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As fragatas Vasco da Gama estão presentemente entre os mais modernos meio de combate da Marinha Portuguesa[1]. São navios igualmente conhecidos como MEKO (MEKO-200), que é a designação do projecto dos estaleiros Blohm & Voss, estaleiro que foi dos primeiros a apresentar a ideia do navio modular.
Portugal, (que obteve dos seus aliados da NATO uma comparticipação de 60%) optou por uma configuração tipo fragata multiusos. A classe Vasco da Gama, não é especializada em caçar submarinos, nem está especialmente vocacionada para defesa anti-aérea, dado aquando do seu projecto não fazer sentido a necessidade de fragatas de defesa aérea na marinha portuguesa. Assim, uma fragata multi-usos, pode "acudir" a vários problemas. As Vasco da Gama transportam a duvidosa honra de terem sido as primeiras unidades da marinha portuguesa a transportar mísseis anti-navio e anti-aéreos.
As fragatas Vasco da Gama, já completaram 20 anos de vida e a manutenção da sua capacidade operacional implica necessárias modernizações, nomeadamente ao nível dos seus sensores, que não se podem limitar às tradicionais pequenas modificações pontuais de sistemas acessórios.
A sua capacidade de protecção, é neste momento considerada deficiente, estando dependente dos mísseis superficie-ar Sea-Sparrow, que garantem a defesa próxima e do "ultimo recurso" dado pelo sistema CIWS-Phalanx, que nos dias de hoje é alvo de algumas criticas e apontado como pouco eficiente contra alvos voando a baixa velocidade.
Alguns esforços têm sido levados a cabo, nomeadamente para modernizar este sistema.
A manutenção dos navios com alguma capacidade miltiar, implica a modernização dos sensores, mas a marinha portuguesa encontra-se condicionada por restrições financeiras, que não melhoraram nos últimos anos da 1ª década do século. A entrada ao serviço de mais duas fragatas da classe M, tecnologicamente equivalentes e a saída de serviço das antigas fragatas classe «João Belo» aumentou as exigências do ponto de vista financeiro, com a marinha a possuir cinco navios medianamente sofisticados.
Problemas para o futuro
Além do problema do envelhecimento dos sistemas do navio, outro problema se levanta com as consequências da crise financeira que afeta o país.
Com o projeto de novas construções de patrulhas suspenso por razões financeiras, e com pequenos os navios patrulhas e corvetas da década de 1970 no fim da sua vida útil, espera-se que a única forma de garantir a soberania nas águas portuguesas seja fazer depender o patrulhamento dessas águas pelas fragatas, únicos navios que dentro de pouco tempo vão sobrar para a função.
[1] - Compartilham o lugar com as duas fragatas tipo «M» compradas à marinha da Holanda e que embora inferiores em termos de sistemas de comunicação, apresentam sistemas de combate mais modernos e dispõem de um sistema vertical de lançamento de mísseis para 16 unidades (o dobro da capacidade das Vasco da Gama).
| Informação genérica: | Os navios da classe ou tipo MEKO são navios «modulares» que foram desenhados seguindo a ideia de que os navios da classe teriam todos a mesma estrutura e igualmente a possibilidade de lhes adicionar módulos segundo as características requeridas pelos clientes.
O projecto MEKO, divide-se por sua vez em várias séries,
MEKO-200 - A série de navios mais numerosa
MEKO-360 - A primeira série de navios, construidos para a marinha da Nigueria (1 unidade ) e da Argentina (4 unidades).
MEKO-140 - Considerados pelos estaleiros alemães como fragatas, estes navios foram construidos na Argentina (6 unidades) e são classificados como corvetas naquele país.
Embora seja um projecto dos anos 80, o conceito evoluiu e adaptou-se, tendo sido lançados novas séries, com o objectivo de acompanhar o evoluir da tecnologia e dos conceitos de construção naval.
O mais recente navio do tipo MEKO, é a fragata sul africana Amatola do tipo MEKO-A200 | |