem num novo armamento mais poderoso (85mm), passando o problema para uma prioridade inferior.

A questão do sistema de suspensão nunca chegou por isso a ser resolvida, e só mais tarde, já depois da guerra, quando um novo carro de combate foi desenhado (o T-54), essa questão foi considerada. A industria de carros de combate soviética deveu muito ao T-34 e muitas das características de carros relativamente modernos, desenhados nos anos 70 e 80, como o T-72, T-80 ou T-90 ainda mostram a influência e herança dos T-34 de 1940.

T-34 - VERDADES E MITOS

Não há dúvida de que o T-34 foi um dos mais importantes tanques da II Guerra Mundial e até 1943 o mais poderoso carro de combate médio. A partir de Junho de 1941 ele colocou pela primeira vez os alemães numa situação de inferioridade táctica, quando colocados numa situação de combate de um para um. Os carros de combate Panzer-III armados com canhões de 37mm e 50mm não tinham como enfrentar o T-34. Igualmente problemática foi a situação da infantaria alemã, cujas principais armas anti-tanques (também de 37mm e 50mm) não estava devidamente armada para enfrentar o carro de combate soviético.

Os alemães registaram que o T-34 tinha uma velocidade superior aos tanques alemães Panzer III e Panzer IV. A torre do T-34 girava mais depressa e o T-34 conseguia perfurar a blindagem dos carros alemães mais leves a distâncias de 1,000m. Ao contrário, os relatórios alemães chegaram a afirmar que os seus tiros com armas de 37mm só eram eficientes a distâncias de 50 metros.
No entanto, várias especialistas têm vindo mais recentemente - e especialmente após o colapso da União Soviética - a lançar luz sobre as qualidades do T-34, chegando na sua maioria a conclusões um pouco menos entusiastas que aquelas que eram normais nas análises sobre as viaturas da II guerra mundial. As primeiras dúvidas aparecem a propósito do numero disponível de tanques. As fontes soviéticas afirmaram claramente que o insucesso inicial do T-34 se deveu ao facto de haver apenas pequenas quantidades espalhadas pelas unidades blindadas, mas «pequenos números» é uma afirmação relativa, pois o exército soviético contava em 1941 com um total de 24,000 tanques pesados, médios e leves.

Quando comparamos os «pequenos numeros» de tanques soviéticos com o número disponível de tanques alemães, encontramos quase tantos tanques T-34 no exército vermelho, quanto a soma de todos os tanques Panzer IV (com canhão de baixa velocidade) e Panzer III (com canhão de 50mm) disponíveis em todo o exército alemão.
Quando a Alemanha invadiu a URSS em 1941 estavam disponíveis pelo menos 950 exemplares do tanque médio T-34/76. Os alemães dispunham na mesma altura de 517 tanques Panzer-IV (canhão de 75mm de cano curto) e apenas parte deles estavam na frente russa.

Porque se perderam tantos T-34, mesmo quando gozavam de uma superioridade total ?

Recentemente, já depois da década de 90 do século XX, a superioridade tecnologica do tanque T-34 tem sido escrutinada e várias questões têm sido colocadas sobre a utilidade do T-34 especialmente na fase inicial da guerra, em que o blindado soviético praticamente não tinha um único opositor à altura.

Sabemos que a maioria dos tanques alemães estavam equipados com canhões de 50mm ou 37mm e o único tanque com um canhão de 75mm era o Panzer-IV, equipado com um canhão de cano curto e de baixa velocidade, praticamente inútil contra tanques a distâncias superiores a 250m.

Na imagem, o Panzer III-H alemão, com peça principal de 50mm era o mais poderoso tanque alemão em 1941. Ele era muito inferior ao T-34 e a Alemanha possuia em Junho de 1941, 1,090 destes carros, contra um numero estimado de 950 a 1100 exemplares do T-34/76.
Sabemos que o numero de carros de combate T-34 disponíveis em 1941 era relativamente alto, atingindo o milhar de unidades, e que até ao final de 1941, as fábricas soviéticas produziram mais 2,134 tanques T-34/76, enquanto que as fábricas alemãs, somando os Panzer III e Panzer IV produziram apenas 1,388 carros de combate.

Também não se confirma (após a análise dos dados soviéticos), a ideia de que os T-34 e os KV-1 estivessem dispostos em pequenos números e espalhados.

Sabemos que a maioria dos carros de combate modernos, T-34 e KV-1 se encontravam concentrados em quatro grandes unidades blindadas soviéticas, a saber, a 4ª e 7ª divisão de tanques pertencentes ao 6º corpo mecanizado por um lado e a 8ª e 22ª divisões de tanques, pertencentes ao 4º corpo mecanizado por outro.

Estas quatro unidades blindadas soviéticas eram as mais poderosas unidades blindadas do mundo em 1941. Sozinhas, tinham mais tanques pesados e médios, que todo o exército alemão.

No entanto, gozando de uma superioridade numérica e tecnológica, durante 1941, foram perdidos 2300 tanques T-34. Não há para este facto uma uma explicação lógica, que permita explicar porque razão o melhor tanque do mundo, sem ter um opositor à altura, perdeu tantos exemplares (75% da frota produzida em 1941).

A resposta mais obvia seria uma de duas: Ou os militares alemães eram super-homens, ou os militares soviéticos eram absolutamente burros.

