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Radar 3D (Phased Array) para as fragatas MEKO-200



Portugal
Fragata classe
Vasco da Gama
(tipo MEKO)

Dados principais Motores
Deslocamento standard: 2700 Ton
Deslocamento máx. : 3300 Ton.
Tipo de propulsão: CODOG - Turbina a gás ou motor a Diesel
Comprimento: 115.9 M - Largura: 14.2M
Calado: 6.2 M.
2 x Motor a Diesel MTU 12V 1163 TB82 (8840cv/hp)
2 x Turbina a Gás LM-2500 (53600cv/hp)
Tripulação / Guarnição: 178 Autonomia: 17000Km a 15 nós - Nr. Eixos: 2 - Velocidade Máxima: 28 nós

Canhões / armamento principal
1 x DCN - Naval Creusot-Loire Mod 1968 CADAM (Calibre: 100mm/Alcance: 17Km)
2 x Oerlikon 20mm Oerlikon Naval Mod.1922 (Calibre: 20mm/Alcance: 2Km)
1 x Raytheon Systems 20mm Phalanx Mk15 Block 1 (Calibre: 20mm/Alcance: 2.3Km)

Misseis
Sistema de lançamento Mk.298 x Raytheon Systems RIM-7M Seasparrow (Defesa antiaérea próxima)
Sistema de lançamento Mk.1418 x Boeing Harpoon RGM 84D (Anti-navio)

Torpedos

Radares
- Thales Nederland STIR-180 (Director de tiro - Al.med: 97Km)
- Kelvin Hughes KH-1007 (F) (Navegação - Al.med: 37Km)
- Thales Nederland MW-08 (Combinado Aerea/superficie - Al.med: 54Km)
- Thales Nederland DA-08 (Pesquisa aérea - Al.med: 145Km)

Sonares
- General Dynamics Canada SQS-510 / Pesquisa activa/ataque

Outros sistemas electrónicos
- Thales Nederland STACOS Mk.II (Sistema de gestão de dados combate)
- Thales Nederland VESTA-Helo (OHTS - Sistema de pontaria para lá do horizonte)
- Boeing AN/SWG-1A(V) (Sistema de gestão de dados combate)
- EDO Corp. APECS-II/AR700 (Contramedidas electronicas)
- Argon - ST AN/SLQ-25 (Engodo anti-torpedo)
- EADS Mk 36 SRBOC (Contramedidas electronicas)

Aeronaves embarcadas
- 2 x Agusta-Westland Navy Lynx HAS-8


As fragatas Vasco da Gama estão presentemente entre os mais modernos meio de combate da Marinha Portuguesa[1]. São navios igualmente conhecidos como MEKO (MEKO-200), que é a designação do projecto dos estaleiros Blohm & Voss, estaleiro que foi dos primeiros a apresentar a ideia do navio modular.

Portugal, (que obteve dos seus aliados da NATO uma comparticipação de 60%) optou por uma configuração tipo fragata multiusos. A classe Vasco da Gama, não é especializada em caçar submarinos, nem está especialmente vocacionada para defesa anti-aérea, dado aquando do seu projecto não fazer sentido a necessidade de fragatas de defesa aérea na marinha portuguesa. Assim, uma fragata multi-usos, pode "acudir" a vários problemas. As Vasco da Gama transportam a duvidosa honra de terem sido as primeiras unidades da marinha portuguesa a transportar mísseis anti-navio e anti-aéreos.

As fragatas Vasco da Gama, já completaram 20 anos de vida e a manutenção da sua capacidade operacional implica necessárias modernizações, nomeadamente ao nível dos seus sensores, que não se podem limitar às tradicionais pequenas modificações pontuais de sistemas acessórios.

A sua capacidade de protecção, é neste momento considerada deficiente, estando dependente dos mísseis superficie-ar Sea-Sparrow, que garantem a defesa próxima e do "ultimo recurso" dado pelo sistema CIWS-Phalanx, que nos dias de hoje é alvo de algumas criticas e apontado como pouco eficiente contra alvos voando a baixa velocidade.
Alguns esforços têm sido levados a cabo, nomeadamente para modernizar este sistema.

A manutenção dos navios com alguma capacidade miltiar, implica a modernização dos sensores, mas a marinha portuguesa encontra-se condicionada por restrições financeiras, que não melhoraram nos últimos anos da 1ª década do século. A entrada ao serviço de mais duas fragatas da classe M, tecnologicamente equivalentes e a saída de serviço das antigas fragatas classe «João Belo» aumentou as exigências do ponto de vista financeiro, com a marinha a possuir cinco navios medianamente sofisticados.

Problemas para o futuro
Além do problema do envelhecimento dos sistemas do navio, outro problema se levanta com as consequências da crise financeira que afeta o país.

Com o projeto de novas construções de patrulhas suspenso por razões financeiras, e com pequenos os navios patrulhas e corvetas da década de 1970 no fim da sua vida útil, espera-se que a única forma de garantir a soberania nas águas portuguesas seja fazer depender o patrulhamento dessas águas pelas fragatas, únicos navios que dentro de pouco tempo vão sobrar para a função.


[1] - Compartilham o lugar com as duas fragatas tipo «M» compradas à marinha da Holanda e que embora inferiores em termos de sistemas de comunicação, apresentam sistemas de combate mais modernos e dispõem de um sistema vertical de lançamento de mísseis para 16 unidades (o dobro da capacidade das Vasco da Gama).
Informação genérica:
Os navios da classe ou tipo MEKO são navios «modulares» que foram desenhados seguindo a ideia de que os navios da classe teriam todos a mesma estrutura e igualmente a possibilidade de lhes adicionar módulos segundo as características requeridas pelos clientes.

O projecto MEKO, divide-se por sua vez em várias séries,

MEKO-200 - A série de navios mais numerosa

MEKO-360 - A primeira série de navios, construidos para a marinha da Nigueria (1 unidade ) e da Argentina (4 unidades).

MEKO-140 - Considerados pelos estaleiros alemães como fragatas, estes navios foram construidos na Argentina (6 unidades) e são classificados como corvetas naquele país.

Embora seja um projecto dos anos 80, o conceito evoluiu e adaptou-se, tendo sido lançados novas séries, com o objectivo de acompanhar o evoluir da tecnologia e dos conceitos de construção naval.

O mais recente navio do tipo MEKO, é a fragata sul africana Amatola do tipo MEKO-A200