Na verdade, nenhuma das duas possibilidades se apresenta como razoável, quando analisamos os dados sobre a qualidade de construção do T-34.
É absolutamente verdade que a facilidade de construção foi sempre um argumento em favor do T-34, mas são conhecidos relatos sobre recontros entre T-34 e tropas alemãs, em que se realça a qualidade da blindagem, mas onde também salta à vista a inutilidade do armamento.

O T-34 equipado com arma principal de 76,2mm recebeu vários modelos de torre e o primeiro modelo, tinha um canhão diferente dos restantes.
Torre para dois homens

Há várias críticas muito duras dirigidas pelos militares soviéticos ao T-34 desde o inicio.
Os generais soviéticos chamaram «tanques para caçar pardais» aos T-26 e aos BT-7, justificando assim a perda de milhares de carros de combate deste tipo, escondendo porém que tanto os T-26 quanto os BT-7 eram superiores à maioria dos carros alemães.
De entre as críticas está a da torre para apenas dois homens, que caracterizava os tanques soviéticos e onde o comandante tinha que actuar como municiador da peça principal.

Ora, o T-34 sofria exactamente do mesmo problema. A torre era demasiado pequena (o problema não foi resolvido senão em 1943) e apenas dois homens a ocupavam.
Este arranjo reduzia dramaticamente a eficiência do veículo.
A somar a isto, a peça de 76,2mm utilizada, tinha aparentemente alta velocidade, mas na maioria dos casos disparava munição explosiva. Soma-se a isso, um conjunto de dispositivos de tiro e pontaria de muito má qualidade, que encravavam com grande facilidade.
É por esta razão, que em muitos casos os comandantes soviéticos atropelavam a artilharia alemã, pois não conseguiam disparar eficazmente a arma principal.

Mas mesmo quando os problemas foram sendo resolvidos, outro problema apareceu, resultado do grande aumento da produção e da redução de custos por unidade que as fabricas soviéticas conseguiram atingir durante a guerra. Este aumento da produção, acabou por levar a uma redução geral na qualidade do carro de combate durante o conflito.

Em termos genéricos, a qualidade inicial de construção do T-34 de 1940 era apenas razoável. A qualidade do aço produzido na União Soviética era inferior à dos outros países europeus, principalmente por causa da obrigatoriedade de cumprir as estabelecidas metas dos planos quinquenais, que em muitos casos eram atingidas à custa de uma redução na qualidade do produto.

Porém, os tanques ainda assim eram capazes de resistir aos disparos dos canhões anti-tanque de 37mm e mesmo de 50mm a distâncias menores. Já os canhões de 75mm e o poderoso canhão de 88mm alemão, podiam destruir o T-34 com mais facilidade.

Na imagem, um carro T-34 com um orificio lateral provocado por um disparo inimigo. Normalmente a perfuração é igual ao diametro do projectil, excepto se a qualidade da blindagem for muito má. A área circundante à do impacto, não aguentou a pressão e também cedeu. Este problema indica uma deficiência na qualidade da fundição.
Ao longo do conflito, os soviéticos enfrentaram constantes problemas com a qualidade dos componentes e para complicar as coisas durante 1942, os alemães introduziram modificações nos seus Panzer-IV que continuaram ao serviço durante toda a guerra.
Estas modificações incluiam as suas características saias laterais de protecção, que davam ao Panzer IV uma blindagem genericamente superior ao T-34, nomeadamente por causa da superioridade do seu canhão de 75mm.
Metas de produção
Para conseguir cumprir as metas (quem não cumprisse podia ser acusado de traição e ser fuzilado) cometiam-se todo o tipo de atropelos no fabrico de materiais e esses problemas reflectiam-se na qualidade do equipamento. Os soviéticos conseguiram «oficialmente» bater vários records de produção, com o fabrico de um T-34 com apenas 3.000 horas de trabalho, embora esses valores nunca tenham sido verificados.
O que pode ser no entanto verificado é o grande numero de carros de combate T-34 que foram destruídos pelos alemães, que destruíram veículos russos pelo menos na proporção de 1 para 3 e na fase incial da guerra destruiram carros T-34 numa proporção de 6:1.
Os problemas com a qualidade continuaram mesmo depois do final do conflito e chegaram a ser documentados ainda durante o período soviético. Logo a seguir ao fim da II guerra mundial. Também é geralmente aceite que, sem a necessidade de atingir as mesmas metas de produção, a qualidade geral dos T-34 aumentou.

Depois da II guerra mundial
Depois da II Guerra Mundial ter terminado, o grande numero de unidades disponíveis, e o grande numero de versões, levou a que a União Soviética vendesse ou ofertasse grandes quantidades destes veículos aos governos de muitos países que se tornaram independentes depois da II Guerra Mundial, bem assim como aos países do Pacto de Varsóvia.

Até aos anos 80, mesmo na União Soviética ainda havia grandes quantidades de tanques T-34/85 armazenados, os quais as autoridades soviéticas consideravam que se poderia utilizar em caso de guerra com o ocidente.


Fábrica
T-34 / 76
T-34 / 85

Fábrica 183 de Kharkov [a]

1.675
0
Fábrica 183 de Nizhny Tagil [a]
15.014
13.938

Fábrica de tractores de Estalinegrado

3.770
0
Fábrica 112 Krasnoye Sormovo de Gorky
6.396
6.208
Fábrica 174 Voroshilov de Omsk
2.927
2.940
Fábrica CKZ de Chelyabinsk
5.094
0
Fábrica Uralmash de Yekaterinburg
719
0
Total da produção do T-34
35.595
23.086


[a] - A fábrica de Kharkov na Ucrânia foi transferida para Nizhni Tagil na Sibéria ocidental.